Arquivo do mês: outubro 2012

Release: Fim de tarde com leões

AMOR ENTRE LEÕES

 A Geração lança a primeira obra de ficção de Paula Fontenelle, uma história de amor escrita juntamente com P. W. Guzman, que prefere manter-se oculto

Após o lançamento de dois livros de reportagem, sendo um deles finalista do Prêmio Jabuti 2009 (Suicídio: um futuro interrompido), a jornalista pernambucana Paula Fontenelle estreia na ficção com o romance epistolar Fim de tarde com leões, escrito a quatro mãos com P. W. Guzman. Trata-se da troca de cartas de um casal após a perda do filho adolescente e o fim do relacionamento. A obra apresenta uma inovação em seu processo criativo: durante longos meses, Paula e Guzman escreveram o romance em cartas imaginárias de Lúcia e Pedro em busca de “uma história densa, comovente e, ao mesmo tempo, divertida e de valor”, como afirma a autora no prefácio.

Em nenhum momento eles planejaram a trama, ao contrário. A surpresa fez parte do processo, já que nenhum sabia como a história se desenvolveria na carta seguinte. Paula se lembra de alguns sustos. “Quando escrevi logo no início sobre a perda de um filho, pensei num aborto espontâneo. Na carta seguinte, ele relembra o acidente de um jovem de catorze anos e me culpa por tê-lo deixado dirigir. Fiquei um bom tempo atônita até encontrar uma continuidade para esse enredo. E foi assim até o final”, lembra.

O coautor prefere ficar oculto, por isso usa um pseudônimo. “Guzman é um homem de difícil acesso: reservado por natureza, recolhido e de poucos amigos por escolha”, escreve Paula no prefácio do romance.

A Geração conseguiu localizá-lo e, sob a promessa de não revelar seu endereço eletrônico a ninguém, o convenceu a escrever a orelha do romance. Modesto, Guzman justifica a ausência de sua assinatura no volume: “Como eu já havia dito à Paula, amiga que tão bem me conhece e entende, o livro é mais dela do que meu”. E acrescenta: “Aliás, é todo dela – foi Paula Fontenelle quem teve a ideia, foi ela quem escreveu o primeiro capítulo e me estimulou a entrar no jogo de cartas entre Lúcia e Pedro. Inteligente, arguta, viajada, ela sabe como ninguém domar leões”.

Na troca de cartas após a separação, Lúcia e Pedro relembram altos e baixos do relacionamento e falam da vida atual difícil, com mudanças no cotidiano dos dois e uma saudade dolorosa. Ela é uma fotógrafa de renome de agências de modelos que fica desempregada (chega a fazer fotos pornôs, que prefere não assinar); ele, um funcionário público (e talvez espião: sempre troca de passaporte) em missões misteriosas pelo mundo afora, principalmente na África. Lúcia tem um temperamento inconstante e neurótico, é uma mulher de emoções intensas. Pedro se mostra um homem de caráter no mínimo questionável, mas sua paixão por Lúcia traz à tona sentimentos carinhosos e ocultos.

As cartas se tornam íntimas (“É excitante me lembrar de seu olhar desejoso, da sua pressa intumescida e ardente que eu controlava ao limite! Saudades!”). Lúcia tenta o reatamento (“Ando renascendo. Para você”); Pedro nota nas cartas da ex-mulher “uma melodia de sereia cujos versos são de convite e tentação”, mas, envolvido em aventuras, se esquiva. Como afirma o coautor na orelha de Fim de tarde com leões, não se deve revelar muito da história para não privar o leitor de suas descobertas. “Devo confessar ainda que li com emoção contida – sou duro na queda – o texto de apresentação da autora, que foi tão generosa nos adjetivos sobre mim”, escreve Guzman. “Também me surpreendi com o resultado do trabalho de mais de um ano, sobretudo com a guinada, de estilo e gênero literário, no final da história”, acrescenta.

O coautor observa ainda que a personagem Lúcia tem alguma coisa de Paula Fontenelle e que Pedro possui traços da personalidade dele, Guzman, que ele só notou quando leu o livro por inteiro. “Juro que não foi nada proposital, pelo menos da minha parte”, escreve.

