Schopenhauer – e os anos mais selvagens da filosofia

 Título:  Schopenhauer e os anos mais selvagens da filosofia
Autor: Rüdiger Safranski
Formato: 15,5×22,5
Páginas: 688 – Peso: 0,800 kg
Categoria: Biografia
ISBN: 978-85-61501-54-9
Código de barras: 978-85-61501-54-9
Preço:  R$69,90

Sinopse:  O INDOMÁVEL PRECURSOR DE FREUD
O homem impetuoso e os anos mais apaixonantes da filosofia pulsam aqui, vivos e exuberantes, no texto do mestre das biografias, Rüdiger Safranski, autor de obras consagradas como Heidegger, Um mestre da Alemanha entre o bem e o mal e Nietzsche, Biografia de uma tragédia, ambos também publicados pela Geração Editorial. Arthur Schopenhauer provocou um terremoto na filosofia da consciência e antecipou-se em quase meio século à psicanálise de Freud.

RELEASE:

O homem impetuoso que era contra tudo e todos e antecipou-se à psicanálise de Freud

A Geração publica “Schopenhauer e os Anos mais Selvagens da Filosofia”, do mesmo autor das consagradas biografias de Heidegger e Nietzsche

Depois das biografias de Heidegger e Nietzsche, a Geração Editorial traz ao Brasil outro grande livro de Rüdiger Safranski, especialista em filosofia alemã, história e história da arte, “Schopenhauer e os Anos Mais Selvagens da Filosofia”, em tradução de William Lagos. Contemporâneo de Kant, Schelling, Hegel e Marx, Arthur Schopenhauer (1788-1860), altivo, impetuoso e arrogante, era contra tudo e contra todos. Insistiu e acabou provocando um terremoto na filosofia da consciência e antecipando-se em quase meio século à psicanálise de Freud.
“A humanidade aprendeu algumas coisas comigo que jamais esquecerá”, escreveu Schopenhauer. O biógrafo concorda com o filósofo, mas observa que o mundo se esqueceu de que foi Schopenhauer quem o ensinou. “Ele é o filósofo da dor da secularização, do desamparo metafísico, da perda de toda a confiança primordial”, afirma. E arremata: “É em Schopenhauer que surge, pela primeira vez, uma filosofia explícita do corpo e do inconsciente. Sem dúvida, o Ser determina a Consciência. Mas o Ser não é, como o quis Marx algum tempo depois dele, o ‘corpo da sociedade’, mas sim nosso corpo verdadeiro, o qual nos torna todos iguais e, apesar disso, também nos inimiza com tudo quanto vive”. Thomas Mann considerava Schopenhauer “o mais racional dos filósofos do Irracional”.
Filho de um casamento sem amor, Schopenhauer sempre se sentiu meio abandonado. Seu pai queria que ele nascesse na Inglaterra, mas por ciúme da mulher, que havia feito amigos em Londres, o filósofo do pessimismo nasceu em Dantzig, hoje Gdansk, na Polônia. Vinte anos mais velho do que Johanna, o ciumento Heinrich Floris Schopenhauer submeteu a mulher, poucos meses antes do parto, à perigosa viagem de volta à Alemanha, em pleno inverno. Antes mesmo de nascer, Arthur foi incomodado.
Adolescente, nutria divergências com o pai e a mãe. Ganhou uma longa viagem pela Europa com os pais, sob o compromisso de seguir a carreira paterna de comerciante. Seu pai lia Rousseau e Voltaire e assinava o Times de Londres. A mãe tornou-se autora de romances adocicados. O jovem Schopenhauer tinha momentos de êxtase no alto das montanhas, ao amanhecer, e também com a música, literatura e filosofia. Sua mãe reconhecia o talento do filho, mas não poupava adjetivos negativos em cartas a ele, como arrogante, aborrecido e insuportável. Um editor o chamou de “cão raivoso”. O autor transcreve contundentes cartas de Johanna ao filho que preferia distante.
Ela queixava-se das “briga terríveis” que tinham “por bobagens” quando ele a visitava. E respirava aliviada quando ele partia. Johanna já estava cansada do mau humor do rapaz e lamentava as “estranhas opiniões” que o filho emitia “como se fossem as profecias de um oráculo a quem ninguém pode objetar nada”. Pedia a Arthur que deixasse em casa o “ânimo discutidor”. Em uma carta, Johanna diz ao filho indomável: “Todas as tuas boas qualidades são empanadas porque te julgas ‘esperto demais’ e essa arrogância não te serve para nada neste mundo, simplesmente porque não podes controlar tua mania de querer saber tudo mais que os outros, de encontrar defeitos em toda parte, menos em ti mesmo, de querer controlar tudo e de te achares capaz de melhorar as pessoas com que te relacionas.” No entanto, foi ela quem o levou a optar pela vida intelectual.
Quando ficou viúva, a mãe de Schopenhauer disse no comunicado da morte que dispensava visitas de condolências, o que apenas aumentaria seu sofrimento. Nunca ficou de todo esclarecido se a morte do marido foi por acidente ou suicídio. Durante dois anos, o jovem Arthur frequentou saraus na casa da mãe estrelados por Goethe (a pessoa mais simpática que Johanna conheceu), que nesse período nunca dirigiu a palavra ao rapaz. Anos depois, Goethe impressionou-se com sua tese de doutorado e ficaram amigos. Herdeiro, Schopenhauer pôde viver para a filosofia, não dela. Já idoso, o autor de O Mundo como Vontade e Representação foi descoberto como grande filósofo pela imprensa inglesa. O Nilo chegou ao Cairo, disse. Era a “Comédia da Fama”.

