Arquivo do dia: dezembro 11, 2012

Release: A caneta e o anzol

caneta

Domingos Pellegrini, grande cronista da vida no campo, nos deleita com histórias de pescaria, um dos passatempos mais agradáveis e relaxantes praticados pelo homem

Poucos escritores brasileiros evocam com mais autenticidade os costumes, a maneira de viver e o modo coloquial de falar das pessoas do interior do que o consagrado autor paranaense Domingos Pellegrini, um dos grandes cronistas brasileiros da vida no campo.

Em dezesseis singelos contos ilustrados cujo tema predominante é a pescaria, um dos passatempos mais agradáveis e relaxantes praticados pelo Homem — sem nada de épico à semelhança de Moby Dick, de Herman Melville, mas com momentos de pura emoção que encontramos em O velho e o mar, de Hemingway —, Domingos nos convida, neste livro encantador, a descobrir os prazeres simples da vida no campo, do encontro com os amigos, das reuniões em família, das tranquilas excursões à cata de peixes, do inigualável espetáculo do pôr do sol sobre um rio, trazidos à superfície pelo seu talento literário e pela notável sensibilidade do artista Fernando Souza.

Uma garça que observa um pescador, um avô que ensina o neto a pescar, um rapaz que quer fazer uma tatuagem, amigos decidindo qual tipo de isca usar, uma bem-humorada discussão entre vegetarianos e comedores de carne, o embate entre um pescador e um dourado: essas e outras situações prosaicas deste livro nos apresentam a pescaria como uma metáfora para a vida, em que cada momento a ser procurado e desfrutado é como um peixe.

No fundo, pescamos por diversidade, é, diversidade. Sentimos essa atração pelos peixes, e essa paixão por tirar peixes da água, porque somos tão diferentes. Eles vivem na água e não têm pernas ou braços, nada agarram, nada pisam. Nós vivemos na terra e necessitamos vitalmente do ar, onde eles morrem asfixiados como nós na água. Então, quando tiramos um peixe da água, parece que vencemos estas nossas fraquezas, trazendo-os para mostrar as suas, depois de viverem tão escondidos de nós.

Sobre o autor

Domingos Pellegrini é um dos maiores escritores brasileiros vivos, e também um dos raros no Brasil a viver da sua produção literária. Ganhador do Prêmio Jabuti em 1977 e em 2001, publicou pela Geração o romance Terra Vermelha, e pela Geraçãozinha os infantis No hospital de brinquedos, A história da gota d’água e A conversa das Letras. Autor profícuo, com mais de cinquenta títulos publicados, também participa de muitas coletâneas e antologias de contos, no Brasil e em países como Estados Unidos, México, Cuba, Alemanha, Itália, Chile, Dinamarca e França.

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A caneta e o anzol
Autor:  Domingos Pellegrini
Ilustrador: Rubem Filho
Gênero: Contos
Formato: 15,6×23
Págs: 191
ISBN: 9788581301013
Preço: R$ 26,00

Sinopse:
OS PEQUENOS PRAZERES DA VIDA EM 16 HISTÓRIAS DE PESCARIA Poucos escritores evocam com mais autenticidade a vida, os costumes e o modo coloquial de falar das pessoas do interior do que o consagrado autor paranaense Domingos Pellegrini, vencedor do Jabuti e diversos outros prêmios. Em 16 singelos contos ilustrados cujo tema predominante é a pescaria – sem nada de épico à semelhança de Moby Dick, mas com momentos de pura emoção que encontramos em O velho e o mar, de Hemingway –, Domingos nos convida, neste livro encantador, a descobrir os prazeres simples da vida no campo, do encontro com os amigos, das reuniões em família, das tranquilas excursões à cata de peixes, do inigualável espetáculo do pôr do sol sobre um rio, trazidos à superfície pelo seu talento literário e pela notável sensibilidade do artista Fernando Souza.

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Release: Antes de partir

antes

Antes de partir relata os maiores arrependimentos de dezessete pacientes terminais acompanhados pela cuidadora australiana Bronnie Ware  

A morte nos amedronta e ponto final. Mas dizem que o antídoto para ela é viver intensamente todos os dias, tendo a coragem de experenciar uma vida honesta com nós  mesmos. Este é o grande segredo do livro Antes de partir, que traz lições preciosas dos relatos de dezessete pacientes terminais, transformando a experiência daqueles que estão prestes a dar seu último suspiro num alento para todos nós.

