Arquivo do mês: março 2012

21/03 – Dia Mundial da Poesia


Homenagem da Geração Editorial ao Dia Mundial da Poesia.

Tabacaria

Não sou nada.
Nunca serei nada.
Não posso querer ser nada.
À parte isso, tenho em mim todos os sonhos do mundo.

Janelas do meu quarto,
Do meu quarto de um dos milhões do mundo que ninguém sabe quem é
(E se soubessem quem é, o que saberiam?),
Dais para o mistério de uma rua cruzada constantemente por gente,
Para uma rua inacessível a todos os pensamentos,
Real, impossivelmente real, certa, desconhecidamente certa,
Com o mistério das coisas por baixo das pedras e dos seres,
Com a morte a por umidade nas paredes e cabelos brancos nos homens,
Com o Destino a conduzir a carroça de tudo pela estrada de nada.

Estou hoje vencido, como se soubesse a verdade.
Estou hoje lúcido, como se estivesse para morrer,
E não tivesse mais irmandade com as coisas
Senão uma despedida, tornando-se esta casa e este lado da rua
A fileira de carruagens de um comboio, e uma partida apitada
De dentro da minha cabeça,
E uma sacudidela dos meus nervos e um ranger de ossos na ida.

Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

Falhei em tudo.
Como não fiz propósito nenhum, talvez tudo fosse nada.
A aprendizagem que me deram,
Desci dela pela janela das traseiras da casa.
Fui até ao campo com grandes propósitos.
Mas lá encontrei só ervas e árvores,
E quando havia gente era igual à outra.
Saio da janela, sento-me numa cadeira. Em que hei de pensar?

Que sei eu do que serei, eu que não sei o que sou?
Ser o que penso? Mas penso tanta coisa!
E há tantos que pensam ser a mesma coisa que não pode haver tantos!
Gênio? Neste momento
Cem mil cérebros se concebem em sonho gênios como eu,
E a história não marcará, quem sabe?, nem um,
Nem haverá senão estrume de tantas conquistas futuras.
Não, não creio em mim.
Em todos os manicômios há doidos malucos com tantas certezas!
Eu, que não tenho nenhuma certeza, sou mais certo ou menos certo?
Não, nem em mim…
Em quantas mansardas e não-mansardas do mundo
Não estão nesta hora gênios-para-si-mesmos sonhando?
Quantas aspirações altas e nobres e lúcidas –
Sim, verdadeiramente altas e nobres e lúcidas -,
E quem sabe se realizáveis,
Nunca verão a luz do sol real nem acharão ouvidos de gente?
O mundo é para quem nasce para o conquistar
E não para quem sonha que pode conquistá-lo, ainda que tenha razão.
Tenho sonhado mais que o que Napoleão fez.
Tenho apertado ao peito hipotético mais humanidades do que Cristo,
Tenho feito filosofias em segredo que nenhum Kant escreveu.
Mas sou, e talvez serei sempre, o da mansarda,
Ainda que não more nela;
Serei sempre o que não nasceu para isso;
Serei sempre só o que tinha qualidades;
Serei sempre o que esperou que lhe abrissem a porta ao pé de uma parede sem porta,
E cantou a cantiga do Infinito numa capoeira,
E ouviu a voz de Deus num poço tapado.
Crer em mim? Não, nem em nada.
Derrame-me a Natureza sobre a cabeça ardente
O seu sol, a sua chuva, o vento que me acha o cabelo,
E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha.
Escravos cardíacos das estrelas,
Conquistamos todo o mundo antes de nos levantar da cama;
Mas acordamos e ele é opaco,
Levantamo-nos e ele é alheio,
Saímos de casa e ele é a terra inteira,
Mais o sistema solar e a Via Láctea e o Indefinido.

(Come chocolates, pequena;
Come chocolates!
Olha que não há mais metafísica no mundo senão chocolates.
Olha que as religiões todas não ensinam mais que a confeitaria.
Come, pequena suja, come!
Pudesse eu comer chocolates com a mesma verdade com que comes!
Mas eu penso e, ao tirar o papel de prata, que é de folha de estanho,
Deito tudo para o chão, como tenho deitado a vida.)

