Ossada encontrada no Araguaia pode ser de guerrilheiro que teve a vida contada em obra da Geração

Antes de ser capturado pelos orgão da repressão militar, Antonio Teodoro de Castro, que usava Raul como nome de guerra, foi um guerrilheiro do PC do B no Araguaia que viveu grandes momentos naquela região.

Um dos fatos mais marcantes aconteceu na passagem de ano de 71 para 72, depois de intenso treinamento na selva, todos militantes fizeram uma ceia, regada a diversos frutos da caça e brindaram com cachaça e em coro cantaram o hino da Internacional Socialista.

Conforme reportagem publicada no jornal Folha de S. Paulo, foram encontradas ossadas que pode ser de guerrilheiros enterrados na região. As buscas foram realizadas por parte da família de “Raul” que até hoje luta para encontrar seus restos mortais.

Muitas histórias como a de Raul e muitos outros militantes de partidos de esquerda estão reunidas em livros da Geração que relatam esse importante episódio da história nacional.

Geração traz livros que relatam importância da Guerrilha do Araguaia

Um conflito que até hoje os militares tentam apagar todos os seus registros e a sociedade civil tomou pouco conhecimento, ocorreu na fronteira entre os estados de Goiás, Pará e Maranhão no início da década de 70. Conhecido como a Guerrilha do Araguaia, esse episódio marcou época durante o regime linha dura, pois foi a maior movimentação militar brasileira ocorrida desde a Guerra de Canudos, no fim do século XIX.

No período mais sombrio do Governo Médici, dissidentes do PCB que manteve sua postura pacífica, fundaram um novo partido, o PC do B.

Sem muitos registros e com poucos sobreviventes, pois o governo brasileiro massacrou os militantes comunistas, o conflito ganhou notoriedade apenas para pessoas politicamente engajadas, tanto para a esquerda – abalada pelas técnicas utilizadas pelos militares, quanto pela direita que se preocupou com a tentativa de apagar todos os documentos referentes à guerrilha.

Passagens sobre esse importante capítulo da história brasileira estão detalhadas em quatro livros da Geração Editorial: “Operação Araguaia – Os Arquivos secretos da Guerrilha”, dos autores Tais Morais e Eumano Silva, “Sem Vestígios – Revelações de um agente secreto da ditadura militar brasileira”, também da autora Taís Morais, “A Lei da Selva”, de Hugo Studart e “Trevas no Paraíso – Histórias de amor de guerras nos anos de chumbo”, de Luiz Fernando Emediato.

Não deixe a história passar em branco, descubra mais sobre ela.

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