As cartas do casal fictício oscilam entre “um amor vestido de angústia e ornado de esperanças” e “a nudez pura e simples do ódio”. Lúcia e Pedro não falam somente sobre eles (“a paixão que nunca nos deixou esquecer um do outro”), mas também sobre política internacional (principalmente os segredos dos bastidores), trabalho (e suas injustiças), jovens “pós-modernidade: pais ausentes, excesso de liberdade e pouca orientação para a vida”, como escreve Lúcia, e ainda sobre sofrimento e sonhos reais ou impossíveis. Em linguagem simples, do dia a dia, Fim de tarde com leões é um romance que vai inquietar e fazer pensar casais unidos ou separados.

Sobre a autora
Natural do Recife, a jornalista Paula Fontenelle publicou pela Geração o livro de reportagem Suicídio – o futuro interrompido, que ficou entre os finalistas do Prêmio Jabuti de 2009. É autora também de Iraque – a guerra pelas mentes. O romance Fim de tarde com leões é seu primeiro livro de ficção.

————————————————————————————–

Fim de tarde com leões
Autor:
Paula Fontenelle e P. W. Guzman
Gênero: Romance
Acabamento: Brochura
Formato: 15,6 x 23 cm
Págs: 272
Peso: 414 grs
ISBN: 9788581300702
Preço: 29,90
Sinopse:
Na troca de cartas após a separação, Lúcia e Pedro relembram seus bons e maus momentos e falam da vida atual. Ela, uma fotógrafa de renome; ele, um homem enigmático em missões misteriosas mundo afora. As cartas se tornam íntimas. Lúcia tenta o reatamento, Pedro se esquiva. Romance epistolar escrito a quatro mãos, Fim de tarde com leões traz apenas a assinatura real de Paula Fontenelle, porque P. W. Guzman prefere ocultar-se detrás de um pseudônimo. Um livro que vai inquietar casais unidos ou separados.

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Ziraldo completa 80 anos

Com muitos trabalhos publicados e premiados ao longo de sua vida,  o cartunista Ziraldo tornou-se um dos escritores e cartunistas mais conhecidos do país. Para a Geração, ele colaborou com apresentações dos livros Graúna ataca oura vez e A volta do Graúna, de Henfil, além do Fazimento, de Jorge Ferreira. Como ilustrador, colaborou com a ilustração do livro O burocrata e o presidente, de Afonso Oliveira de Almeida e também Rio Adentro, de Jorge Ferreira.

Hoje o cartunista completa 80 anos. Parabéns, Ziraldo!

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Release: Algemas de Seda

SEXO, ROMANCE E SUSPENSE NA DOSE CERTA

Ele, um sádico. Ela, uma mulher que vai se casar em duas semanas. Prepare-se para entrar no vertiginoso romance Algemas de seda – A história de Jake e Mimi, título que lança a deliciosa Coleção Muito Prazer 

É com grande satisfação que inauguramos a Coleção Muito Prazer com o livro Algemas de sedaA história de Jake e Mimi, um romance erótico e envolvente bem ao estilo de Cinquenta tons de cinza. Utilizando várias narrativas em primeira pessoa que habilmente jogam com a percepção do leitor, Algemas de seda é uma mistura bem escrita e bem dosada de sexo, romance e mistério.

Jake Teller, um galante e jovem sedutor, é um sujeito que vive a sua vida para um único momento. Nos fins de semana, ele sai às ruas para envolver-se com belas mulheres. Não o envolvimento conhecido pela maioria dos mortais – Jake seduz sua vítima para uma espécie de ritual. Na hora do sexo, calculadamente procura levar as mulheres ao que ele chama de “limite”. E para além dele.

Mimi Lessing, também jovem e bela, vai se casar em duas semanas. Para ela, sexo está ligado a confiança e companheirismo. Até conhecer Jake.

Estes são os protagonistas do vertiginoso romance Algemas de seda, escrito pelo americano Frank Baldwin. O autor fez uso de uma narrativa no mínimo original: em cada capítulo é um personagem quem fala. O leitor acompanha a história ora pela lente e visão de mundo de Jake, vivenciando o seu estado de espírito e acompanhando cada passo de seu ritual, ora pelos valores de Mimi, percebendo pelo seu fluxo de pensamento a hora em que os seus alicerces começam a ruir. É onde o mundo de Jake passa a fazer sentido.

