Biografia inédita de Schopenhauer

O homem impetuoso que era contra tudo e todos e antecipou-se à psicanálise de Freud

 A Geração publica “Schopenhauer e os Anos mais Selvagens da Filosofia”, do mesmo autor das consagradas biografias de Heidegger e Nietzsche

Depois das biografias de Heidegger e Nietzsche, a Geração Editorial traz ao Brasil outro grande livro de Rüdiger Safranski, especialista em filosofia alemã, história e história da arte, “Schopenhauer e os Anos Mais Selvagens da Filosofia”,em tradução de William Lagos. Contemporâneo de Kant, Schelling, Hegel e Marx, Arthur Schopenhauer (1788-1860), altivo, impetuoso e arrogante, era contra tudo e contra todos. Insistiu e acabou provocando um terremoto na filosofia da consciência e antecipando-se em quase meio século à psicanálise de Freud.

            “A humanidade aprendeu algumas coisas comigo que jamais esquecerá”, escreveu Schopenhauer. O biógrafo concorda com o filósofo, mas observa que o mundo se esqueceu de que foi Schopenhauer quem o ensinou. “Ele é o filósofo da dor da secularização, do desamparo metafísico, da perda de toda a confiança primordial”, afirma. E arremata: “É em Schopenhauer que surge, pela primeira vez, uma filosofia explícita do corpo e do inconsciente. Sem dúvida, o Ser determina a Consciência. Mas o Ser não é, como o quis Marx algum tempo depois dele, o ‘corpo da sociedade’, mas sim nosso corpo verdadeiro, o qual nos torna todos iguais e, apesar disso, também nos inimiza com tudo quanto vive”. Thomas Mann considerava Schopenhauer “o mais racional dos filósofos do Irracional”.

     Filho de um casamento sem amor, Schopenhauer sempre se sentiu meio abandonado. Seu pai queria que ele nascesse na Inglaterra, mas por ciúme da mulher, que havia feito amigos em Londres, o filósofo do pessimismo nasceu em Dantzig, hoje Gdansk, na Polônia. Vinte anos mais velho do que Johanna, o ciumento Heinrich Floris Schopenhauer submeteu a mulher, poucos meses antes do parto, à perigosa viagem de volta à Alemanha,em pleno inverno. Antesmesmo de nascer, Arthur foi incomodado.

       Adolescente, nutria divergências com o pai e a mãe. Ganhou uma longa viagem pela Europa com os pais, sob o compromisso de seguir a carreira paterna de comerciante. Seu pai lia Rousseau e Voltaire e assinava o Times de Londres. A mãe tornou-se autora de romances adocicados. O jovem Schopenhauer tinha momentos de êxtase no alto das montanhas, ao amanhecer, e também com a música, literatura e filosofia. Sua mãe reconhecia o talento do filho, mas não poupava adjetivos negativos em cartas a ele, como arrogante, aborrecido e insuportável. Um editor o chamou de “cão raivoso”. O autor transcreve contundentes cartas de Johanna ao filho que preferia distante.

     Ela queixava-se das “briga terríveis” que tinham “por bobagens” quando ele a visitava. E respirava aliviada quando ele partia. Johanna já estava cansada do mau humor do rapaz e lamentava as “estranhas opiniões” que o filho emitia “como se fossem as profecias de um oráculo a quem ninguém pode objetar nada”. Pedia a Arthur que deixasse em casa o “ânimo discutidor”. Em uma carta, Johanna diz ao filho indomável: “Todas as tuas boas qualidades são empanadas porque te julgas ‘esperto demais’ e essa arrogância não te serve para nada neste mundo, simplesmente porque não podes controlar tua mania de querer saber tudo mais que os outros, de encontrar defeitos em toda parte, menos em ti mesmo, de querer controlar tudo e de te achares capaz de melhorar as pessoas com que te relacionas.” No entanto, foi ela quem o levou a optar pela vida intelectual. 

      Quando ficou viúva, a mãe de Schopenhauer disse no comunicado da morte que dispensava visitas de condolências, o que apenas aumentaria seu sofrimento. Nunca ficou de todo esclarecido se a morte do marido foi por acidente ou suicídio. Durante dois anos, o jovem Arthur frequentou saraus na casa da mãe estrelados por Goethe (a pessoa mais simpática que Johanna conheceu), que nesse período nunca dirigiu a palavra ao rapaz. Anos depois, Goethe impressionou-se com sua tese de doutorado e ficaram amigos. Herdeiro, Schopenhauer pôde viver para a filosofia, não dela. Já idoso, o autor de O Mundo como Vontade e Representação foi descoberto como grande filósofo pela imprensa inglesa. O Nilo chegou ao Cairo, disse. Era a “Comédia da Fama”.

        Para ter acesso às imagens da capa e do autor e a entrevista completa entre em contato:

    
     Assessoria de Imprensa

Willian Novaes -wnovaes@geracaoeditorial.com.br

Adriana Carvalho – adriana@geracaoeditorial.com.br

11-3256-4444

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