Arquivo do mês: outubro 2011

Começa 10ª Bienal do Livro da Bahia

Aproximadamente 270 mil pessoas devem passar nos próximos nove dias pelo Centro de Convenções da Bahia (Av. Simon Bolivar s/n° – Salvador/BA) durante a 10ª edição da Bienal do Livro. Até 6 de novembro o público poderá conferir no espaço atividades voltadas para a educação e a cultura que incentivam o hábito da leitura e ações de responsabilidade social, além do trabalho de 385 expositores, entre editores, livreiros, distribuidores, veículos de comunicação e instituições do setor. Na programação, destaque para o Café Literário onde acontecem bate-papos com autores. Nomes como dos escritores Cristovão Tezza, Fabrício Carpinejar, Luís Augusto Fischer e Nelson Motta estão confirmados. Ainda estão programadas atividades infantis, ações na Praça de Cordel e Poesia para valorização e resgate do folclore brasileiro, sessões de autógrafos; lançamentos de livros e visitação orientada para escolas. O grande homenageado desta edição será o escritor baiano Jorge Amado. Clique aqui para conferir a programação.

PublishNews – 28/10/2011 – Marla Cardoso

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Homenagem ao Dia D – Dia de Carlos Drummond de Andrade / Resultado

     Memória

Amar o perdido
deixa confundido
este coração.

Nada pode o olvido
contra o sem sentido
apelo do Não.

As coisas tangíveis
tornam-se insensíveis
à palma da mão.

Mas as coisas findas,
muito mais que lindas,
essas ficarão.

Carlos Drummond de Andrade

“Fome”, que nesta tradução ganha a qualidade do texto de Carlos Drummond de Andrade, descreve de forma tragicômica as agruras de um escritor miserável e vagabundo, que vaga pelas ruas da antiga Cristiania (hoje Oslo, capital da Noruega) com as roupas em farrapos, famélico, levando um toco de lápis com o qual escreve artigos para jornais, dependendo do pagamento para comer e continuar vivo. Enquanto isso, reflete sobre o sentido da vida.

De forma angustiante, empolgante, você vai conhecer um homem pálido, jovem, criativo e com um vazio que o consome: a fome. Ele caminha pelas ruas quase desfalecendo, com o cérebro em brasas, buscando inutilmente ideias para os artigos que raras vezes saem do papel.

Os dias perdem cor e passam depressa enquanto a fome aumenta. Sem concentração, sem inspiração para escrever, o personagem divaga enquanto contempla o mundo e busca as razões para viver, sonhar e resistir.  “Se brotasse ao menos uma ideia, uma simples ideia, que me pegasse à força, me metesse as palavras na boca!”.

Na loucura, em meio ao desespero, pede um osso ao açougueiro, rói e procura feito um cão faminto pelos pedaços de carne. A consciência retorna e ele vomita, o odor de sangue seco é forte.

“Aquilo não tinha gosto; o cheiro nauseante de sangue velho subia do osso, dando vontade de vomitar. Fiz nova tentativa. Ah, se pudesse guardar um pedacinho de carne, certamente faria efeito; a questão era conseguir que ele ficasse lá dentro. Mas outra vez a náusea me invadia”.

Os conflitos do personagem ocorrem em situações que vão da lucidez à insanidade. Figura cômica, desprotegida, é fácil imaginá-lo nas condições mais tristes e deprimentes que parecem, muitas vezes, sem saída. Os críticos literários consideram Hamsun o criador do fluxo da consciência, ou seja, o pensamento do personagem é narrado de forma direta, sem cortes.

“Fome” é considerado o melhor livro deste autor muito conhecido no Brasil nos anos 40, quando aqui foram lançados títulos como “Um vagabundo toca em surdina”, “Pan”, “Frutos da terra” e “Vitória”, entre outros. Controvertido, excêntrico, polêmico, comovente, avassalador e monumental em sua obra cheia de sangue, vida e furor, Hamsun nos deixou uma obra paradoxalmente plena de amarguras, sonhos e descrenças, mas também de alegrias, otimismo e esperanças.

Dê RT na frase abaixo e concorra a um exemplar da obra Fome que foi traduzida por Drummond:

#DiaD Uma homenagem da @geracaobooks ao poeta Carlos Drummond de Andrade.  #diadrummond http://kingo.to/Sem


Resultado da Promoção:

Sorteio realizado em 04/11/2011 às 16:00 por @geracaobooks, através dos usuários que retuitaram o link http://kingo.to/Sem.