Há ainda um terceiro personagem em cena, também narrador em alguns capítulos mas que, ainda assim, permanece com sua identidade em segredo. Descobre-se pouco a pouco que este personagem, um requintado voyeur, colocou escutas no apartamento de Mimi e a ouve nos momentos mais íntimos. Mais do que isso não é possível revelar, para não estragar o mistério.

Baldwin criou um romance envolvente, daqueles que promovem, antes de tudo, o prazer da leitura. Ele nos mantém suspensa a respiração quando descreve cada detalhe, cada passo dos grandes momentos de Jake Teller, seja quando encontra – na Nova York que serve de cenário – e seduz sua grande paixão de adolescência ou quando seus jogos começam a ficar mais pesados e perigosos, superando ele mesmo seus limites.

Os ingredientes estão à mesa: uma carga erótica de alta voltagem, um thriller psicológico de primeira linha, a Nova York pré-Onze de Setembro (curiosamente, as torres gêmeas aparecem no livro, fazendo parte das andanças do protagonista) e até uma pitada do gênero policial.

Concorde ou não com os métodos machistas de Jake Taller, aceite ou não a fragilidade e a pureza de uma Mimi que, pouco a pouco, vai perdendo a cabeça e entrando até o fundo no ego de Jake.

Até que entra em cena, furioso, aquele terceiro personagem…

Sobre o autor
O americano Frank Baldwin cresceu no Japão, graças ao seu pai que era um acadêmico na época. Sua família não vivia em casas estilo ocidental, em comunidades americanas, mas sim em casas e bairros japoneses, o que possibiltou desfrutar da verdadeira experiência dos expatriados, segundo afirma o autor.

Baldwin formou-se em 1981 pela Escola Americana no Japão e voltou aos Estados Unidos para ingressar a Universidade de Hamilton, no estado de Clinton, Nova York. Anos depois, decidiu matricular-se no seminário de técnica de escrever romances, na Universidade de Berkeley.

Começou a trabalhar em Balling the Jack, seu primeiro romance publicado em 1997, logo que terminou o seminário. Algemas de seda – a história de Jake e Mimi é o seu segundo livro.

Coleção Muito Prazer
Histórias envolventes, libertadoras, com altas doses de erotismo e romance. Assim é a Muito Prazer, coleção lançada pela Geração Editorial. Inspirada nos restaurantes tailandeses, que indicam o quão picante será a comida através das cores das pimentas que figuram nos seus cardápios, a Coleção Muito Prazertambém será classificada por suas pimentinhas nas capas dos livros: pimenta verde para “picante”, pimenta laranja para “médio picante” e pimenta vermelha para “muito picante”.

___________________________________________________

Algemas de Seda – A história de Jake e Mimi
Autor:
Frank Baldwin
Tradutora: Cláudia Dornelles
Gênero: Romance
Formato: 15,6 x 23 cm
Págs: 320
Peso: 0, 410 kg
ISBN: 9788581301143
Preço: R$ 29,90
Sinopse:
Mimi Lessing está noiva do homem que ama, quando seu colega de trabalho, o irresistível Jake Teller, desperta a sua curiosidade e interesse. Disposto a seduzi-la, Jake a convida a assistir, sem ser vista, aos jogos eróticos dele com suas parceiras, a quem leva ao êxtase sexual por meio da dor. A imaginação de Mimi é estimulada a tal ponto, que ela começa a questionar os seus planos de casamento e a sua vida sexual plácida demais com o noivo, sem perceber que, enquanto isso, um homem excêntrico e perigoso secretamente a segue e a observa, inclusive nos momentos mais íntimos. Então, as mulheres com quem Jake dormiu começam a ser assassinadas, e a própria Mimi desaparece. Homens e mulheres não deixarão a leitura deste thriller erótico e absorvente até a última página, para a qual se caminha num clima de sensualidade e suspense eletrizantes.

Essa obra inaugura a coleção erótica Muito Prazer, cuja particularidade são as pimentas (verde, laranja e vermelha) impressas na capa, que denotam se o romance é “picante”, “médio picante” ou “muito picante”.

