Arquivo do dia: dezembro 5, 2012

Release: Os cenários ocultos do caso Battisti

CONSPIRAÇÃO INTERNACIONAL CONTRA UM ÚNICO HOMEM

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Geração Editorial lança Os cenários ocultos do caso Battisti, em que o autor Carlos Lungarzo garante demonstrar que o julgamento de Cesare Battisti no STF foi “uma farsa” e que o ex-guerrilheiro italiano é inocente

Após o fim da 2ª Guerra Mundial, os EUA e seus aliados criaram um plano para desestabilizar o bloco soviético e aniquilar a esquerda dos países da Europa. Por razões ideológicas e estratégicas a Itália foi escolhida como cenário principal da operação terrorista Gladio. Esta atuou com assassinatos e ataques a bombas que deixaram centenas de vítimas civis. Gladio foi liderada pelas Forças Armadas, ex-líderes fascistas e grande parte dos novos políticos da Itália e contou com a ajuda da máfia e de instituições confessionais. O terrorismo, a perseguição, a tortura e a miséria geraram numerosos grupos de resistência, entre eles o dos PAC, ao qual pertenceu Cesare Battisti.

Capturado em 1979 por delitos considerados pela própria Itália como exclusivamente políticos, Battisti fugiu para o México em 1981. Porém, com ajuda de delatores premiados, que tiveram redução de até 80% em suas penas, os magistrados reabriram o processo dele e lhe imputaram o homicídio de quatro pessoas, sendo que os autores dos crimes já estavam condenados e presos. Sem provas nem testemunhas, com documentos e procurações falsificadas, Battisti foi condenado a duas prisões perpétuas. Fugindo da prisão na Itália, viveu no México e, depois de anos, obteve refúgio do governo Mitterrand, na França. Com a retirada do asilo francês, fugiu para o Brasil, onde ficou preso por quatro anos, enquanto seu processo de extradição era julgado pelo STF. A maior parte da midia condenou Battisti antes mesmo do final do julgamento.

A obra Os cenários ocultos do caso Battisti descreve o drama de Battisti em três atos: o cenário de repressão e terrorismo da Itália, o segundo julgamento em Milão e, finalmente, a continuação do linchamento no Brasil.

No Brasil, Battisti teve a simpatia de dezenas de organizações humanitárias e sociais e milhares de pessoas, que confrontaram a intensa febre de terrorismo linchador. Durante quatro anos o autor pesquisou extensa documentação, auxiliado por entidades de direitos humanos e grupos ativistas de apoio a Battisti na Europa, analisando em detalhe as fraudes e falácias dos julgamentos, desvendando muito do que estava oculto.

SOBRE O AUTOR

Carlos A. Lungarzo mora no Brasil, é doutor em Ciências Sociais e Ciências Exatas e pós-doutor na área de sociologia matemática pela McGill University (Montreal, Canadá). Foi professor titular das Universidades Estaduais de Campinas (UNICAMP) em São Paulo, e do Rio de Janeiro (UERJ), além de visitante em universidades de vários países. Foi pesquisador do CNPq do Brasil, entre 1988 e 2004. Escreveu artigos em periódicos especializados e publicou nove livros da sua área. É militante voluntário em organizações de direitos humanos e de organismos internacionais de refugiados há mais de 30 anos.
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OS CENÁRIOS OCULTOS DO CASO BATTISTI
Autor: Carlos A. Lungarzo
Acabamento: Brochura
Formato: 15,6×23
Páginas: 384
Categoria: Reportagem
ISBN: 9788581301204
Peso: 614gr
Preço: R$45,00
Editora: Geração Editorial
Sinopse:
Cesare Battisti, militante antifascista na Itália de 1970, foi o estrangeiro mais mencionado pela mídia brasileira, que desfechou, entre 2008 e 2011, uma campanha violenta de ódio e aniquilamento jamais vista na história.
Battisti foi preso em 1979, acusado apenas de delitos políticos, fugiu da Itália e, anos depois, entre 1982 e 1988, foi julgado, em ausência, em Milão. Só então foi acusado e condenado a duas prisões perpétuas por qua-tro homicídios, um deles como “cúmplice moral”, e nos demais como participante ou executor, mesmo com os verdadeiros autores dos crimes já julgados e até sentenciados. Não houve provas, nem testemunhas, nem indícios, nem advogados reais, os advogados de defesa nestes julgamentos receberam procurações falsificadas. Os fatos foram inventados pelos magistrados com a ajuda de delatores premiados, que tiveram até 80% de suas penas reduzidas. Por que toda essa conspiração?
Depois de anos, Battisti obteve refúgio do governo Mitterrand, na França. Com a retirada do asilo francês, fugiu para o Brasil, onde ficou ilegalmente preso por quatro anos, e sua extradição foi alvo de duro julgamento pelo STF e de implacável campanha da mídia. Por que tamanha mobilização contra Battisti? O que nunca foi revelado sobre este caso? O autor, Carlos A. Lungarzo, ativista de direitos humanos, desvenda e revela algumas das motivações ocultas para este linchamento, que tripudiou o direito humanitário, ameaçou a democracia brasileira e a legislação internacional.