  1. @ximxom


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Livro retrata a vida e a época do piloto que serviu a Hitler

O piloto de Hitler – A vida e a época de Hans Baur
Autor: C.G. Sweeting
Formato: 15,5×22,5
Páginas: 440
Categoria: Biografia
ISBN: 978-85-63420-04-6
Código de barras: 978-85-63420-04-6
Preço: R$39,90

Sinopse: Um livro que faltava sobre as duas guerras mundiais e o inferno do nazismo. C. G. Sweeting resgata nas páginas deste O piloto de Hitler o testemunho privilegiado de um homem fi el ao ditador alemão mesmo depois dos dez anos de sofrimento em masmorras e campos de prisioneiros da União Soviética. Hans Baur era a sombra de Hitler no ar. Amava o Führer e os aviões. Tudo sobre os horrores da guerra está aqui. Uma leitura eletrizante.

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Porto Alegre abre sua 57ª Feira do Livro

 A 57º edição da Feira do Livro de Porto Alegre será aberta nesta sexta-feira e até o dia 15 de novembro contará com uma programação que vai de encontros com autores, saraus, apresentações artísticas, oficinas e seminários, passando por atividades para crianças, jovens, estudantes e professores. O evento acontece na Praça da Alfândega e nas vias de seu entorno, além de ocupar os prédios do Memorial do RGS, Santander Cultural e Centro Cultural CEEE Erico Verissimo, e os armazéns centrais do Cais do Porto. A principal novidade desta edição é a instituição dos dias temáticos. A cada dia, um assunto estará em evidência, envolvendo o público em diversas atividades. Os 19 temas são: Biblioteca, Livro e Leitura, Suspense, Terror e Horror, Viagem, Cinema, Humor e HQ, Cultura Popular, Conto, Gastronomia, Afrodescendência, História, Educação, Corpo, Sexo e Saúde, América Latina, Direitos Humanos, Gentileza, Ecologia e Comunicação. Confira a programação.

 Fonte: PublishNews –

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Grace – Em breve nas livrarias

FÁBULA COMOVENTE DE ANDERSEN DÁ ORIGEM A ROMANCE SOBRE VIOLÊNCIA DOMÉSTICA

Famosa como uma das mais belas fábulas de Natal já escritas, “A vendedora de fósforos”, do escritor dinamarquês Hans Christian Andersen, é o ponto de partida para o romance “Grace”, de Richard Paul Evans (211 páginas, tradução de Jairo Arco e Flexa).

No romance de Evans, a história é lembrada num Natal quando o personagem de Eric Welch, já avô, narra para um de seus netos a história da pequenina de Andersen que, em pleno Natal, no frio, vende fósforos pelas ruas, mas para se aquecer acaba gastando todos de que dispunha, e no dia seguinte é encontrada morta sob a neve. Não há quem não se comova profundamente com a fábula, retrato “dickensiano” da infância desamparada em face dacrueldade do mundo. Assim acontece com Eric Welch, mas há mais: ele se lembra de que houve também uma “vendedora de fósforos” em sua vida.

A história de que ele se lembra ocorre em outubro de 1962, tempos da “crise dos mísseis”, quando as hostilidades entre EUA e União Soviética colocaram os norte-americanos e o resto do planeta muito perto de uma guerra nuclear, e um pânico com a iminência do “fim do mundo” se disseminou pela América do Norte. Em Salt Lake, Utah, para onde se mudou com sua família, o adolescente Eric Welch, morando com os pais e o irmão Joel, vive o cotidiano normal de um garoto que vai à escola, tem suas predileções por estas ou aquelas comidas, brinca com o irmão, e, morando em condições difíceis e melancólicas num bairro pobre, acaba criando com o irmão um clubinho tipicamente adolescente nos fundos de sua casa, o “Nosso Clube”. É para lá que ele levará uma garota misteriosa que conheceu remexendo numa lata de lixo à procura da comida. Ela diz chamar-se Grace e confessa que fugiu de casa e não quer voltar para lá. Então, ele toma a decisão de hospedá-la no “Nosso Clube”, escondido dos pais, deixando apenas o irmão Joel saber de seu segredo.