Mas ao menos fica da amargura do que nunca serei
A caligrafia rápida destes versos,
Pórtico partido para o Impossível.
Mas ao menos consagro a mim mesmo um desprezo sem lágrimas,
Nobre ao menos no gesto largo com que atiro
A roupa suja que sou, em rol, pra o decurso das coisas,
E fico em casa sem camisa.

(Tu que consolas, que não existes e por isso consolas,
Ou deusa grega, concebida como estátua que fosse viva,
Ou patrícia romana, impossivelmente nobre e nefasta,
Ou princesa de trovadores, gentilíssima e colorida,
Ou marquesa do século dezoito, decotada e longínqua,
Ou cocote célebre do tempo dos nossos pais,
Ou não sei quê moderno – não concebo bem o quê –
Tudo isso, seja o que for, que sejas, se pode inspirar que inspire!
Meu coração é um balde despejado.
Como os que invocam espíritos invocam espíritos invoco
A mim mesmo e não encontro nada.
Chego à janela e vejo a rua com uma nitidez absoluta.
Vejo as lojas, vejo os passeios, vejo os carros que passam,
Vejo os entes vivos vestidos que se cruzam,
Vejo os cães que também existem,
E tudo isto me pesa como uma condenação ao degredo,
E tudo isto é estrangeiro, como tudo.)

Vivi, estudei, amei e até cri,
E hoje não há mendigo que eu não inveje só por não ser eu.
Olho a cada um os andrajos e as chagas e a mentira,
E penso: talvez nunca vivesses nem estudasses nem amasses nem cresses
(Porque é possível fazer a realidade de tudo isso sem fazer nada disso);
Talvez tenhas existido apenas, como um lagarto a quem cortam o rabo
E que é rabo para aquém do lagarto remexidamente

Fiz de mim o que não soube
E o que podia fazer de mim não o fiz.
O dominó que vesti era errado.
Conheceram-me logo por quem não era e não desmenti, e perdi-me.
Quando quis tirar a máscara,
Estava pegada à cara.
Quando a tirei e me vi ao espelho,
Já tinha envelhecido.
Estava bêbado, já não sabia vestir o dominó que não tinha tirado.
Deitei fora a máscara e dormi no vestiário
Como um cão tolerado pela gerência
Por ser inofensivo
E vou escrever esta história para provar que sou sublime.

Essência musical dos meus versos inúteis,
Quem me dera encontrar-me como coisa que eu fizesse,
E não ficasse sempre defronte da Tabacaria de defronte,
Calcando aos pés a consciência de estar existindo,
Como um tapete em que um bêbado tropeça
Ou um capacho que os ciganos roubaram e não valia nada.

Mas o Dono da Tabacaria chegou à porta e ficou à porta.
Olho-o com o desconforto da cabeça mal voltada
E com o desconforto da alma mal-entendendo.
Ele morrerá e eu morrerei.
Ele deixará a tabuleta, eu deixarei os versos.
A certa altura morrerá a tabuleta também, os versos também.
Depois de certa altura morrerá a rua onde esteve a tabuleta,
E a língua em que foram escritos os versos.
Morrerá depois o planeta girante em que tudo isto se deu.
Em outros satélites de outros sistemas qualquer coisa como gente
Continuará fazendo coisas como versos e vivendo por baixo de coisas como tabuletas,

Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

Mas um homem entrou na Tabacaria (para comprar tabaco?)
E a realidade plausível cai de repente em cima de mim.
Semiergo-me enérgico, convencido, humano,
E vou tencionar escrever estes versos em que digo o contrário.

Acendo um cigarro ao pensar em escrevê-los
E saboreio no cigarro a libertação de todos os pensamentos.
Sigo o fumo como uma rota própria,
E gozo, num momento sensitivo e competente,
A libertação de todas as especulações
E a consciência de que a metafísica é uma conseqüência de estar mal disposto.

Depois deito-me para trás na cadeira
E continuo fumando.
Enquanto o Destino mo conceder, continuarei fumando.

(Se eu casasse com a filha da minha lavadeira
Talvez fosse feliz.)
Visto isto, levanto-me da cadeira. Vou à janela.
O homem saiu da Tabacaria (metendo troco na algibeira das calças?).
Ah, conheço-o; é o Esteves sem metafísica.
(O Dono da Tabacaria chegou à porta.)
Como por um instinto divino o Esteves voltou-se e viu-me.
Acenou-me adeus, gritei-lhe Adeus ó Esteves!, e o universo
Reconstruiu-se-me sem ideal nem esperança, e o Dono da Tabacaria sorriu.