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Um Nobel de Literatura entre nós

É bem provável, leitor, que você não conheça Wole Soyinka. Eu também não o conhecia até o início deste ano, quando ele esteve em Brasília e foi convidado para vir a Fortaleza durante a Bienal Internacional do Livro do Ceará. Procurei imediatamente livros do autor e descobri que o primeiro e único traduzido para o português é O leão e a joia, peça escrita nos anos 1950 e publicada na década de 1960, que ele autografou, em abril último. Encomendei o livro e avisei, na época, à livraria, que trouxesse mais exemplares, porque o autor viria a Fortaleza. Liguei hoje, enquanto escrevia este artigo e não existe em nenhuma livraria da cidade um único exemplar de O leão e a joia.

Esta é a primeira vez que recebemos um Nobel de Literatura entre nós. Há cerca de quatro anos, houve um movimento para a vinda do Mario Vargas Llosa, bem antes que ele recebesse o prêmio. O convite não se concretizou ou não foi aceito, nunca soube direito. Mas o fato é que quem recebe um Nobel de Literatura tem domínio quase perfeito sobre a arte da escrita. É um artista na essência da palavra. E, sendo escritor, o melhor que se faz é ouvi-lo após ler o que ele escreve. Até porque é uma oportunidade única ter um contato tão próximo com o excelente.

No caso do Soyinka – que eu divido, com convicção, que alguém da Secult tenha lido uma única obra dele no momento do convite – há ainda uma particularidade que o torna mais especial. Esse nigeriano tem uma atuação política importante no seu país, teve papel relevante na história recente da Nigéria, é um verdadeiro intelectual, desses que traduzem a realidade em arte. Livre. Ele escreveu romance, poesia, e escreve também ensaios, incluindo teoria literária.

Sem fazer aquela coisa engajada chatérrima, doutrinária e normativa, Soyinka produz literatura numa forma que dialoga com a teoria sartreana, defendida em O que é literatura, e que aponta para o verdadeiro “engajamento” entre arte e vida. O leão e a joia conduz o leitor aos intricados dilemas da sociedade nigeriana e sua cultura, imersa nos limites entre o tradicional e o moderno. Sutil, delicado, forte. O leão e a joia demonstra que Soyinka cria uma realidade ficcional pertinente e profunda. Vale muito a pena ler Soyinka.

E, também, ouvi-lo.

Fonte: O Povo

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

A sede do lucro

Você conhece a cena, ao menos nos filmes: o norte-americano enche um copo de água de torneira e bebe tranquilo.
Dá uma inveja danada em nós, brasileiros, que temos água sobrando e consciência faltando.
Primeiro que, antes de chegar na torneira de nossa casa, a água potável passa por tubulações enferrujadas e cheias de sujeira e bactérias.
Segundo que não dá para confiar nem um pouco na gestão pública da água.
Agora mesmo, aqui em São Paulo, o Ministério Público está processando a Sabesp pelo absurdo dela despejar esgoto in natura nos rios e represas. Isso que se chama jogar merda no ventilador: ela antes joga cocô na água que tratará depois.
Com um detalhezinho que pouca gente sabe: a água suja pode virar limpa, menos em hormônios e antibióticos. Não há tecnologia no mundo que consiga retirar o resíduo de milhões de remédios e hormônios derivados do sangue dos absorventes femininos, aqueles saindo pelas torneirinhas orgânicas de fazer xixi e estes descartados nos vasos sanitários.
Dos vasos para os rios e dos rios para nossas torneirinhas metálicas.
A consequência disso lá nos pântanos da Inglaterra e Estados Unidos se conhece (aqui no Bananão as nossas otoridades garantem que não há perigo): peixes, répteis e insetos trocando de sexo, machos virando fêmeas pela água contaminada.
Tudo bem, dirá o esclarecido e abonado leitor, eu só bebo água mineral.
Ótimo, parabéns, você sabe se cuidar e se livrar do perigo.
Chato apenas é que essa sua garrafinha de água provavelmente foi enchida, de graça, em alguma fonte natural e pública.
Lá em São Lourenço uma multinacional suíça já secou dois poços. Lá em Cambuquira outra multi faz a mesma coisa. Se pesquisar (www.circuitodasaguas.org, por exemplo), vai ver que essa é a prática antiga dos “fabricantes” em quase todas estâncias de águas minerais.
Um negócio milionário e maquiavélico: afinal quem fabrica a água é a natureza, basta engarrafar e vender.
Mas nem sempre se retira a água para comercializar: as vezes joga-se a água fora e tira-se apenas o gás carbônico das fontes.
E não estamos falando dos engarrafadores de fundo de quintal, que utilizam água de torneira mesmo.
É briga de cachorro grande capitalista que, fora do Brasil, vira um poodle obediente as leis do meio-ambiente.
Só existe um lugar onde os capatazes da escravidão das águas são uns anjinhos protetores ecológicos: na propaganda. Na vida real, eles mostram a face verdadeira de predadores, com plena conveniência dos governantes de ontem e de hoje.
Eles têm muita sede de lucro. E nós, de justiça.