Assim transcorrerá a narrativa, sempre na primeira pessoa, e mergulhando no relacionamento de Eric com Grace, que será marcado pelo mistério da menina, que diz ter fugido de casa depois que sua mãe se casou com outro homem, um padrasto cruel que ela nunca mais quer rever. O mistério não acabará aí, e na verdade, um caso de amor muito delicado nascerá entre os dois adolescentes.À medida que o tempo passa, Eric vai gostando cada vez mais de sua hóspede e sempre a presenteará, além de conseguir para ela comida, remédios e tudo o que ela necessita em sua determinação de não voltar para casa, decididaa permanecer no “Nosso Clube”, na dependência de Eric e de seus pais, que tudo ignoram. Porém, o desaparecimento de Grace se torna público.Notificado pela escola e os professores, o assuntotransforma-se em  manchetes em Salt Lake. A ameaça de que ela venha a ser descoberta nos fundos de sua casa faz com que Eric padeça grandes apreensões. Até porque ela tem o pressentimento de que, se for descoberta, será o seu fim, já que seu padrasto é um homem cruel e violento e ela sabe o que a espera.

Com suspense e ternura, a narrativa vai se alternando entre as cautelas, sobressaltos e ansiedades de Eric para ocultar Grace, e o amor que os une, desesperado, mas com uma grande força em sua inocência.

Acessível, narrado com simplicidade, indo diretamente ao coração do leitor com uma prosa sem enfeites, que remete à vida de um adolescente no começo dos anos 60 na América, em pleno reinado de Sandra Dee, Joe DiMaggio e o aparecimento de um grupo inglês de rock muito promissor, chamado Os Beatles, o romance de Evans é uma denúncia realista, mas que passa pela poesia e por um intenso humanismo, para atingir todos aquelesque se preocupam com os problemas sombrios sofridos por crianças expostas à crueldade dos pais e à incompreensão da sociedade.


Grace

Autor: Richard Paul Evans
Formato: 13,5 x 20,5 – 340 páginas
ISBN: 978-85-8130-004-7
Cód. De Barras: 978-85-8130-004-7
Gênero: Romance
Preço: 39,90
Sinopse:

QUAL O SEGREDO DE GRACE?
O QUE PODE FAZER UM ADOLESCENTE QUE ESCONDE UMA GAROTA DESAPARECIDA EM SUA CASA NA AMÉRICA DOS ANOS 1960?
É tempo da “crise dos mísseis de Cuba”. Os Beatles já estão nas paradas de sucesso. Os jornais falam de Kennedy, Marilyn Monroe, Krushev. São os nostálgicos anos 1960. Em Salt Lake City, o adolescente Eric Welch conhece a garota Grace Madeline Webb procurando comida no lixo. Ela fugiu de casa e ele decide escondê –la nos fundos de sua casa. A decisão terá grandes consequências em sua vida, até chegar à velhice, quando a fábula A vendedora de fósforos, de Hans Christian Andersen, fará com que sua memória se desate numa torrente de lembranças. Grace é uma comovente história de amor e redenção, com muito suspense e ternura.

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Ergue-se a noite – continuação do livro O legado da caça-vampiro

 


A Jardim dos Livros lança uma nova e eletrizante aventura da caça-vampiros Vitória  Gardella, agora exposta à sanha dos membros de uma organização secreta, a Tutela, e à paixão por um ousado e misterioso cavalheiro.
Um lançamento Jardim dos Livros.

Ainda em plena fase de luto fechado, Vitória Gardella volta a perambular pelas madrugadas de Londres, vestida com os trajes do marido morto, à caça de vampiros. Usa o disfarce masculino para não chamar atenção, afinal uma mulher não saía sozinha às ruas nem mesmo de dia, no século dezenove. Ela, porém, está muito adiante de seu tempo. Independente e voluntariosa, quer retomar sua missão, certa de que a rainha dos vampiros, Lilith, pode voltar a qualquer momento de seu exílio voluntário, cercada por seus seguidores.

Para enfrentá-la, Vitória deveria contar com a ajuda do jovem e experiente venador Max, que não manda notícias desde que regressou à sua Itália natal. E é para lá que Vitória viaja, agora disposta a desvendar tanto o paradeiro dele como as atividades dos membros da Tutela, uma organização secreta, recentemente descoberta, e que tem como missão alimentar vampiros, entregando-lhes seres humanos.
Este é o centro da trama de Ergue-se a noite – Crônicas vampíricas de Gardella, o segundo livro da saga das irresistíveis venadoras criadas por Colleen Gleason. A jovem americana é autora da série “Crônicas Vampíricas de Gardella”, com cinco volumes, cujos direitos já foram adquiridos pela indústria do cinema. Neste segundo romance (o primeiro foi O legado da caça-vampiro), um lançamento Jardim dos Livros, o fascínio da heroína reside não só em sua coragem, beleza e sensualidade, mas no extremo voluntarismo, que muitas vezes a conduz a situações desesperadoras.