Fernando Pessoa

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A Privataria Tucana é tema de debate em Osasco

Quem estiver longe ou não tiver condições para ir até o local, basta acessar o site da Rede Brasil Atual (www.redebrasilatual.com.br) ou Rede Identidade (www.portalidentidade.org.br) para acompanhar a transmissão ao vivo.

Serviço:
Debate: A Privataria Tucana
21/03 – 19h
Subsede Osasco – Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região
Rua Presidente Castelo Branco, 150, Centro – Osasco – 3682-3060

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Palestra: A bela adormecida acordou

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Hitler – retrato de uma tirania é destaque no jornal A Tarde

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Estreia do Programa Livros que Amei no Canal Futura

Fonte: Publishnews – 20/03/2012

Estreia hoje o ‘Livros que amei’

Programa que vai ao ar no Canal Futura apresenta convidados ilustres que falarão sobre suas experiências literárias

Hoje, 20, às 22h30, estreia o programa “Livros que amei” no Canal Futura. Ao todo, serão 13 episódios, com duração de 30 minutos cada, exibidos sempre às terças-feiras. O programa vai apresentar obras literárias que marcaram a vida de personalidades e a relação que as mesmas mantêm com o universo da leitura. Neste primeiro programa, os convidados são o compositor Fausto Fawcett, o escritor Luiz Carlos Maciel e o filósofo José Thomaz Brum. Eles falarão sobre suas experiências com as leituras de Trópico de Capricórnio, de Henry Miller, Eu e outras poesias, de Augusto dos Anjos, e Breviário de Decomposição, de Emile Cioran. Além dos leitores, os episódios têm participação de comentadores encarregados de fazer as apreciações críticas e comentários especializados. Para os próximos três episódios, os convidados são os seguintes:

 27 de março:

Convidado (a): Manaíra Carneiro
Livros:O manifesto comunista, de Karl Marx e Friedrich Engels, Antologia poética, de Vinícius de Morais, e A via crucis do corpo, de Clarice Lispector
Comentadores: A diretora editorial da Nova Fronteira, Leila Name, o crítico literário José Castello, e o escritor Eucanaã Ferraz

 3 de abril :

Convidado (a): Sérgio Sant’Anna
Livros: 234, de Dalton Trevisan, Formas breves, de Ricardo Piglia e Marcel Duchamp: engenheiro do tempo perdido, de Pierre Cabanne
Comentadores: O escritor Karl Erik e o crítico de arte Paulo Venâncio Filho

10 de abril:

Convidado (a): Juliana Galdino
Livros: Prometeu acorrentado, de Ésquilo; Um médico rural, de Franz Kafka, e O poder do mito, de Joseph Campbell
Comentadores: O filósofo Roberto Machado, o romancista Alberto da Costa e Silva e a professora de estética da Pontifícia Universidade Católica (PUC/RJ) Rosangela Nunes

Fonte: Publishnews

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Geração Editorial marca presença no II Festival do Livro e da Leitura de Diadema

Entre os dias 22, 23 e 24 de março de 2012, acontece em Diadema, no Grande ABC, o II Festival do Livro e da Leitura.

A Geração Editorial estará presente e o público terá a oportunidade de conhecer de perto as obras do catálogo da editora mais polêmica do país. Entre eles estão os títulos mais vendidos e barulhentos da atualidade, como A Privataria Tucana, O Piloto de Hitler, Hilda Furacão, Honoráveis Bandidos, Segredo Segredíssimo, entre outros. O melhor de tudo com um desconto especial para os visitantes.

O Festival do Livro, organizado pela Prefeitura de Diadema, tem como objetivo aproximar a população da literatura. Esta segunda edição do festival terá como foco  a juventude. A proposta dos organizadores e atrair as crianças e adolescentes para o universo da leitura.