Ulisses Tavares só confia naquela água que passarinho não bebe. Coisas de poeta.

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Salão do Livro em Presidente Prudente

A Geração Editorial está presente no Salão do Livro em Presidente Prudente/SP, que começa hoje. O evento tem a entrada franca e vai até o próximo dia 28 . O estande da Geração é o número 26. Não deixe de nos visitar!

Salão do Livro Presidente Prudente
De 18 a 28 de outubro de 2012
Local: Centro de Eventos IBC
Horário de funcionamento: 2ª a 6ª | 9h às 22h Sáb. e Dom. | 14h às 23h
Entrada franca em todas as atividades

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

O julgamento do “mensalão”, a farsa e os farsantes

por Bob Fernandes

 

Há quem diga ser uma farsa o julgamento do chamado “mensalão”. Não, o julgamento não é uma farsa. É fruto de fatos. Ou era mesada, o tal “mensalão”, ou era caixa dois; essa que (quase) todo mundo faz e usa. Mas não há como dizer que há uma farsa. E quem fez, que pague o que fez. A farsa existe, mas não está nestes fatos.

Farsa é, 14 anos depois, admitir a compra de votos para se aprovar a reeleição em 98 -Fernando Henrique Cardoso-, mas dizer que não sabe quem comprou. Isso enquanto aponta o dedo e o verbo para as compras que agora estão em julgamento. A compra de votos existiu em 97. Mas não deu em CPI, não deu em nada.

Farsa é fazer de conta que em 1998 não existiram as fitas e os fatos da privatização da Telebras. É fazer de conta que a cúpula do governo de então não foi gravada em tramoias e conversas escandalosas num negócio de R$ 22 bilhões. Aquilo derrubou um pedaço do governo tucano. Mas não deu em CPI. Ninguém foi preso. Deu em nada.

Farsa é esquecer que nos anos PC Farias se falava em corrupção na casa do bilhão. Isso no governo Collor; eleito, nos lembremos, com decisivo apoio da chamada “grande mídia”.

À época, a Polícia Federal indiciou mais de 400 empresas e 110 grandes empresários. A justiça e a mídia deixaram pra lá o inquérito de 100 mil páginas, com os corruptos e os corruptores. Tudo prescreveu. Fora PC Farias, ninguém pagou. Isso, aquilo, foi uma farsa.

Farsa foi, é, o silêncio estrondoso diante do livro “A Privataria Tucana”. Livro que, em 115 páginas de documentos de uma CPI e de investigação em paraísos fiscais, expõe bastidores da privatização da telefonia. Farsa é buscar desqualificar o autor e fazer de conta que os documentos não existem ou “são velhos”. Como se novas fossem as denúncias agora repisadas nas manchetes na busca de condenações a qualquer custo.

Farsa é continuar se investigando os investigadores e se esquecer dos fatos que levaram à operação Satiagraha. Operação desmontada a partir da farsa de uma fita que não existiu. Fita fantasma que numa ponta tinha Demóstenes Torres e a turma do Cachoeira. E que, na outra ponta da conversa que ninguém ouviu, teve (ou melhor, teria tido), o ministro Gilmar Mendes.

Farsa é, anos depois de enterrada a Satiagraha, o silêncio em relação a 550 milhões de dólares. Sim, por não terem origem comprovada, US$ 550 milhões continuam retidos pelos governos dos EUA e da Inglaterra. E o que se ouve, se lê ou se investiga? Nada. Tudo segue enterrado. Em silêncio.

O julgamento do chamado “mensalão” não é uma farsa. Farsa é, isso sim, isolá-lo desses outros fatos todos e torná-lo único. Farsa é politizá-lo ainda mais. Farsesco é magnificá-lo, chamá-lo de “o maior julgamento da história do Brasil”.