A responsável por reunir essas histórias inspiradoras foi a australiana Bronnie Ware, que passou a trabalhar como cuidadora apenas para sobreviver, mas que, aos poucos, foi se apaixonando pela profissão, tendo a sensibilidade de aprender filosofia com os últimos suspiros de seus pacientes. “Cada casa era uma sala de aula diferente”, diz Bronnie em sua obra Antes de partir, cujo título original é The top five regrets of the dying: a life transformed by the dearly departing, algo como Os cinco maiores arrependimentos dos que estão morrendo: a vida transformada (revista) na hora da partida.

Antes de reunir as principais histórias num livro, Bronnie, que também é compositora de músicas populares na Austrália, publicou alguns relatos em seu blog, sempre trocando os nomes dos pacientes, para proteger a privacidade deles e dos familiares. A repercussão a assustou, pois recebeu a “visita” de mais de um milhão de internautas em pouco tempo. Ela estava no caminho certo, como prova este livro de grande sucesso. A autora afirma que embora seu livro fale abertamente sobre morte e arrependimentos, na verdade, ela quis mesmo falar sobre  vida, coragem e esperança.

A obra fica ainda mais interessante quando acompanhamos a trajetória da própria escritora em busca da felicidade, não antes de passar por pensamentos suicidas e uma forte depressão, justamente no momento em que estava prestes a colher os frutos de anos de trabalho. As vidas e as lições vão se entrelaçando. As lições da morte vão dando lugar à vida, a uma consciência maior sobre esta preciosidade que temos dificuldade de entender.

Baseada nos relatos de seus pacientes, Bronnie nos ensina, por exemplo, que ser quem somos exige muita coragem; que o valor verdadeiro não está no que possuímos; que o que importa é como vivemos as nossas vidas; que podemos fazer alguma diferença positiva; que a vida não nos deve nada, nós é que devemos a nós mesmos; que a gratidão por todos os dias ao longo do caminho é a chave para reconhecer e curtir a felicidade agora; que a culpa é tóxica; que a solidão não é a falta de pessoas, mas de compreensão e aceitação; que é possível inventar vidas e demolir prisões criadas por nós mesmos. Enfim, ao falar da morte, a escritora nos revela que a percepção do tempo limitado pode aumentar a nossa consciência pela vida e nos induzir a tratá-la como uma preciosidade, que, realmente, ela é.

Esta obra mostra que a morte é a nossa grande conselheira por uma vida melhor. Vamos ouvi-la com atenção, em vez de temê-la.

Sobre a autora
Bronnie Ware é escritora, cantora ecompositora australiana. Ficou conhecida através de seu blog pessoal, em que compartilhava as principais histórias e experiências de seus pacientes à beira da morte. Com o sucesso do blog, decidiu publicar o seu primeiro livro, Antes de partir. Seu site oficial é o http://www.bronnieware.com

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Antes de partir
Autora: Bronnie Ware
Tradutor: Chico Lopes
Gênero: Desenvolvimento Pessoal
Formato: 15,6x23cm
Páginas: 316
ISBN: 9788581301051
Preço: R$29,90
Editora: Jardim dos Livros
Sinopse:
Eis que, ao falar da morte, Bronnie Ware nos enche de vida nestas preciosas páginas. Sem a intenção de escrever um livro de autoajuda, ela acaba nos revelando lições imorredouras. E nos ensina que ser quem somos exige muita coragem; que o valor verdadeiro não está no que possuímos; que o que importa é como vivemos as nossas vidas; que podemos fazer alguma diferença positiva; que a vida não nos deve nada, nós é que devemos a nós mesmos; que a gratidão por todos os dias ao longo do caminho é a chave para reconhecer e curtir a felicidade agora; que a culpa é tóxica; que a solidão não é a falta de pessoas, mas de compreensão e aceitação; que é possível inventar vidas e demolir prisões criadas por nós mesmos. Enfim, ao falar da morte, baseada nos relatos de dezenas de pacientes terminais, a escritora nos revela que a percepção do tempo limitado pode aumentar a consciência que temos da vida, esta preciosidade indefinível. É perda de tempo tentar defini-la — o mundo é espelho, reflexo de nós mesmos.

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