“A Geração Editorial apoia qualquer atividade que incentive a leitura e a aproximação dos livros para as novas gerações. Essa é uma proposta valida que deveria ser copiada por todos os municípios brasileiros, uma criança ou um adolescente leitor, com certeza ele terá mais chances no mercado de trabalho e será uma pessoa melhor”, disse a diretora editorial, Fernanda Emediato.

Durante os três dias de evento acontecem diversas atividades, como workshop de libras, palestras, mediações de leitura, oficinas criativas, debates com especialistas, feira de troca de livros e gibis e o lançamento da Revista Espelho Negro com a presença da Ministra da Promoção da Igualdade Racial.

A abertura do Festival contará com uma homenagem ao escritor Moacyr Scliar e com a presença do prefeito de Diadema Mário Reali, do presidente da Fundação Biblioteca Nacional Galeno Amorim e do presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre.

Confira a programação completa no site oficial.

Serviço:
22, 23 e 24 março de 2012
Quinta e Sexta-feira das 9h às 21h e Sábado das 9 às 13h.
Centro Cultural de Diadema
Rua Graciosa, 300
Centro – Diadema
Próximo ao Shopping Praça da Moça
Tel: 4056-3366

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Promoção Hitler – Retrato de uma tirania


Hitler: Retrato de uma tirania
Autor: Fernando Jorge
Formato: 15,5 x 22,5 cm.
Páginas: 328
ISBN:  978-85-61501-78-5
Código de barras:  978-85-61501-78-5
Sinopse:
O Artífice da Destruição: Nesta biografia equilibrada e imparcial de Adolf Hitler. Fernando Jorge, consagrado biógrafo de Aleijadinho, Santos Drumont e Paulo Setúbal, reconstitui a trajetória do Füher em toda a sua dimensão monstruosa e também humana, desde a pobreza na sua Áustria natal, a tentativa frustrada de se tornar pintor, seu relacionamento como o pangermanismo e o antissemitismo da época, até sua ascensão ao poder supremo na Alemanha, causando a Segunda Guerra Mundial, cujo saldo foi de milhões de mortos e uma destruição sem recendentes que só teve fim com o suicídio dele numa casamata sob as ruínas de Berlim. Buscando nas deformidades do caráter do ditador a verdadeira origem da selvageria nazista, o autor nos deleita com a beleza de sua prosa e com a abrangência de sua erudição, tintas multicoloridas com que pintou  este retrato fidedigno e irretocável da pior tirania da História.

Leia com exclusividade o primeiro capítulo da obra:
Livro_Hitler_Tirania_pg_01_16

PROMOÇÃO:

Retuite a frase e concorra ao livro Hitler – Retrato de uma tirania:

Dê RT e conheça a trajetória do pior ditador de todos os tempos c/a @geracaobooks.  #hitler  http://kingo.to/11SK #promo

O sorteio acontece dia 21/03, quarta-feira, e o resultado será divulgado no blog.

RESULTADO:

Sorteio realizado em 21/03/2012 às 16:48 por @geracaobooks, através dos usuários que retuitaram o link http://kingo.to/11SK.

  1. @DanniloCabral

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Indicação da Folha de S.Paulo: Angelina & Brad

Fonte: Folha de S.Paulo – 17/03/2012

NÃO FICÇÃO

BIOGRAFIA
Angelina & Brad: A Incrível História que Não Foi Contada sobre Brad Pitt e Angelina Jolie, o Casal “Brangelina”
Ian Halperin
Editora Jardim dos Livros
Quanto R$ 39,90 (332 págs.)
Tradução Mariana de Carvalho Mesquita Santana
O mais famoso casal hollywoodiano na atualidade é tema do jornalista Ian Halperin nesta biografia.
As histórias do célebre par, denominado pelo autor como “Brangelina”, são permeadas no livro por fotos dos atores em sets de filmagens, cerimônias de premiações e campanhas humanitárias.
A vida de Brad Pitt parece tranquila perto das tentativas de suicídio, práticas de sadomasoquismo, uso de drogas e automutilação de Jolie.

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Privataria tucana é debatida no país


Por: Redação da Rede Brasil Atual

Com criação prevista para a segunda quinzena de março, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara para apurar irregularidades ocorridas durante os processos de privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso terá como subsídio os debates realizados pela sociedade desde que foi lançado, em dezembro, um livro contando os bastidores destas operações.