Farsa não porque esse não seja o maior julgamento da história. Farsa porque se esquecem de dizer que esse é o “maior” porque NÃO EXISTIRAM outros julgamentos na história do Brasil em relação a todos estes casos e tantos outros. Por isso, esse é o “maior”.

Existiram, isso sempre e a cada escândalo, alianças ideológicas e empresariais na luta pelo poder. Farsa, porque ao final prevaleceu sempre, até que visse o “mensalão”, o estrondoso silêncio cúmplice.

 Fonte: Terra Magazine

 

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Release: Malícia

Uma HQ horripilante

Geração Editorial lança Malícia, uma originalíssima combinação de romance e história em quadrinhos. Voltado ao público jovem, o título inaugura o selo Geração Jovem.

Segundo uma lenda urbanaexiste uma revista secreta, Malícia, sobre um mundo macabro repleto de armadilhas e horrores, supervisionado por Jake Gigante, um sinistro mestre-de-cerimônias. Após fazer um ritual e evocarJake por seis vezes, os jovensque desafiarem essa lenda são levados para dentro de Malícia, umahistória ilustrada por uma figura sinistra conhecida por Grendel.

Dizem ainda os boatos que os adolescentes que aparecem na revista são pessoas reais, desaparecidas do nosso mundo e aprisionadas nos quadrinhos, vítimas das provações mortais de Jake Gigante, após o macabro ritual.Alguns jovens o fazempor desafio.Outrosporque estão sentido falta de uma aventura. E outros, para provarque nada disso existe.

E é o que acontece com os amigos Seth e Kady: eles não acreditam nessas histórias. Um dia, porém, Luke, um dos amigos da dupla, lhes diz que encontrou um exemplar de Malícia… e desaparece no dia seguinte, sem deixar rastro. O rapaz e a garota resolvem investigar o paradeiro do amigo e acabam descobrindo a terrível verdade: os boatos eram mais que simples boatos…

Malícia existe mesmo!

E a aventura começa.Seth decide investigar o desaparecimento do amigo e mergulha na história, se envolvendo em muitas confusões a cada página. E Kady não fica de fora. A garota descobre quem são os responsáveis pela criação desse assombroso enredo e também entra em muitas enrascadas para tentar salvar os amigos que estão presos dentro da revista.

Nesta originalíssima combinação de romance e história em quadrinhos, o leitor é apresentado a um mundo imaginário digno de Tolkien e Neil Gaiman, ao mesmo tempo fascinante e mortal.

O ritmo da ação é acelerado, repleto de suspense e fantasia, tanto na parte escrita quanto na gráfica, criada com maestria pelo ilustrador Dan Chernett. Diferente de tudo o que você já viu antes, Malícia é entretenimento garantido para jovens e adultos que apreciam uma história bem contada e cheia de sustos. O título inaugura o selo Geração Jovem, voltado ao público juvenil.

___________________________________________________

Malícia
Autor:
 Chris Wooding
Tradutor: Lidia Luther
Ilustrador: Dan Chernett
Gênero: Romance
Formato: 13,5x 21 cm
Págs: 432
ISBN: 9788581301129
Preço: R$ 29,90
Sinopse:
Jake Gigante, me leve embora…”

Todo mundo já ouviu esse boato.

Chame Jake Gigante e ele levará você para Malícia, um mundo que existe dentro de uma aterrorizante história em quadrinhos, de onde os garotos nunca saem.

Seth e Kady acham que isso não passa de uma lenda absurda. Mas quando o amigo deles desaparece, os boatos  de repente deixam de parecer tão absurdos…

Parte romance, parte história em quadrinhos

MALÍCIA

VOCÊ NÃO VAI ESCAPAR!

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Release: Gandhi – Ambição Nua

O HOMEM POR TRÁS DO MAHATMA

Geração lança a polêmica biografia que desnuda a vida e obra do grande líder espiritual e político do século XX,Gandhi

Principais pontos do livro:
– A mudança radical da sua imagem de dândi londrino para a de um sábio seminu;
– O modo impiedoso como sacrificou a sua família em nome de seus princípios;
– O controle rigoroso que exercia sobre a vida sexual de seus seguidores;
– Sua escolha por uma guerracivil na Índia em vez de aceitar uma paz mediada pelos britânicos;
– Suas experiênciassexuais com as esposas deseus seguidores e com as suas sobrinhas-netas;
– Sua inconsistência — a verdade era o que ele dizia que era.

