Arquivo do dia: setembro 6, 2011

O terceiro irmão

       Título: O Terceiro Irmão
Autor:  Nick Mcdonell
Romance
Nº de páginas:
256
Código de barras: 978-85-61501-77-8
ISBN: 978-85-61501-77-8
R$29,90
Sinopse:

O Terceiro Irmão tem como personagem central o jovem Mike, estagiário de jornalismo enviado à Tailândia para ajudar um colega sênior numa reportagem sobre mochileiros drogados. Em Bangcoc, envolve-se com pessoas um tanto esquisitas e esquece que está lá a serviço de um jornal. Com sentimento de culpa, volta às pressas de Bangcoc porque aconteceu uma tragédia  na família. Passa então a conviver com um sério problema, o irmão Lyle, que parece ter alucinações.

O romance cresce em densidade, linguagem e tensão. E fica ainda mais forte quando aborda o ataque terrorista ao World Trade Center. O personagem imagina os instantes que precedem a colisão dos aviões com as torres. Para Mike, o grande horror da tragédia foi vivido pelos que pularam porque “logo cedo descobriram não haver esperança”.

RELEASE:

McDonell amplia o horror de “Doze” em “O Terceiro Irmão”

Em seu segundo romance, também lançado pela Geração, o jovem autor prodígio
norte-americano retrata a tragédia de uma família problemática e o ataque
terrorista às torres gêmeas de 11 de setembro

Nick McDonell se tornou uma repentina celebridade aos 21 anos, graças ao sucesso de seu primeiro romance, Doze, escrito aos 17 durante umas férias escolares. O livro foi lançado no Brasil pela Geração Editorial e McDonnel veio a São Paulo para uma Bienal do Livro, onde fez enorme sucesso principalmente entre as mulheres.
Em O Terceiro Irmão, seu segundo romance, também publicado pela Geração (com ótima tradução de Mariana de Carvalho Mesquita Santana e bela capa de Silvana Mattievich) em 2011, o autor vai ampliar o horror que aparece em Doze, que trata de um tema que o autor conheceu de perto – o mundo de drogas, sexo e violência de jovens estudantes ricos nova-iorquinos. O livro de estreia foi aplaudido pela mídia internacional, entrou em listas de best-sellers nos Estados Unidos e na Europa e acabou virando filme. A fama do autor só tende a crescer.
O Terceiro Irmão traz um universo ainda mais sombrio e terrível do que o de Doze, com o horror do ataque terrorista às torres gêmeas de Manhattan em 11 de setembro de 2001 e a história trágica de uma família complicada. “Um conto de assombração do amor fraterno”, afirmou o jornal The New York Times sobre este livro.
O romance está dividido em três partes. Na primeira, o personagem central, o jovem Mike (mesmo nome do protagonista de Doze), de 19 anos, estagiário de jornalismo, é enviado à Tailândia por um velho amigo de seu pai para ajudar um colega sênior numa reportagem sobre mochileiros drogados. Nick McDonnel também foi à Tailândia, logo depois do lançamento de Doze no Brasil. Mas ele afirma que seu novo romance – assim como o de estreia – não é autobiográfico. No entanto – assim como em Doze – ele utiliza no mínimo situações que assistiu e personagens com os quais conviveu.
Acontece que Mike, uma espécie de alter ego do autor, o que ele menos faz em Bangcoc é reportagem. Envolve-se com pessoas esquisitas e vazias como o Rapaz da Caveira, a Garota de Piercing, Lucy Longas Pernas e Tweety. Gente que vai “a clubes e coisas do tipo”. Com sentimento de culpa, que nunca confessaria à namorada, Jane, o rapaz volta para Nova York às pressas porque aconteceu uma tragédia na família. Mike passa então a conviver com dois problemas: o irmão Lyle, que depois da tragédia com os pais parece ter alucinações com um inexistente terceiro  irmão, e o ataque terrorista às torres gêmeas, um pesadelo real. É a parte 2 do romance. Na terceira, Mike retoma os estudos em Harvard (onde, aliás, o autor se formou em 2007).
Na segunda e melhor parte, O Terceiro Irmão cresce bastante em densidade, linguagem e tensão. A viagem à Tailândia foi apenas uma espécie de preparação para o que Mike enfrentaria na volta. O romance fica ainda mais forte quando aborda o ataque terrorista ao World Trade Center. Caminhando pelas ruas de Nova York cheias de poeira e fumaça para se encontrar com o irmão, o personagem imagina os instantes que precedem a colisão dos aviões (“como um punho, como um murro no nariz”) com as torres (lembravam “um vulcão em erupção”), encontra um celular de uma vítima cheio de chamadas, vê corpos destroçados.
Uma imagem perseguiria Mike: um vídeo congelado de pessoas pulando para escapar do fogo (“pareciam estar dançando no ar”). Um registro histórico num livro de ficção. O autor trabalha bem a fusão de realidade e literatura. Para o personagem Mike e possivelmente para Nick McDonell, o grande horror da tragédia do 11 de Setembro foi vivido pelos que pularam, porque “logo cedo descobriram não haver esperança”.