Sem tomar cuidados básicos, imprescindíveis à sua missão, não raro ela aumenta exponencialmente o fator de risco a que se expõe. Chega a ficar sem o amuleto que tem, como piercing, no umbigo – sua vis bulla. Sem forças para reagir a ataques, pode estar próxima do fim inexorável. Coloca em grande perigo, também, sua tia-avó, Eustácia, a octogenária sábia e ainda ágil, a quem todos os venadores admiram e seguem.

Ergue-se a noite é uma obra que instiga a leitura, tantos são os acontecimentos e circunstâncias.Seus intrigantes personagens masculinos não deixam a dever à heroína, que se divide entre o arrebatador e misterioso Sebastian Vioget e o arrogante e igualmente enigmático Max. O primeiro, um ousado conquistador, que vive a cortejar Vitória, nem sempre com sutileza. O segundo, estranha e profundamente mudado, a ponto de não parecer um aliado, mas inimigo. Seria?

Repleto de sequências eletrizantes, Ergue-se a noite tem todos os elementos para fazer com que o leitor mergulhe na trama, sempre brindado com fatos surpreendentes. Suspense, erotismo, violência, em um texto que nada fica a dever aos clássicos do gênero.

Leia o primeiro capítulo:
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Veja com exclusividade a capa:
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  Ergue-se a noite – Jardim dos Livros (continuação de O legado da caça-vampiro)
Autor: Colleen Gleason
Tradutor: Mirian Ibañez
Formato: 15,5 x 22,5
Páginas: 376
Categoria: Romance
ISBN: 978-85-63420-11-4
Código de barras: 978-85-63420-11-4
Preço: R$ 39,90
Sinopse: A venadora Vitória Gardella arrisca seus poderes ao desvendar os mistérios da poderosa organização Tutela. Seus membros servem aos vampiros, oferecendo a eles seres humanos, para que saciem sua necessidade de sangue. Deixando Londres, ela viaja pela Itália, disposta a tudo para desbaratar os inimigos, destemida a ponto de colocar em tremendo risco a vida de sua tia-avó e mentora, Eustácia. Sem contar com a preciosa ajuda de seu experiente companheiro de outras aventuras, Max, que depois de ter voltado àquele país tem estranhas atitudes. Tudo leva a crer que ele mudou de lado!

Promoção Ergue-se a noite

Para participar:

1- Curtir a página da Geração Editorial no Facebook.

2- Ser seguidor da @geracaobooks no Twitter.

3- Tuitar a seguinte frase:

Promoção: O legado continua com o #livroErgue-seanoite da @geracaobooks. http://kingo.to/RvV

4- O sorteio será realizado pelo sorteie.me no dia 27/10. E o resultado será divulgado no blog.

RESULTADO DA PROMOÇÃO:

A vencedora da foi a Ilana Prudente.

Sorteio realizado em por @geracaobooks, através dos usuários que retuitaram http://kingo.to/RvV

  1. @IlanaPrudente

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500 anos de Giorgio Vasari, inventor do artista moderno

Se a História da Arte tivesse um pai ele seria Giorgio Vasari. Sua percepção e talento para avaliar grandes artistas o tornaram referência, até hoje. Passados 500 anos os seus livros continuam atuais e a sua trajetória se mistura com a das artes.

A Biblioteca Nacional inaugura no dia 21 de outubro, a exposição “Giorgio Vasari e a invenção do artista moderno” em comemoração aos 500 anos do nascimento desse pintor e arquiteto italiano, nascido em 1511, reconhecido mundialmente como o primeiro historiador da arte. Vasari faleceu em 1574 deixando um legado que até hoje é consultado e reverenciado pelos artistas.

Incentivador de artistas como Michelangelo e amigo da poderosa família dos Médici, ele atendeu a encomendas de príncipes e papas. Vasari é idealizador da arquitetura da Galleria degli Uffizi – hoje sede do principal museu de Florença. O pintor também é autor das célebres pinturas que decoram o Palazzo Vecchio – atual sede do governo da cidade – e fundou a primeira academia de belas artes, a Academia das três artes do Desenho, de 1563.

