Escritora tibetana diz que China a impede de receber prêmio

Fonte: The New York Times / Uol Notícias
Edward Wong
Em Pequim (China)

 

 

 

 

 

 

 

 

Poetisa tibetana Woeser participa de videoconferência na China. Imagem de 01.03.2012

Escritora tibetana que mora em Pequim disse na quinta-feira (1°) que a polícia havia a colocado em prisão domiciliar para impedir que ela recebesse um prêmio cultural da embaixada holandesa.

A escritora, Woeser, disse numa entrevista por telefone  que havia policiais no andar térreo de seu prédio, onde ela mora no 20º andar. Ela conta que não tinha certeza de quantos policiais, mas percebeu pelo menos dois homens num carro do lado de fora da porta principal e outros esperando por perto.

Woeser afirma que os policiais de Pequim foram até seu apartamento na noite de quarta-feira (29) e disseram que ela não poderia ir receber o prêmio. “Eu disse à embaixada na noite passada que provavelmente não conseguiria comparecer”, disse Woeser, que assim como muitos tibetanos tem apenas um nome.

A embaixada concedeu a Woeser um prêmio do Fundo Prince Claus. O site do fundo diz que o prêmio é dado anualmente para indivíduos e organizações na África, Ásia, Caribe e Ámerica Latina, “por suas conquistas notáveis no campo da cultura e desenvolvimento.”

Woeser, que escreveu criticamente sobre as políticas do governo chinês no Tibete, disse que planejava ir à casa do embaixador holandês na quinta-feira às 18h para jantar e receber o prêmio. A cerimônia deveria acontecer originalmente na embaixada, mas foi recentemente transferida para a residência.

Christa Meindersma, diretora do Fundo Prince Claus, declarou que o fato de “Woeser não estar livre para sair de sua casa e se expressar livremente demonstra mais uma vez a importância de sua voz.”

Woeser disse que a polícia pode ficar em seu prédio por algumas semanas ou até um mês. “Eu perguntei quanto tempo eles ficariam lá, e eles disseram que não sabiam”, disse ela.

A segurança em Pequim foi aumentada antes da abertura, na segunda-feira, das reuniões anuais do Congresso Nacional do Povo e da Conferência de Consulta Política do Povo Chinês, conhecidos como lianghui, ou “duas reuniões”.

Durante este tempo, as pessoas consideradas possíveis agitadoras são mantidas sob vigilância pela polícia. Além disso, muitos críticos do Partido Comunista foram perturbados no ano passado, à medida que oficiais sênior, especialmente os do aparato de segurança, vêm assistindo com uma preocupação crescente as revoluções que derrubaram ditadores de longa data no Oriente Médio.

Tradutor: Eloise De Vylder

http://noticias.uol.com.br/midiaglobal/nytimes/2012/03/05/escritora-tibetana-diz-que-a-china-a-impede-de-receber-premio.htm

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