As camadas mais frias do ar

Romances escritos por mulheres são o destaque entre os lançamentos. Atenção, portanto, aos dois volumes do mais recente romance de Diana Gabaldon, “A Cruz de Fogo”, lançamento da Rocco; “O Jardim Secreto de Eliza” (Rocco), de Kate Morton; “As Camadas Frias do Ar” (Geração Editorial), de Antje Rávic Strubel; e “Uma Era de Ouro” (Record), de Tahmina Abam. Best seller em mais de 20 países, “A Cruz de Fogo”, em dois volumes, é o quinto livro da saga que traz a trajetória de Jamie Fraser, um bravo guerreiro escocês do século XIII, consumido por um dilema. Proprietário de muitas terras, ele é convocado para liderar uma milícia contra o rebeldes, embora saiba que a independência das colônias americanas da Inglaterra é apenas uma questão de tempo. Viajantes do tempo, oriundos do século XX, sua mulher, Claire, a filha Brianna e o futuro genro, Roger, haviam-lhe contado todo o desfecho da revolução americana. A bênção de também saber o futuro se transformará, rapidamente, numa maldição para a família. Repleto de fatos históricos, o romance é basicamente uma trama de amor e luta através dos séculos.

Em 1913, um navio chega à Austrália, direto de Londres, trazendo com ele uma menina de 4 anos, absolutamente sozinha, sem um acompanhante adulto sequer. Com ela, apenas uma pequena mala com um livro de contos de fadas. O mistério de quem era a bela garota, que dizia não lembrar seu nome, e de como chegou ao porto, jamais foi desvendado. Em suas memórias, ela trazia apenas a imagem de uma mulher que ela chamava de A Dama ou A Autora, que dizia que viria buscá-la. Muitos anos depois, em 2005, na cidade australiana de Brisbane, a doce e reservada Cassandra herda de sua avó Nell uma casa na Inglaterra. Surpresa, ela descobre que a casa esconde as origens de sua avó, que foi uma vez a bela menina perdida no porto. Esta é a história de “O Jardim Secreto de Eliza”, romance da australiana Kate Morton.

Assassinato, lesbianismo e amor são os temas desenvolvidos por Strubel em “As Camadas Mais Frias do Ar”. Considerada uma das grandes e recentes revelações da literatura alemã, Antje venceu dois grandes prêmios literários com o livro que a Geração Editorial lançou entre nós. Numa floresta idílica, á beira de um lago na Suécia, um grupo de alemães, na casa dos 30 anos, monitores de uma colônia de férias, se escondem da civilização, tentando esquecer um passado amargo e ignorar um futuro incerto. Antje é contratada para trabalhar no local e fica fascinada pela etérea e misteriosa Siri. Esta põe a identidade sexual da protagonista em jogo, enredando-a numa teia confusa e sedutora que faz com que as duas mulheres entrem em conflito com o resto do acampamento. A escritora levanta outras questões em seu romance expondo as fissuras mal vedadas da reunificação das duas Alemanhas, o dedo na ferida aberta da sociedade alemã contemporânea, questionando também a percepção dos homens, das mulheres, do amor e das regras sociais que definem identidade e gênero.

Tendo como cenário, a Guerra da Independência de Bangladesh, Thamina Anam cria em “Uma Era de Ouro”, uma história de paixão e revolução, de esperança e fé e de absoluto heroísmo. Em meio ao caos e total a ao tumulto político, todos (de líderes estudantis a opositores do governo, de puxadores de riquixás a soldados armados) devem definir suas lealdades. E é nesse país à beira do conflito, que o leitor vai conhecer Rehana, a heroína do livro. Rehana se casou com um homem que não esperava amar.

 Fonte: Correio do Povo

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