Arquivo do mês: outubro 2011

Começa 10ª Bienal do Livro da Bahia

Aproximadamente 270 mil pessoas devem passar nos próximos nove dias pelo Centro de Convenções da Bahia (Av. Simon Bolivar s/n° – Salvador/BA) durante a 10ª edição da Bienal do Livro. Até 6 de novembro o público poderá conferir no espaço atividades voltadas para a educação e a cultura que incentivam o hábito da leitura e ações de responsabilidade social, além do trabalho de 385 expositores, entre editores, livreiros, distribuidores, veículos de comunicação e instituições do setor. Na programação, destaque para o Café Literário onde acontecem bate-papos com autores. Nomes como dos escritores Cristovão Tezza, Fabrício Carpinejar, Luís Augusto Fischer e Nelson Motta estão confirmados. Ainda estão programadas atividades infantis, ações na Praça de Cordel e Poesia para valorização e resgate do folclore brasileiro, sessões de autógrafos; lançamentos de livros e visitação orientada para escolas. O grande homenageado desta edição será o escritor baiano Jorge Amado. Clique aqui para conferir a programação.

PublishNews – 28/10/2011 – Marla Cardoso

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Homenagem ao Dia D – Dia de Carlos Drummond de Andrade / Resultado

     Memória

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.

Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.

Carlos Drummond de Andrade

“Fome”, que nesta tradução ganha a qualidade do texto de Carlos Drummond de Andrade, descreve de forma tragicômica as agruras de um escritor miserável e vagabundo, que vaga pelas ruas da antiga Cristiania (hoje Oslo, capital da Noruega) com as roupas em farrapos, famélico, levando um toco de lápis com o qual escreve artigos para jornais, dependendo do pagamento para comer e continuar vivo. Enquanto isso, reflete sobre o sentido da vida.

De forma angustiante, empolgante, você vai conhecer um homem pálido, jovem, criativo e com um vazio que o consome: a fome. Ele caminha pelas ruas quase desfalecendo, com o cérebro em brasas, buscando inutilmente ideias para os artigos que raras vezes saem do papel.

Os dias perdem cor e passam depressa enquanto a fome aumenta. Sem concentração, sem inspiração para escrever, o personagem divaga enquanto contempla o mundo e busca as razões para viver, sonhar e resistir.  “Se brotasse ao menos uma ideia, uma simples ideia, que me pegasse à força, me metesse as palavras na boca!”.

Na loucura, em meio ao desespero, pede um osso ao açougueiro, rói e procura feito um cão faminto pelos pedaços de carne. A consciência retorna e ele vomita, o odor de sangue seco é forte.

“Aquilo não tinha gosto; o cheiro nauseante de sangue velho subia do osso, dando vontade de vomitar. Fiz nova tentativa. Ah, se pudesse guardar um pedacinho de carne, certamente faria efeito; a questão era conseguir que ele ficasse lá dentro. Mas outra vez a náusea me invadia”.

Os conflitos do personagem ocorrem em situações que vão da lucidez à insanidade. Figura cômica, desprotegida, é fácil imaginá-lo nas condições mais tristes e deprimentes que parecem, muitas vezes, sem saída. Os críticos literários consideram Hamsun o criador do fluxo da consciência, ou seja, o pensamento do personagem é narrado de forma direta, sem cortes.

“Fome” é considerado o melhor livro deste autor muito conhecido no Brasil nos anos 40, quando aqui foram lançados títulos como “Um vagabundo toca em surdina”, “Pan”, “Frutos da terra” e “Vitória”, entre outros. Controvertido, excêntrico, polêmico, comovente, avassalador e monumental em sua obra cheia de sangue, vida e furor, Hamsun nos deixou uma obra paradoxalmente plena de amarguras, sonhos e descrenças, mas também de alegrias, otimismo e esperanças.