Segundo o presidente da Fundação Biblioteca Nacional, Galeno Amorim, a riqueza e a importância de Giorgio Vasari para as artes, no mundo, são inquestionáveis e por isso a exposição é um motivo de orgulho para os brasileiros. “A influência, o conhecimento e o talento desse artista só reforçam a qualidade do acervo da Biblioteca Nacional. Ela empresta obras raras que só os maiores museus do mundo possuem”, afirma Galeno Amorim.

A exposição vai contar com três edições de “Vidas dos mais excelentes pintores, escultores e arquitetos” – livro fundador da historiografia artística, lançado originalmente em 1550 por Vasari. Ao todo, 110 peças do acervo da Biblioteca serão expostas levando a história do Renascimento italiano para o coração do Rio de Janeiro. Elas representam o trabalho do artista responsável pela consolidação de uma nova posição e consideração social dos artistas no século XV.

Primeiro tratado completo sobre o assunto, a obra descreve os princípios que delimitam a arte italiana do século XIII ao XVI, segundo um percurso evolutivo que leva de Giotto a Michelangelo. “Até hoje, o livro é referência nos estudos sobre a arte do Renascimento. Sem ele, a idéia sobre esse período artístico teria contornos diferentes e outros protagonistas”, conta Elisa Byington, curadora da exposição. O sucesso de Vidas foi garantido pela grande quantidade de informações, o valor do vocabulário crítico em formação e o talento de Giorgio Vasari.

Tratados fundamentais dos séculos XV e XVI que fazem parte do acervo da Biblioteca Nacional estão entre as principais peças em exposição. Eles documentam o nascimento da teoria e da historia da arte, apontando para a consciência histórica que o artista de Arezzo – cidade da região da Toscana – sistematiza em sua obra.

Além disso, reproduções de gravuras como Laocoonte, de Pierre Perret e do desenho Três Graças, de Orazio Samacchini, serão expostas. A primeira trata de episódio da mitologia relatado na Ilíada de Homero e na Eneida de Virgílio. Já a segunda remete as três artes do desenho: pintura, escultura e arquitetura.

 “Vamos investir cada vez mais em exposições deste porte para apresentar o imenso material histórico que hoje está à disposição dos brasileiros. Basta apenas visitar a Biblioteca Nacional”, resume Galeno Amorim.

Giorgio Vasari e a Invenção do artista moderno
A partir de 21 de outubro no Espaço Cultural Eliseu Visconti

Endereço: Rua México, s/n – Centro – Rio de Janeiro (acesso pelo jardim da Biblioteca Nacional)
De terça a sexta das 10h às 18h
Sábados das 10h Às 17h
Domingos das 12h às 17h

Entrada franca

Fonte: Biblioteca Nacional

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RESULTADO: Promoção Halloween 13 – Doçuras ou Travessuras?


Atualmente os personagens sobrenaturais invadem as telas de cinema, séries e livros. A mistura do desconhecido aproxima cada vez mais as pessoas que desejam mergulhar nesse universo de magia, suspense e tensão. Séries como True Blood e Supernatural… Filmes clássicos como Entrevista com vampiro e Drácula de Bram Stoker… Sagas como Harry Potter e Senhor dos anéis… Entre tantas outras que envolvem os mais absurdos e intrigantes seres e despertam a imaginação de uma legião de fãs.

Dia 31 de outubro se aproxima e apesar de ser comemorado o “Dia das Bruxas” a Geração te convida a mergulhar nesse universo sobrenatural.

Diário do Diabo

O Diabo surpreende nas entrelinhas, revela seu sarcasmo e não exime ninguém de sua fúria satânica. Uma sátira à história da humanidade, aos grandes líderes e ditadores.

Os mundos de Crestomanci

Um mundo com vários universos paralelos de fantasia e encantamento em que a magia é a coisa mais comum – e justamente por isso é necessário que exista alguém com o poder de controlá-la, para que as pessoas com poder não abusem das que não o têm. Este alguém é o mago mais poderoso do mundo, um Crestomanci, com nove vidas e a capacidade de liderar aquele estranho e poderoso universo.

A série é dividida em 5 livros:

Vida Encantada
As Vidas de Christopher Chant
Os Magos de Caprona
A Semana dos Bruxos
Mil Mágicas

As crônicas de Gardella

O legado da Caça-vampiros

Diferente das atuais histórias vampirescas, O legado da Caça-vampiros acontece em Londres, no período medieval, com toda a beleza, luxo e sensualidade da época. Os vampiros são seres terríveis, sedentos de sangue e temidos pelos homens.