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O fracasso de uma grande cruzada reacionária de linchamento judicial

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Por Celso Lungaretti (*)

O professor universitário e defensor dos direitos humanos Carlos Lungarzo estará lançando nesta 5ª feira (6), na capital paulista, seu abrangente livro sobre uma das maiores vitórias já conquistadas pelos homens justos contra uma grande cruzada reacionária de linchamento judicial: Os cenários ocultos do Caso Battisti (Geração Editorial, 2012, 384 p.).

Trata-se de uma oportunidade para o grande público ficar conhecendo tudo que foi escamoteado pela grande imprensa ao longo dessa longa batalha que deverá ser reconhecida, com o passar do tempo, como tão importante quanto os casos de Dreyfus e de Sacco e Vanzetti, com a diferença de haver terminado num quase impossível triunfo, dada a extrema disparidade de forças: foram derrotados o governo fascistóide de um país do 1º mundo, os reacionários de dois continentes e a mídia tendenciosíssima que exerceu influência avassaladora sobre a  maioria bovinizada.

Como ocorreu com Alfred Dreyfus, o malogro final da conspiração não impediu que o injustiçado tivesse sua carreira (a dele militar, a de Battisti literária) muito prejudicada, além de passar vários anos na prisão. Mas, ao menos, ambos viram o castelo de cartas desabar ainda em vida, ao contrário de Nicola Sacco e Bartolomeo Vanzetti, cuja inocência só foi oficializada postumamente, no cinquentenário de sua execução, pelo governador de Massachusetts.

Com recapitulação bem didática e análises impecáveis, Lungarzo leva a cabo a árdua tarefa que se propôs, qual seja a de identificar “os fatores ocultos que fazem possível uma maré de linchamento dessas dimensões”. Eis sua proposta de trabalho:

“Percebi que deveria aplicar as teorias usadas por pesquisadores europeus para descrever os mecanismos de ódio dos nazistas antes e durante a 2a Guerra Mundial. Também foi determinante para a compreensão desse fato o terrorismo de estado incubado na Itália já em 1947. Os patrocinadores desse terrorismo, os EUA e a Aliança Atlântica (OTAN), resgataram o antigo fascismo e o adotaram como parceiro na Operação Gladio, que contou com o apoio dos neofascistas, da centro-direita, da Igreja, das Forças Armadas, da máfia e das empresas.
O caso Battisti se desenvolveu, aparentemente, em cenários visíveis, como a corte suprema brasileira, mas os fatos reais foram incubados em cenários ocultos, onde se fabricaram as armas psicológicas, midiáticas e jurídicas usadas para forçar a extradição”.

A programação do lançamento inclui debate, do qual participarei, juntamente com o senador Eduardo Suplicy e outros. Está prevista a presença amigável de Battisti – que, por impedimento legal, será obrigado a manter postura discreta, não se manifestando sobre o caso em si. A partir das 19 horas, na Livraria Cultura do Shopping Bourbon (rua Turiassu, 2.100, Pompéia).

* jornalista e escritor.

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