Dê RT na frase abaixo e concorra a um exemplar da obra Fome que foi traduzida por Drummond:

#DiaD Uma homenagem da @geracaobooks ao poeta Carlos Drummond de Andrade.  #diadrummond http://kingo.to/Sem


Resultado da Promoção:

Sorteio realizado em 04/11/2011 às 16:00 por @geracaobooks, através dos usuários que retuitaram o link http://kingo.to/Sem.

  1. @ximxom


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Livro retrata a vida e a época do piloto que serviu a Hitler

O piloto de Hitler – A vida e a época de Hans Baur
Autor: C.G. Sweeting
Formato: 15,5×22,5
Páginas: 440
Categoria: Biografia
ISBN: 978-85-63420-04-6
Código de barras: 978-85-63420-04-6
Preço: R$39,90

Sinopse: Um livro que faltava sobre as duas guerras mundiais e o inferno do nazismo. C. G. Sweeting resgata nas páginas deste O piloto de Hitler o testemunho privilegiado de um homem fi el ao ditador alemão mesmo depois dos dez anos de sofrimento em masmorras e campos de prisioneiros da União Soviética. Hans Baur era a sombra de Hitler no ar. Amava o Führer e os aviões. Tudo sobre os horrores da guerra está aqui. Uma leitura eletrizante.

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Porto Alegre abre sua 57ª Feira do Livro

 A 57º edição da Feira do Livro de Porto Alegre será aberta nesta sexta-feira e até o dia 15 de novembro contará com uma programação que vai de encontros com autores, saraus, apresentações artísticas, oficinas e seminários, passando por atividades para crianças, jovens, estudantes e professores. O evento acontece na Praça da Alfândega e nas vias de seu entorno, além de ocupar os prédios do Memorial do RGS, Santander Cultural e Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, e os armazéns centrais do Cais do Porto. A principal novidade desta edição é a instituição dos dias temáticos. A cada dia, um assunto estará em evidência, envolvendo o público em diversas atividades. Os 19 temas são: Biblioteca, Livro e Leitura, Suspense, Terror e Horror, Viagem, Cinema, Humor e HQ, Cultura Popular, Conto, Gastronomia, Afrodescendência, História, Educação, Corpo, Sexo e Saúde, América Latina, Direitos Humanos, Gentileza, Ecologia e Comunicação. Confira a programação.

 Fonte: PublishNews –

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Grace – Em breve nas livrarias

FÁBULA COMOVENTE DE ANDERSEN DÁ ORIGEM A ROMANCE SOBRE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Famosa como uma das mais belas fábulas de Natal já escritas, “A vendedora de fósforos”, do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, é o ponto de partida para o romance “Grace”, de Richard Paul Evans (211 páginas, tradução de Jairo Arco e Flexa).

No romance de Evans, a história é lembrada num Natal quando o personagem de Eric Welch, já avô, narra para um de seus netos a história da pequenina de Andersen que, em pleno Natal, no frio, vende fósforos pelas ruas, mas para se aquecer acaba gastando todos de que dispunha, e no dia seguinte é encontrada morta sob a neve. Não há quem não se comova profundamente com a fábula, retrato “dickensiano” da infância desamparada em face dacrueldade do mundo. Assim acontece com Eric Welch, mas há mais: ele se lembra de que houve também uma “vendedora de fósforos” em sua vida.

A história de que ele se lembra ocorre em outubro de 1962, tempos da “crise dos mísseis”, quando as hostilidades entre EUA e União Soviética colocaram os norte-americanos e o resto do planeta muito perto de uma guerra nuclear, e um pânico com a iminência do “fim do mundo” se disseminou pela América do Norte. Em Salt Lake, Utah, para onde se mudou com sua família, o adolescente Eric Welch, morando com os pais e o irmão Joel, vive o cotidiano normal de um garoto que vai à escola, tem suas predileções por estas ou aquelas comidas, brinca com o irmão, e, morando em condições difíceis e melancólicas num bairro pobre, acaba criando com o irmão um clubinho tipicamente adolescente nos fundos de sua casa, o “Nosso Clube”. É para lá que ele levará uma garota misteriosa que conheceu remexendo numa lata de lixo à procura da comida. Ela diz chamar-se Grace e confessa que fugiu de casa e não quer voltar para lá. Então, ele toma a decisão de hospedá-la no “Nosso Clube”, escondido dos pais, deixando apenas o irmão Joel saber de seu segredo.

