Arquivo do dia: março 14, 2012

Entrevista com a jornalista Dad Squarisi no Programa Sem Censura

Dad Squarisi conversa sobre o livro “Manual de Redação e Estilo para Mídias Convergentes” no Programa Sem Censura

Manual de Redação e Estilo para Mídias Convergentes
Autor: Dad Squarisi
Formato: 15,5 x 22,5 cm.
Páginas: 404
Categoria: Jornalismo
ISBN: 978-85-61501-69-3
Sinopse: Os meios de comunicação de massa e individuais se entrelaçam cada vez mais. Jornais, revistas, rádio, televisão, internet, blogues, sites de relacionamentos, e-books, iPhone, iPad, iPod… Pode uma coisa dessas? Sim, pode, é a Torre de Babel subindo em direção aos céus. Mas antes que a balbúrdia se instale, convém colocar ordem na casa. Assim nasceu este manual, um pronto-socorro da língua portuguesa, pau pra toda obra na hora do sufoco, de redigir, desde uma reportagem, até um texto profissional ou escolar. Destina-se a ajudar profissionais de comunicação e todos que queiram se expressar com mais clareza, eficácia e sedução tanto na escrita quanto na fala. Em vez de regras gramaticais, a autora prefere dar exemplos que falam muito mais alto, com humor, pitadas de ironia e leveza. Que tratamento dar na hora de escrever? Dad Squarisi responde: “O rádio exige coloquialismo. A tevê, agilidade. A web, síntese. O jornal, tudo isso e algo mais. O editorial pede terno e gravata. Nunca smoking. Reportagens, entrevistas, perfis vão bem de blazer e calça jeans. Nunca de bermuda e camiseta. Colunas, crônicas e blogues podem aparecer de sunga e sandália ou traje de baile”.Assim fica fácil aprender. Este manual tem tudo para ser o livro mais manuseado da língua portuguesa. Quem tiver dúvidas que lance a primeira palavra.

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14/03 – Dia Nacional da Poesia


O novo meu eu

Passei a sofrer de poesia.

Ando ocupado dela, por ela.

A imaginação invade minha intimidade,

Devassa meu passado

Acompanha‑me no meu trabalho.

Ando mastigando suas pétalas,

Trauteando músicas pelos cantos,

Falando do etéreo, do irreal, dos despojos da vida.

Sempre há uma palavra

Que teima em emergir do fundo d’alma.

Já não quero o remanso, apenas correnteza.

Trôpego, perdi a ideia do próprio corpo

Um médico‑ poeta, amigo meu, já diagnosticou:

Estou doente de poesia.

O pior de tudo, a doença não tem cura.

Não preciso dizer nada nesse meu desbotamento.

Não acredito mais no conforto do bispo

Nem no pobre perdão de Deus.

Agora, vou ficar assim:

Isento de saudade do meu outro eu,

Alheio, sem raiz, nem semente,

Despido da outra memória

Vou ser um andarilho dos meus versos.

Dar largas à imaginação, construir, quimeras,

Ficar concebido pelo pensamento vago,

Entressonhar, dar a seres imaginários

Vida, nomes e habitação

Entregar‑me ao devaneio, embalar ilusões.

Descobri nesse novo meu eu

Que o lençol da poesia é o tempo

E que só somos donos dele

Quando ele se esquece da gente.

Jorge Ferreira – poesia extraída do livro Rio Adentro

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