A Geração Editorial tem o privilégio de lançar o livro Gandhi: ambição nua, do consagrado biógrafo e historiador inglês Jad Adams. Em seu livro, Adams explora todos os âmbitos da vida de Gandhi, focando na vida política, social, espiritual, familiar e sexual do líder indiano. Em seu livro, Adams afirma que a busca pela santidade não está imune a falhas. Tudo isso utilizando material inédito, tornado disponível apenas recentemente, incluindo o relato mais explícito já feito dos experimentos sexuais do Mahatma com as esposas dos seus seguidores e com as suas sobrinhas-netas adolescentes. Uma narração primorosa, elegante e concisa sobre um dos principais personagens do século XX.

Grande líderpolítico e espiritualdo movimentode independência da Índia, pioneiro da resistência não violentaconseguida através do estímulo dadesobediênciacivil em massa, reverenciadona Índia como”pai danação”, Mohandas K.Gandhiinspirou movimentosde direitos civise de liberdade políticaao redor do mundo. Sua figura ficou conhecida como um líder político e espiritual, com ações que marcaram a humanidade e se tornaram exemplos para gerações.

Sua mensagem de paz e amor, seus atos revolucionários pacifistas e sua ideologia são propagados no mundo até os dias atuais. Mas, por trás dos holofotes, quem de fato foi o grande líder indiano? No ponto de vista público ele era um santo, mas quando analisado no âmbito privado pode ser classificado com verdadeiro tirano.

Esta nova e controversa biografia revela o homem por trás do Mahatma e expõea ambição ardente de Gandhi, sem incorrer na apologia das demais obras sobre o libertador da Índia, mas também sem questionar a santidade pessoal do grande apóstolo da não violência. Jad Adams nos mostra as múltiplas facetas de Gandhi: sua surpreendente autodeterminação; o empenho incansável com que recriou sua própria imagem, de um dândi londrino a um sábio seminu; o modo impiedoso e até cruel com que sacrificou a sua família em nome dos seus princípios; e o seu papel na tragédia sangrenta da partição da Índia.

 Ao delinear a carreira de Gandhi, o autor explora as muitas contradições deste homem extremamente complexo: um pacifista obstinado, mas cujo tratamento dispensado à sua esposa e filhos chegava aos limiares da crueldade; um abnegado asceta que pregava as virtudes da castidade no casamento e, no entanto, vivenciava um alto grau de contato íntimo feminino; um político radical cuja resistência ao racismo e apreciação dos valores de todas as religiões demonstram uma tendência moderna, mas cuja visão da Índia era a de uma pequena nação quase medieval, sustentada pela agricultura, fiação e tecelagem.

Gandhi – Ambição nua apresenta as realizações, a filosofia e o legado — tanto político quanto espiritual — de um homem cuja vida realmente mudou o mundo.

______________________________________________________________________
Gandhi – Ambição nua
Autor:
Jad Adams
Tradutor: Fulvio Lubisco
Gênero:  Biografia
Formato: 15,3 x 23 cm
Págs: 464
ISBN: 9788581300672
Preço: R$ 39,90
Sinopse:
Ao delinear a carreira de Gandhi, o historiador inglês Jad Adams aborda as muitas contradições desse homem complexo: um convicto pacifista cujo tratamento da sua esposa e filhos beirava a crueldade; um asceta abnegado que pregava as virtudes da castidade no casamento, mas experimentou um grau elevado de contato físico intimo com mulheres; um político radical cuja resistência ao racismo e reconhecimento do valor de todas as religiões soa extremamente moderno, porem cuja visão da Índia era a de um vilarejo medieval.

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Amaury Ribeiro Jr. participa amanhã de seminário sobre censura

O repórter Amaury Ribeiro Jr., autor de A privataria tucana, participa amanhã (04), às 10h, do debate Literatura Interditada, que será realizado no Centro Cultural Marques de Melo. O debate integra o seminário A Censura em Debate, organizado pelo Núcleo de Pesquisa em Comunicação e Censura da USP.

Confira a programação completa aqui.

 

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized