Protagonista da sobrevivência

Na Segunda Guerra Mundial, o caminho da sobrevivência passou pelo terreno da enganação. E os que não tiveram como lograr as suspeitas dos oficiais nazistas, morreram. O polonês Mietek Pemper soube usar a inteligência, coragem e um toque de malandragem para salvar vidas. E essa ação resultou também na aproximação de um homem considerado um herói para judeus: Oskar Schindler.

Pemper conheceu o empresário alemão durante o período em que trabalhava como estenógrafo particular do terrível oficial Amon Göth. No livro “A Lista de Schindler – a Verdadeira História”, da Geração Editorial,  Pemper narra a vida que teve no período de 500 dias em que passou no escritório do comando nazista no campo de concentração Cracóvia-Plaszów, na Polônia.

Ali, vestido com os trajes de prisioneiro, testemunhou as execuções sumárias de Göth. O oficial gostava de praticar tiro ao alvo a esmo contra as cabeças dos judeus detidos.

A convivência diária com a morte deixou esse rapaz de 23 anos astuto para evitar que seu destino fosse o mesmo dos compatriotas discriminados pela origem. Para isso, foi escolhido para o ocupar o cargo de taquígrafo de Göth, pela agilidade que tinha nas mãos e também domínio das línguas alemã e polonesa.

Nesse trabalho, conseguiu saber de segredos dos oficiais na condução dos judeus no campo de concentração. Com o ouvido atento, repassava discretamente para os detentos a postura que tinham de ter para evitar que fossem condenados à morte. Essa postura em ajudar o próximo foi influenciada pela criação religiosa. Tanto que uma frase que nunca esquece, escrita em latim, foi: “Vive em vão quem não ajuda ninguém”.

Num dos casos de apoio, soube que um judeu havia sido descoberto pela polícia e que deveria ir para a prisão. Para ajudá-lo, quis saber qual era a profissão do homem. Ao ser informado que era relojoeiro, conseguiu transferir o judeu para a oficina de relógios e evitar a morte dele.

Sabendo que os sobreviventes dos campos de concentração eram pessoas com alguma profissão que fosse importante para a vitória nazista, Pemper fez o pai comerciante virar operário de obras e a mãe, dona-de-casa, virar costureira.

Pemper aprendeu a reter a espontaneidade a favor da reflexão desde jovem. E isso contribuiu para que saísse da guerra vivo. Atualmente, aos 90 anos, vive no Sul da Alemanha. Quando a Alemanha invadiu a Polônia, em 1939, ele tinha 19 anos. Viveu do drama de ficar confinado e guetos e acompanhar a saída de famílias judias rumos aos campos de concentração recém-montados no País para nunca mais voltarem. O mais terrível, Auschwitz, foi o local que testemunhou o maior número de mortes, com a perda de um 1,1 milhão de judeus poloneses.

Mais em: http://www.clicrbs.com.br/anoticia/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a2896889.xml&template=4187.dwt&edition=14654&section=1361

Livro “A Lista de Schindler – a Verdadeira História”, de Mietek Pemper, tem 277 páginas, editado pela Geração Editorial, custa na média de R$ 35

FONTE: Jornal A Notícia

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