Entrevista com Soyinka será exibida hoje na Globonews

Um contraponto ao radicalismo na África

No próximo Milênio, uma voz que transcende as divisões e sectarismos na África. Edney Silvestre entrevista o nigeriano Wole Soyinka, prêmio Nobel em Literatura e embaixador da UNESCO, sobre o radicalismo que toma conta da Nigéria, sua vida política e sobre a importância do diálogo intercultural. Saiba mais sobre este autor de uma obra fortemente influenciada pela cultura iorubá e permeada pela discussão entre progresso e tradicionalismo, na segunda-feira, 07/05, às 23h30, na Globo News.

Na última semana, mais de oitenta pessoas morreram em atentados na Nigéria. Um mercado, uma universidade, a sede de um jornal e um comboio policial foram os mais recentes alvos da onda de violência que tem aumentado a pressão sobre o presidente Goodluck Jonathan. Depois de passar por uma série de regimes militares que cometeram atrocidades contra a população, o país mais populoso da África e maior exportador de petróleo do continente está dividido por questões étnicas e religiosas.

Denominações como hauçás, nagôs, igbos, cristãos, muçulmanos e iorubás delimitam mais do que a identidade. A radicalização toma conta da Nigéria. A violência é instrumentalizada e o discurso político cria barreiras ao diálogo. O outro passa a ser o infiel, o terrorista, o inimigo. Em um território com tantas nações, inserido em um continente com fronteiras porosas e artificiais, incitar o ódio é uma aposta arriscada.

Essa situação se agravou recentemente. Wole Soyinka lembra que, durante sua infância, na década de 1940, as comunidades religiosas viviam em paz. Nascido em uma família cristã, mas adepto da religião e cultura iorubá, Soyinka diz que “o nível de conflitos sanguinários que estamos testemunhando hoje é uma doença importada de fundamentalistas religiosos e da politização da religião que está afetando o mundo todo.” Terroristas ou não, os radicais têm tomado conta das páginas dos jornais e das urnas.

Crítico dos regimes ditatoriais e defensor da liberdade de expressão, Soyinka já teve que fugir do seu país em uma motocicleta durante o governo de Sani Abacha, foi preso por dois anos durante a Guerra de Biafra – guerra civil que ocorreu entre 1967 e 1970 – e criou inimizades com quase todos os regimes ditatoriais da África. Premiado com o Nobel de Literatura de 1986 e nomeado embaixador da UNESCO para a divulgação da cultura africana, direitos humanos e liberdade de expressão, Soyinka é um contraponto à violência que vemos hoje. Suas palavras transcendem às tantas divisões e aos sectarismos que marcam o mundo atual e nos lembram de um dos valores mais essenciais ao ser humano: o respeito. Saiba mais no próximo Milênio, às 23h30, na Globo News.

 por Rodrigo Bodstein

http://g1.globo.com/platb/globo-news-milenio/2012/05/04/um-contraponto-ao-radicalismo-na-africa/

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