ENTREVISTA COM O AUTOR:

O senhor publicou um livro sobre Schopenhauer. Por que as pessoas ainda deveriam ler sobre o filósofo hoje em dia?

Porque Schopenhauer foi um modelo de como pensar sobre a vida e um homem que ponderava bastante. Schopenhauer constrói uma imagem de homem na qual a força motriz da força de vontade tem papel principal, e a razão papel secundário.
Esta escola fundamental do pensamento nunca se tornou obsoleta. Não é tema para requisitos específicos da atualidade que mudam de acordo com o período ou tendências.

Não superestime a razão. Na sua biografia de Schopenhauer, o senhor escreve que uma pessoa deveria recorrer à filosofia de Schopenhauer para ficar completamente atualizado. Ele reflete sobre a modernidade?

Sim, porque ainda temos uma tendência de superestimar a razão como a força que controla a vida e a história, apesar do fato de os crimes do século XX, alguns dos quais cometidos em nome da razão ou supostamente pelo bem da ciência, terem esclarecido diversas coisas para nós que não surpreenderiam a Schopenhauer.
Schopenhauer cresceu numa época que eu descrevi como os “anos selvagens da filosofia”: um inebriante caleidoscópio de filosofia envolvendo a descoberta do ego e de um Logos que penetra pela natureza. Schopenhauer vai contra esse idealismo ambicioso de Fichte, Hegel e os Românticos – nos lembrando até hoje que não devemos superestimar a razão.
Para ele, a redenção só pode ser atingida distanciado esteticamente uma pessoa do tumulto: um misticismo de negação que vem desde os ensinamentos budistas. Nesse sentido de infinidade, Schopenhauer ainda é atual.

A alma do cidadão é inviolável. De acordo com Schopenhauer, o estado deveria colocar “mordaça” nos “animais ferozes” para torná-los “inofensivos como um ruminante”. Dada a crise financeira e a catástrofe climática que estamos enfrentando atualmente, os políticos de hoje deveriam ler Schopenhauer?

Definitivamente sim! A filosofia de Schopenhauer sobre o estado opera na base da visão cética da humanidade e o fato de que nós humanos temos necessidade de disciplina social. Ao mesmo tempo, contudo, seus livros tornam as pessoas imunes à romantização do estado como um nível superior de ser ou moralidade à la Hegel. Schopenhauer quer um estado sóbrio e prosaico que não queira se apropriar das almas de seus cidadãos.

Muito completo. E qual vantagem Ensaios e aforismos (1851) tem sobre o excesso de guias para atingir a felicidade, alguns dos quais são obras da filosofia popular?

Mais uma vez, é porque eles oferecem uma claridade realista que se estende para a beleza. Como regra, os guias de estilo de vida de hoje são exagerados, e tem algo de errado a respeito deles. Schopenhauer, contudo, pensa apenas no que é possível. Isso não constitui uma promessa absoluta de felicidade, mas modestamente ajuda a passar pela vida de modo sensato. Isso faz com que sua obra seja bastante atraente.

Qual o papel de Schopenhauer na filosofia de hoje?

Schopenhauer ainda tem grande influência no cenário literário e artístico. A situação é bastante diferente entre filósofos profissionais. Isso tem a ver com o fato de que o pensamento de Schopenhauer é como uma bola no século XIX. Com Kant, uma pessoa pode continuar um trabalho de forma não definida – há muito que não está claro. A visão de Schopenhauer dos seres humanos e do mundo é claro e pensada calmamente até sua conclusão. Sua filosofia é completa, de forma agradável e atrativa.

Filosofia não é tudo. Particularmente o que fascina o senhor a respeito de Schopenhauer?

Para mim, uma razão pela qual sua filosofia é tão sedutora é que, em termos literais, é muito bem apresentada. Ler Schopenhauer é um grande prazer e uma experiência enormemente enriquecedora. No meu ponto de vista, o início do segundo volume de O mundo como vontade e representação é linguisticamente um dos melhores trabalhos já produzidos pela filosofia ocidental.
Além disso, Schopenhauer não deixa nenhuma dúvida de que, para ele, filosofia não é tudo na vida. A parte que pensa sempre será um pouco diferente da parte que vive. Isso é algo que acho particularmente notável, dada a visão depressiva de Schopenhauer da realidade.

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Título: Schopenhauer E os anos mais selvagens da filosofia
Autor: Rüdiger Safranski
Formato: 15,5×22,5
Páginas: 688
Categoria: Biografia
ISBN: 978-85-61501-40-2
Código de barras: 978-85-61501-40-2
Peso: a confirmar
Preço:  R$69,90
Sinopse:O INDOMÁVEL PRECURSOR DE FREUD
O homem impetuoso e os anos mais apaixonantes da filosofia pulsam aqui, vivos e exuberantes, no texto do mestre das biografias, Rüdiger Safranski, autor de obras consagradas como Heidegger, Um mestre da Alemanha entre o bem e o mal e Nietzsche, Biografia de uma tragédia, ambos também publicados pela Geração Editorial. Arthur Schopenhauer provocou um terremoto na filosofia da consciência e antecipou-se em quase meio século à psicanálise de Freud.
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