Ergue-se a noite

Vitória vivencia novos momentos, recheados de mistérios e revelações em um cenário diferente. Esse livro é o segundo volume da saga e conta com personagens intrigantes como Lilith – a rainha dos vampiros. A caça-vampiro está exposta à fúria dos membros de uma organização secreta, a Tutela.

PROMOÇÃO 13 – Doçuras ou travessuras?

Participe do Halloween 13 da Geração e seja um dos treze sortudos a ganhar um livro.

Para concorrer basta:

-Seguir a Geração no twitter:  @geracaobooks

– Retuitar a frase:
Promoção #halloween 13 da @geracaobooks. Doçuras ou travessuras? Quero ser um dos 13 da Geração. http://kingo.to/RRN

-Deixar um comentário neste post, contando qual foi sua mais hilária travessura.

Serão 13 vencedores. Participe até às 23h59 do dia 31/10. O resultado será divulgado no blog.

FRASES VENCEDORAS:

1 – Débora
Tipo, desde pequena que gosto de assustar minha irmã mais velha, é um impulso meu que não consigo resistir ! Principalmente por que ela sempre cai nas minhas travessuras desde o ”ahh, esqueci as chaves do carro ! ” até o velho se esconder atrás da porta para pregar um susto.
Mas, essa era na epoca em que eramos crianças e dormiamos no mesmo quarto…Ela sempre teve a mania de acordar no meio da noite para ir ao banheiro e, então, aproveitei que ela estava com medo de umas historias de filme de terror e pulei na cama dela, me cobrindo todinha e só deixando os meus olhos de fora…Quando ela saiu desse banheiro e me viu, deu um berro tão alto, que meus pais vieram no quarto para ver o que tinha acontecido !
Bommm,essa travessura, infelizmente só ficou na imaginação mesmo, de vez em quando eu tenho que dormir no quarto dela, quando ela assiste filmes de terror e fica com medo….Passei a noite inteira me coçando para querer imitar a principal do Atividade paranormal 1 e ficar em pé, olhando fixamente para ela na cama…Mas, aí fiquei com pena e acabei não fazendo xDDDDDD.

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 2- Renata
Quando eu tinha uns 10 anos, achava que era uma bruxa. E sempre via nos desenhos que as bruxas tinham um gato preto, mas o meu era preto e branco. Um dia cheguei da escola e só meu irmão estava em casa. Segurei meu gatinho e comecei a pintar as partes brancas com tinta guaché preta. Minha mãe me bateu tanto e no final, meu gatinho e eu fomos parar em baixo da água gelada. Depois disso, o bichano corria de mim e eu nunca mais quis ser uma bruxa.

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3- Elaine Caroline
Uma vez levei uns amigos para passear e convidei eles para irem ao cinema. Como eles eram do interior, nenhum deles tinha ido a uma sessão antes. Ai quando perguntaram que filme era…eu falei que era uma comédia, filme fraquinho, mas na verdade era um filme de terror. Ouvi muitos gritos da parte deles dentro do cinema e teve um que saiu sem terminar de assistir o filme…foi muito engraçado. Hahahahahahahahah

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4- Vivian
Minha maior travessura foi roubar o ficante de uma colega de escola!! Nem me olha com essa cara não!! Estou casada com ele há 9 anos e ainda comemoramos nosso aniversário de Namoro no dia 31 de Outubro!!

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5- Apaixonada por livros
Minha maior travessura era jogar pedras nas árvores frutíferas, mas um dia errei e acertei a cabeça de um amigo. Fugi dele por uma semana (até o inevitável confronto rs)

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6- Maria Lucia
Foi quanto tentei pregar um susto em meus primos quando estavamos sozinhos em casa à noite vendo filmes de terror e por fim acabei eu sendo a assustada e terminei fazendo xixi nas calças de tanto rir (mentira foi medo mesmo). Foi a travessura virando contra a feiticeira mais hilária da minha vida.

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7 – Bruno
Minha maior travessura foi quando tentei jogar rolos de papel higiênico na árvore do quintal do vizinho. Acabei não conseguindo, pois o vizinho veio correndo atrás de mim com um balde de água fria. Hahahahhaha

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8- Tharcila
Poxa quando eu era criança eu aprontava pra caramba com a minha turminha. Eramos chamados de Os batutinhas KKKK
Uma vez entramos na Igreja Universal e ficamos bagunçando com o pastor que sempre que ele falava algo, a gente gritava bem alto aleluia, foi hilário rs. Somos ate tirados de lá pelos seguranças :O
Já aprontamos muito, eramos umas pestes, já entramos escondidos no quintal da vizinha pra roubar manga e já ficamos presos ao brincar de esconde esconde num terreno baldio SAHSUAHSUASH

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9- Renata
Participando,travessura?!Não sei,eu sou uma boa garota rsrsrs

Escondi um objeto de uma pessoa quando ela estava super apressada para sair para um compromisso inadiável e fiquei vendo a pessoa procurar aí quando a pessoa disse:
“-Agora não dá mais para eu ir!”
Eu disse onde estava rsrsrsrs

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10- Débora
Com toda a certeza, posso garantir que minha mais hilária travessura no Halloween foi de assustar minhas amigas levando-as perto do cemitério. Antes de assustá-las nós passamos por uma ponte, onde eu inventei uma história de como pessoas haviam morrido naquele rio. Porque. Assustei as gurias até não querer mais, e quando passamos perto do cemitério, uma coruja fez um barulho, bem, devo dizer que até eu sai correndo, rs, assustando todos os vizinhos. Então, foi isso (:

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11- Ogro Bass
A que me vem a cabeça agora foi da vez que fui para praia com um grupo de amigos, justamente na ultima semana de outrubro. Havia um grupinho de pessoas “frescas” que tinham sido convidadas por um outro amigo.
Bem resumindo, a “frescura” acabou quando preparei um belo café da manha com bastante laxante no café e no suco… o resto ja da para imaginar …

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12- Pedro Henrique

Minha maior Travessura foi quando joguei bexigas com tinta dentro,na casa do vizinho,pegou no telhado,no chão,nas paredes e até no cachorro deles,bom não deu muito certo,porque depois os vizinhos vieram falar pros meus pais,e eu fiquei de castigo,kkkkkkkkkkkkk,mais foi DIVERTIDO,depois os meu vizinhos nunca mais falaram comigo!!!
Mais valeu apena,eles eram muito CHATOS!!!!!
kkkkkkkkkkkkkk

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13- Gelson
Foi dizer para minha mãe que eu tinha visto um fantasma,ela ficou apavorada.

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Vida de Charlie Chaplin é revelada em exposição

Foram 54 anos de carreira, mais de 80 filmes, 67 feitos antes de seus 30 anos. Charlie Chaplin é uma das figuras mais notáveis do século XX, ícone do cinema mudo. Para revelar os bastidores dessa história, o Instituto Tomie Ohtake traz pela primeira vez ao Brasil a exposição Chaplin e sua imagem que abre para o público na quinta-feira, 20.

A mostra é dividida em quatro salas que revelam as diversas facetas e o desenvolvimento gradual do ator, diretor e roteirista inglês, nascido em Londres em 1889, considerado um mestre da comédia pastelão.

Logo no início, o visitante se depara com um Charlie Chaplin menino, ainda sem os trajes que o tornariam famoso. Alguns passos adiante e todos os elementos artísticos que culminam na formação e construção do personagem Carlitos, como a chapéu coco, o terno preto, sapatos sempre maiores que os pés, uma bengala de bambu que entorta com facilidade, bigode facilmente confundido com o do ditador alemão Adolf Hitler e um par de pernas tortas são revelados.

No centro da sala, um telão nos revela um dos primeiros filmes feitos por Chaplin no estúdio Keystone. Mabel at the Wheel, de 1914, traz um Chaplin ainda malandro, com grande inclinação pela mulher do vizinho, diferente do personagem melancólico e solitário tão enraizado na memória coletiva. Junto ao longa, temos um making of em cores com cerca de 3 minutos, de O Grande Ditador, feito por seu irmão, Sydney, em 1940. No percurso, destacam-se os cartazes originais dos filmes que retratam a evolução de Carlitos.

Fama e o exílio

Na segunda sala, um Chaplin já famoso toma conta do lugar. Capas de revistas e fotos com figuras célebres como Albert Einstein retratam a ascensão do personagem.