Assim transcorrerá a narrativa, sempre na primeira pessoa, e mergulhando no relacionamento de Eric com Grace, que será marcado pelo mistério da menina, que diz ter fugido de casa depois que sua mãe se casou com outro homem, um padrasto cruel que ela nunca mais quer rever. O mistério não acabará aí, e na verdade, um caso de amor muito delicado nascerá entre os dois adolescentes.À medida que o tempo passa, Eric vai gostando cada vez mais de sua hóspede e sempre a presenteará, além de conseguir para ela comida, remédios e tudo o que ela necessita em sua determinação de não voltar para casa, decididaa permanecer no “Nosso Clube”, na dependência de Eric e de seus pais, que tudo ignoram. Porém, o desaparecimento de Grace se torna público.Notificado pela escola e os professores, o assuntotransforma-se em  manchetes em Salt Lake. A ameaça de que ela venha a ser descoberta nos fundos de sua casa faz com que Eric padeça grandes apreensões. Até porque ela tem o pressentimento de que, se for descoberta, será o seu fim, já que seu padrasto é um homem cruel e violento e ela sabe o que a espera.

Com suspense e ternura, a narrativa vai se alternando entre as cautelas, sobressaltos e ansiedades de Eric para ocultar Grace, e o amor que os une, desesperado, mas com uma grande força em sua inocência.

Acessível, narrado com simplicidade, indo diretamente ao coração do leitor com uma prosa sem enfeites, que remete à vida de um adolescente no começo dos anos 60 na América, em pleno reinado de Sandra Dee, Joe DiMaggio e o aparecimento de um grupo inglês de rock muito promissor, chamado Os Beatles, o romance de Evans é uma denúncia realista, mas que passa pela poesia e por um intenso humanismo, para atingir todos aquelesque se preocupam com os problemas sombrios sofridos por crianças expostas à crueldade dos pais e à incompreensão da sociedade.


Grace

Autor: Richard Paul Evans
Formato: 13,5 x 20,5 – 340 páginas
ISBN: 978-85-8130-004-7
Cód. De Barras: 978-85-8130-004-7
Gênero: Romance
Preço: 39,90
Sinopse:

QUAL O SEGREDO DE GRACE?
O QUE PODE FAZER UM ADOLESCENTE QUE ESCONDE UMA GAROTA DESAPARECIDA EM SUA CASA NA AMÉRICA DOS ANOS 1960?
É tempo da “crise dos mísseis de Cuba”. Os Beatles já estão nas paradas de sucesso. Os jornais falam de Kennedy, Marilyn Monroe, Krushev. São os nostálgicos anos 1960. Em Salt Lake City, o adolescente Eric Welch conhece a garota Grace Madeline Webb procurando comida no lixo. Ela fugiu de casa e ele decide escondê –la nos fundos de sua casa. A decisão terá grandes consequências em sua vida, até chegar à velhice, quando a fábula A vendedora de fósforos, de Hans Christian Andersen, fará com que sua memória se desate numa torrente de lembranças. Grace é uma comovente história de amor e redenção, com muito suspense e ternura.

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Ergue-se a noite – continuação do livro O legado da caça-vampiro

 


A Jardim dos Livros lança uma nova e eletrizante aventura da caça-vampiros Vitória  Gardella, agora exposta à sanha dos membros de uma organização secreta, a Tutela, e à paixão por um ousado e misterioso cavalheiro.
Um lançamento Jardim dos Livros.

Ainda em plena fase de luto fechado, Vitória Gardella volta a perambular pelas madrugadas de Londres, vestida com os trajes do marido morto, à caça de vampiros. Usa o disfarce masculino para não chamar atenção, afinal uma mulher não saía sozinha às ruas nem mesmo de dia, no século dezenove. Ela, porém, está muito adiante de seu tempo. Independente e voluntariosa, quer retomar sua missão, certa de que a rainha dos vampiros, Lilith, pode voltar a qualquer momento de seu exílio voluntário, cercada por seus seguidores.