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Mais forte que a morte – um amor sem fronteiras de tempo e espaço

  Título: Mais forte que a morte – Um amor sem  fronteiras de tempo e espaço
Autor: Zoë Klein
Romance
Nº de páginas:
400
Código de barras
: 978-85-61501-70-9
ISBN: 978-85-61501-70-9
R$39,90
Sinopse:

Uma conceituada arqueóloga cristã norte-americana abandona um trabalho oficial em Israel para escavar, por sua conta e risco, na casa de um casal árabe que via fantasmas em cenas eróticas. Criticada e chamada de traidora, Page Brookstone persiste na sua intuição e descobre que o amor é mais forte que a morte e não tem fronteiras de tempo e espaço. Ao contar também a polêmica história do profeta Jeremias e sua paixão pela amada Anatiya, quase 600 anos antes de Cristo, este romance mostra que só o amor pode unir cristãos, judeus e muçulmanos. Sem malabarismos estilísticos, Zoë usa linguagem simples, elegante e cheia de poesia que torna a leitura ainda mais interessante e envolvente.

RELEASE:

“Mais forte que a morte”, um amor sem fronteiras de tempo e espaço

Romance da norte-americana Zoë Klein mostra o que pode unir cristãos, judeus e muçulmanos ao tratar do amor do profeta Jeremias por Anatiya, quase 600 anos antes de Cristo

A Geração Editorial publica outro livro sobre tema complexo e delicado, Mais forte que a morte – Um amor sem fronteiras de tempo e espaço, da rabina norte-americana Zoë Klein, que aborda a pesquisa  arqueológica no Estado de Israel e o casamento entre cristãos e judeus.  Na lei judaica, são rigorosas as regras sobre enterros e perturbar os mortos é um tabu.
Formada em psicologia, rabina e líder espiritual do Templo de Isaías em Los Angeles, Zoë Klein escreve seu romance com pleno conhecimento do assunto e sem malabarismos estilísticos. Ela usa linguagem simples, elegante, cheia de poesia, que teve no Brasil competente tradução de Mirian Ibañez. Um livro de leitura fácil e rápida, apesar de ter 400 páginas. A capa e o projeto gráfico são de Alan Maia.
O romance é narrado em primeira pessoa por uma conceituada arqueóloga americana cristã, Page Brookstone, que passa os dias escavando em busca de achados históricos, humanos ou materiais. “Eu passei minha carreira aqui no subsolo, com os ancestrais, sem emergir para me atualizar nas manchetes do presente”, Page diz no início do romance, sem imaginar que em breve ela seria destaque na mídia de todo o mundo e pivô de polêmicas e conflitos religiosos. Para ela, sua missão é libertar espíritos e sonhos há milênios bloqueados em ossos debaixo da terra. Page está segura de que existe algo Mais forte que a morte.
“Há algo muito adorável sobre uma escavação, que beira a pura intuição. Sua origem está na autoconfiança; portanto, qualquer descoberta é inevitavelmente uma autodescoberta”, diz a arqueóloga. E é isso que ela faz. Abandona uma pesquisa de vulto num campo onde estão enterrados os corpos de milhares de crianças vítimas de sacrifícios em um culto antigo e empreende uma escavação particular na residência de um casal de árabes muçulmanos, Ibrahim e Naima. Exceto Page, ninguém leva a sério a história que eles contam: fantasmas fazem amor em sua casa.
A opção de Page Brookstone merece crítica de colegas, ela é considerada traidora e acusada de colocar em risco a seriedade da arqueologia. “Israel inteira é, essencialmente, um tesouro arqueológico. Você anda para cima e para baixo nas tortuosas ruas de Israel e sabe que esses caminhos ondulantes estão sobre camadas e camadas de escombros de cidades, abarcando uns quarenta séculos, umas depois das outras”, afirma a personagem-narradora.
Com extrema habilidade, a autora conta a história do profeta Jeremias e sua amada Anatiya, de quase 600 anos antes de Cristo, trazidos de volta à luz pelas mãos de Page e o seu drama – ela está apaixonada por Mortichai, um judeu dividido entre o compromisso com uma viúva israelita e a arqueóloga cristã. A história ganha mais fôlego e emoção quando o pergaminho da fictícia Anatiya é traduzido por uma Jordanna, fiel amiga de Page, em Nova York, perseguida por fanáticos e escondida da polícia, depois de a arqueóloga ter sido afastada do seu achado ancestral.
Um trecho do pergaminho: “Amar um profeta é ser absolutamente rejeitada, um constante alvo de risadas e a quem qualquer um vaia. Ele sabe que tu estás te arrastando atrás dele. Tudo é revelado a ele e, embora tu sejas visível, és invisível aos olhos dele”.
Há no livro uma série de episódios paralelos e personagens curiosos – como Itai, que ama sua terra como se fosse uma mulher (“minha Israel”), o indeciso Mortichai, e os jovens livres e felizes Walid, Meirav e Dalia – prendem e encantam o leitor. Zoë Klein demonstra em Mais forte que a morte que somente o amor pode unir cristãos, judeus e muçulmanos. A escritora vive em Los Angeles com o marido, o rabino Jonathan Klein, e seus três filhos.

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