“A privataria tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., será discutido em novo evento, desta vez em Osasco, na região metropolitana de São Paulo. Rompendo o cerco criado pela mídia tradicional em torno do trabalho, os debates têm dado vazão às impressões da sociedade em torno do assunto. E ajudado a ampliar a rede de conhecimento sobre a investigação.

A mesa que coordenará os debates terá, além de Ribeiro Jr., o coordenador da macro-região do PT em Osasco, Valdir Pereira Roque, além de Aparecido Luiz da Silva (o Cidão), secretário de Comunicação do PT no estado de São Paulo, do jornalista e blogueiro Altamiro Borges, Claudio Motta Jr. (jornalista da Rede Identidade) e do diretor-geral da Rede Brasil Atual, Paulo Salvador.

O livro-reportagem de Ribeiro Jr. mostra uma rede de lavagem de dinheiro e de pagamento de propinas envolvendo figuras do alto escalão do PSDB e personagens próximos ao então ex-ministro do Planejamento, José Serra, ex-governador de São Paulo e agora pré-candidato à prefeitura da capital paulista. Entre os mais vendidos dos últimos meses, o livro motivou o deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) a apresentar o pedido de criação de CPI para dar sequência à apuração.

Serviço:
Quarta-feira, 21 de março, às 19h.
Debate sobre “A Privataria Tucana”, com o autor, jornalista Amaury Ribeiro Jr.
Subsede Regional do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região
Rua Presidente Castelo Branco, 150,
Centro – Osasco – SP

Mais informações: Blog do Miro

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Palestra sobre o universo feminino com Bruna Gasgon

Fonte: Jornal de Jundiaí Regional

No próximo dia 21 de março acontece uma palestra exclusiva para mulheres com a escritora e consultora de comunicação Bruna Gasgon.

Bruna tem um vasto currículo de atividades, além de ser autora de diversos livros, dentre eles está a coleção Mulheres no Comando, do Selo Jardim dos Livros, composta pelas obras: A bela adormecida acordou, Enfim magra, e agora? e TPM – Tendência para matar.

Com o tema: A Bela Adormecida Acordou, Bruna abordará o universo feminino e toda sua complexidade.  O evento é gratuito e promovido pelo Jornal de Jundaí Regional, Conselho de Mulher Empreendedora e ACE em homenagem ao mês da mulher. É necessária inscrição.

Em entrevista ao Jornal de Jundiaí, Bruna Gasgon, conta que ministra esta palestra há 9 anos e resolveu deixá-la exclusiva para as mulheres devido à mudança de comportamento delas quando os homens estavam na plateia. “Percebi logo de cara, que quando havia homens na plateia, as mulheres tinham um tipo de comportamento, e quando não havia homem nenhum, elas se soltavam, davam depoimentos incríveis sobre suas vidas, falavam de sexo abertamente e se “jogavam” nas coisas que eu propunha. E era isso que me interessava, essa troca explícita de experiências. Então não tive dúvida: coloquei em meus contratos de trabalho para esta palestra, que era proibida a presença de homens”, conta.

A palestra é bem dinâmica e Bruna faz performances, pois é atriz e diretora de teatro, e interage com o público. “Interajo o tempo todo com as mulheres e faço performances teatrais bem humoradas sobre tudo”, revela. Entre os temas abordados está também “A mulher no mercado de trabalho e suas consequências”.

Para ela, o século XX trouxe muitas mudanças para as mulheres, como o direito ao voto em 1932, o uso da pílula anticoncepcional nos anos 60, a entrada definitiva no mercado de trabalho nos mais diversos setores no anos 80, mas para ela a mulher ainda está longe do ideal no campo das conquistas. “O mundo ainda é muito masculino. A mulher ainda espera seu Príncipe Encantado, aceita ganhar menos que os homens nos mesmos cargos e se sujeita a sexo ruim no casamento só para não perder o parceiro. Acho lamentável”, explica a autora.

Serviço:
Palestra: A Bela Adormecida Acordou
Data: 21/03, às  19 horas.
Local: Ciesp Jundiaí, rua Projetada, s/n (próximo ao Paço Municipal)
Inscrições gratuitas: 11 3308 – 4343.

Mais informações: Jornal de Jundiaí Regional

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