Fonte: O estado de S.Paulo

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A outra vida do tio Enéas por Mika Lins

ARQUIVO ABERTO
MEMÓRIAS QUE VIRAM HISTÓRIAS

A outra vida do tio Enéas

São Paulo, anos 70

MIKA LINS

“TIO ENÉAS vai chegar para ficar uns dias”, minha mãe avisou.
Tio Enéas era um homem muito alto e, na minha memória, aparece com um terno escuro, a camisa branca, o cabelo penteado para trás e um bigodinho engraçado. Para uma criança, filha única de pais que trabalham fora, qualquer hóspede era motivo de alegria. Ainda mais um hóspede como ele, sempre tão atencioso.
Não lembro quantos dias ele ficou naquela última vez, mas me recordo de, sentada no chão, ao lado da cadeira em que ele passava as tardes, observar com atenção sua leitura do jornal. Era um ritual meticuloso. A cada página virada, ele passava os dedos nos dentes -não nos lábios, nos dentes, mesmo- para molhá-los e virar a próxima página. Um dia, ele foi embora, e foi a última vez que o vi. Eu tinha cinco ou seis anos.
Algum tempo depois, um portador trouxe para minha mãe um colar de cristal da extinta Tchecoslováquia, que guardamos até hoje. Junto, veio um brinquedo para mim, um sapo de lata movido a corda; este se perdeu no tempo. Eram presentes do tio Enéas.
Como ele nunca mais aparecia para ficar conosco, perguntei à minha mãe quando voltaríamos a vê-lo. Ela desconversou. Foi me contar a verdade só anos depois, quando eu já era adolescente.
Tio Enéas era, na verdade, David Capistrano da Costa, membro do PCB, amigo de longa data do meu pai, naqueles tempos também ligado ao partido. Minha mãe me explicou que, àquela altura, David engrossava a lista de desaparecidos da ditadura militar. Durante a minha infância ele ainda vivia na clandestinidade, e meu pai era encarregado não só de escondê-lo como de transportá-lo sempre que vinha a São Paulo.
David Capistrano era um homem incrível. Quando o conheceu, nos anos 1960, no Recife, meu pai tinha uns 18 anos e já militava no PCB; trabalhava no governo Miguel Arraes. David tinha história. Nascido em 1913, no Ceará, participou do levante de 1935, quando era sargento da Aeronáutica, e foi condenado à prisão pelo Estado Novo. Lutou na Guerra Civil Espanhola e na Resistência Francesa durante a ocupação nazista. Em 1947, já de volta ao Brasil, foi eleito deputado estadual por Pernambuco, onde também dirigiu os jornais “A Hora” e “Folha do Povo”. Com a ditadura, caiu na clandestinidade até partir para a Tchecoslováquia, no início dos anos 70.
Meu pai amava aquele homem pelo espírito de luta, pela posição ideológica e pela humanidade. Minha mãe também -tanto que escondia David em nossa casa mesmo não sendo mais casada com o meu pai e tendo a perfeita noção do risco que corríamos.
Em 1974, aos 61 anos, David voltou escondido do exílio. Ao passar pela fronteira em Uruguaiana, no Rio Grande do Sul, foi preso pelos agentes do Exército e logo dado como desaparecido.
Em 2008, a jornalista Taís Morais publicou o livro “Sem Vestígios – Revelações de um Agente Secreto da Ditadura Militar Brasileira”, escrito com base em anotações enviadas a ela de forma anônima pelo agente de codinome Ivan Carioca. Nelas, Carioca relata com detalhes o fim trágico de David, torturado, morto e esquartejado, em Petrópolis.
Carioca descreve a visão do corpo daquele homem enorme e doce que conheci: “Um tronco, dividido ao meio. As costelas de Capistrano pendiam ao teto, e ele, reduzido aos pedaços, como se fosse uma carcaça de animal abatido, pronta para o açougue”.
Depois de ler, com tristeza, perguntei delicadamente a meu pai se gostaria de ler. Respondeu que sim -em 2008, ele se tratava de um câncer de pulmão diagnosticado no ano anterior. Meu pai morreu neste último dia 5 de agosto, mas não sem saber como partiu o amigo a quem homenageara dando a meu irmão o nome de David Lins. Para minha mãe, o colar que ganhou de David Capistrano é a única joia da família e o presente mais significativo que recebeu.
Ao lembrar essa história, além da saudade do meu pai, tenho a sensação desagradável de que talvez crimes da ditadura brasileira nunca sejam punidos. E penso que, por trás de cada movimento histórico, revolucionário ou não, há uma partícula delicada, talvez banal, de cada homem, que se mantém pela lembrança de uma garota com seu brinquedo de lata ou no brilho de um colar de cristal.

Texto publicado na Folha de S.Paulo em 23/10/2011 – Ilustríssima

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