“Sanguessugas do Brasil”, o novo livro de Lúcio Vaz

O novo livro do jornalista gabrielense Lúcio Vaz (foto ao lado) vai fundo na maior ferida da política brasileira: os escândalos e bastidores da corrpução que vem acontecendo no país nas últimas décadas. Depois de falar dos esquemas no submundo do Congresso em “A Ética da Malandragem”, o jornalista vai mais longe com “Sanguessugas do Brasil”, publicado pela editora Geração Editorial, com 272 páginas, aborda de forma minuciosa estes problemas que flagelam o sistema político brasileiro.

 
Para fazer o livro, Lúcio saiu a campo para mostrar os bastidores da corrupção que vem envergonhando o país. Ele esmiuça 12 escândalos nacionais com uma linguagem rápida e leve, entremeada por passagens pitorescas que humaniza o que simplesmente poderia nos deixar revoltados. 
 
A obra começa pelo escândalo do mensalão e volta ao passado recente para expor a chamada “Máfia dos Sanguessugas”, que dá título ao livro, prosseguindo com uma radiografia dos lobistas em Brasília, desvios de verbas de infraestrutura, fraudes na distribuição de remédios, obras inacabadas, crimes ambientais, e outros crimes que deixam os espectadores de “cabelos em pé”.
 
Para fazer este livro, Lúcio viajou o país em busca de provas, durante semanas, arriscando inclusive a vida para conseguir os subsídios para o livro – há relatos inclusive de assassinatos cometidos para manter o esquema e tirar do caminho quem poderia atrapalhar as falcatruas. A obra já está à venda nas livrarias do país, devendo estar à venda em breve na cidade.
 
Sobre o autor
Lúcio Vaz, natural de São Gabriel – da localidade do Passo do Ivo -, 54 anos, é formado em jornalismo pela Universidade Católica de Pelotas, onde iniciou a trabalhar, como fotógrafo e cinegrafista. Estreou como repórter no Diário da Manhã, em 1979, e atuou na sucursal do Correio do Povo em Pelotas.
 
Transferiu-se para Brasília em 1985, no começo da nova República, e começou a cobertura do Congresso como correspondente do Jornal do Comércio, passando ainda pelo O Globo e Folha de S. Paulo.
 
Especializou-se pela cobertura do chamado “baixo clero” do Congresso – formado por parlamentares de pouca expressão política, sedentos por cargos e verbas federais, entre outras vantagens. 
 
Ainda passaria novamente pelo O Globo, e após uma passagem rápida pelo Estado de Minas, chegou ao Correio Braziliense, onde seu nome seria firmado definitivamente no jornalismo político. Publicou reportagens como o escândalo da “Máfia das Ambulâncias”, que faria parte das investigações da Operação Sanguessuga, empreendida pela Polícia Federal.
 
A série foi agraciada com o Prêmio Barbosa Lima Sobrinho, em 2006, e o 1º lugar no Prêmio Latino Americano de Reportagem Investigativa, do Instituto Prensa y Sociedad, do Peru, com apoio da Transparência Internacional. 
 
Neste meio tempo, ele lançou o livro “A Ética da Malandragem – No submundo do Congresso Nacional”, onde denuncia os esquemas obscuros da política, como compra de votos, aluguel de mandato, nepotismo, entre outros. Ele voltou a trabalhar na sucursal brasiliense da Folha de S. Paulo, em 2011. Maiores informações podem ser obtidas no hotsite do livro, onde há inclusive o primeiro capítulo a disposição, em pdf, para os leitores conferirem. Vale a pena, sem dúvidas!
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