Para enfrentá-la, Vitória deveria contar com a ajuda do jovem e experiente venador Max, que não manda notícias desde que regressou à sua Itália natal. E é para lá que Vitória viaja, agora disposta a desvendar tanto o paradeiro dele como as atividades dos membros da Tutela, uma organização secreta, recentemente descoberta, e que tem como missão alimentar vampiros, entregando-lhes seres humanos.
Este é o centro da trama de Ergue-se a noite – Crônicas vampíricas de Gardella, o segundo livro da saga das irresistíveis venadoras criadas por Colleen Gleason. A jovem americana é autora da série “Crônicas Vampíricas de Gardella”, com cinco volumes, cujos direitos já foram adquiridos pela indústria do cinema. Neste segundo romance (o primeiro foi O legado da caça-vampiro), um lançamento Jardim dos Livros, o fascínio da heroína reside não só em sua coragem, beleza e sensualidade, mas no extremo voluntarismo, que muitas vezes a conduz a situações desesperadoras.

Sem tomar cuidados básicos, imprescindíveis à sua missão, não raro ela aumenta exponencialmente o fator de risco a que se expõe. Chega a ficar sem o amuleto que tem, como piercing, no umbigo – sua vis bulla. Sem forças para reagir a ataques, pode estar próxima do fim inexorável. Coloca em grande perigo, também, sua tia-avó, Eustácia, a octogenária sábia e ainda ágil, a quem todos os venadores admiram e seguem.

Ergue-se a noite é uma obra que instiga a leitura, tantos são os acontecimentos e circunstâncias.Seus intrigantes personagens masculinos não deixam a dever à heroína, que se divide entre o arrebatador e misterioso Sebastian Vioget e o arrogante e igualmente enigmático Max. O primeiro, um ousado conquistador, que vive a cortejar Vitória, nem sempre com sutileza. O segundo, estranha e profundamente mudado, a ponto de não parecer um aliado, mas inimigo. Seria?

Repleto de sequências eletrizantes, Ergue-se a noite tem todos os elementos para fazer com que o leitor mergulhe na trama, sempre brindado com fatos surpreendentes. Suspense, erotismo, violência, em um texto que nada fica a dever aos clássicos do gênero.

Leia o primeiro capítulo:
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Veja com exclusividade a capa:
Capa_Ergue-seanoite_s_sombra

  Ergue-se a noite – Jardim dos Livros (continuação de O legado da caça-vampiro)
Autor: Colleen Gleason
Tradutor: Mirian Ibañez
Formato: 15,5 x 22,5
Páginas: 376
Categoria: Romance
ISBN: 978-85-63420-11-4
Código de barras: 978-85-63420-11-4
Preço: R$ 39,90
Sinopse: A venadora Vitória Gardella arrisca seus poderes ao desvendar os mistérios da poderosa organização Tutela. Seus membros servem aos vampiros, oferecendo a eles seres humanos, para que saciem sua necessidade de sangue. Deixando Londres, ela viaja pela Itália, disposta a tudo para desbaratar os inimigos, destemida a ponto de colocar em tremendo risco a vida de sua tia-avó e mentora, Eustácia. Sem contar com a preciosa ajuda de seu experiente companheiro de outras aventuras, Max, que depois de ter voltado àquele país tem estranhas atitudes. Tudo leva a crer que ele mudou de lado!

Promoção Ergue-se a noite

Para participar:

1- Curtir a página da Geração Editorial no Facebook.

2- Ser seguidor da @geracaobooks no Twitter.

3- Tuitar a seguinte frase:

Promoção: O legado continua com o #livroErgue-seanoite da @geracaobooks. http://kingo.to/RvV

4- O sorteio será realizado pelo sorteie.me no dia 27/10. E o resultado será divulgado no blog.

RESULTADO DA PROMOÇÃO:

A vencedora da foi a Ilana Prudente.

Sorteio realizado em por @geracaobooks, através dos usuários que retuitaram http://kingo.to/RvV

  1. @IlanaPrudente

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500 anos de Giorgio Vasari, inventor do artista moderno

Se a História da Arte tivesse um pai ele seria Giorgio Vasari. Sua percepção e talento para avaliar grandes artistas o tornaram referência, até hoje. Passados 500 anos os seus livros continuam atuais e a sua trajetória se mistura com a das artes.

A Biblioteca Nacional inaugura no dia 21 de outubro, a exposição “Giorgio Vasari e a invenção do artista moderno” em comemoração aos 500 anos do nascimento desse pintor e arquiteto italiano, nascido em 1511, reconhecido mundialmente como o primeiro historiador da arte. Vasari faleceu em 1574 deixando um legado que até hoje é consultado e reverenciado pelos artistas.

Incentivador de artistas como Michelangelo e amigo da poderosa família dos Médici, ele atendeu a encomendas de príncipes e papas. Vasari é idealizador da arquitetura da Galleria degli Uffizi – hoje sede do principal museu de Florença. O pintor também é autor das célebres pinturas que decoram o Palazzo Vecchio – atual sede do governo da cidade – e fundou a primeira academia de belas artes, a Academia das três artes do Desenho, de 1563.

Segundo o presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, a riqueza e a importância de Giorgio Vasari para as artes, no mundo, são inquestionáveis e por isso a exposição é um motivo de orgulho para os brasileiros. “A influência, o conhecimento e o talento desse artista só reforçam a qualidade do acervo da Biblioteca Nacional. Ela empresta obras raras que só os maiores museus do mundo possuem”, afirma Galeno Amorim.

A exposição vai contar com três edições de “Vidas dos mais excelentes pintores, escultores e arquitetos” – livro fundador da historiografia artística, lançado originalmente em 1550 por Vasari. Ao todo, 110 peças do acervo da Biblioteca serão expostas levando a história do Renascimento italiano para o coração do Rio de Janeiro. Elas representam o trabalho do artista responsável pela consolidação de uma nova posição e consideração social dos artistas no século XV.

Primeiro tratado completo sobre o assunto, a obra descreve os princípios que delimitam a arte italiana do século XIII ao XVI, segundo um percurso evolutivo que leva de Giotto a Michelangelo. “Até hoje, o livro é referência nos estudos sobre a arte do Renascimento. Sem ele, a idéia sobre esse período artístico teria contornos diferentes e outros protagonistas”, conta Elisa Byington, curadora da exposição. O sucesso de Vidas foi garantido pela grande quantidade de informações, o valor do vocabulário crítico em formação e o talento de Giorgio Vasari.

Tratados fundamentais dos séculos XV e XVI que fazem parte do acervo da Biblioteca Nacional estão entre as principais peças em exposição. Eles documentam o nascimento da teoria e da historia da arte, apontando para a consciência histórica que o artista de Arezzo – cidade da região da Toscana – sistematiza em sua obra.

Além disso, reproduções de gravuras como Laocoonte, de Pierre Perret e do desenho Três Graças, de Orazio Samacchini, serão expostas. A primeira trata de episódio da mitologia relatado na Ilíada de Homero e na Eneida de Virgílio. Já a segunda remete as três artes do desenho: pintura, escultura e arquitetura.

 “Vamos investir cada vez mais em exposições deste porte para apresentar o imenso material histórico que hoje está à disposição dos brasileiros. Basta apenas visitar a Biblioteca Nacional”, resume Galeno Amorim.

Giorgio Vasari e a Invenção do artista moderno
A partir de 21 de outubro no Espaço Cultural Eliseu Visconti

Endereço: Rua México, s/n – Centro – Rio de Janeiro (acesso pelo jardim da Biblioteca Nacional)
De terça a sexta das 10h às 18h
Sábados das 10h Às 17h
Domingos das 12h às 17h

Entrada franca

Fonte: Biblioteca Nacional

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