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Alceu Valença apresenta livro “Lá sou amigo do rei” durante show em São Paulo

No último domingo (06/01), Alceu Valença fez show acústico no Sesc Pompeia, em São Paulo. Na ocasião, Valença recomendou a leitura da obra Lá sou amigo do rei, autobiografia do jornalista Carlos Marques, lançada pela Geração Editorial. Amigo de infância de Valença, Carlos Marques foi um dos responsáveis por levar o cantor a Paris, quando agenciou diversos artistas brasileiros durante a sua estadia na capital francesa. Essa e muitas outras histórias com personalidades mundiais podem ser conferidas em seu livro de memórias.

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Crédito imagens: Erika Neves

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Wolfang Sauer: um visionário a serviço do Brasil

Backlight Homem Volkswagen

Com prefácio de Delfim Netto e depoimento de Hans Donner,O homem Volkswagen merece ser lido por todos os executivos que não se conformam em ser meros burocratas

A Geração Editorial publica a biografia de um dos empresários mais ilustres que o Brasil já teve. Uma surpresa: trata-se de um alemão nascido em Stuttgard. Seu nome? Wolfgang Sauer, o homem que comandou a Volkswagen do Brasil por 17 anos, entre 1973 e 1990, como uma passagem anterior pela Bosch, onde também brilhou. Coube a ele, também, comandar a fusão temporária entre Ford e Volks, originando a então Autolatina, uma ousadia para a época.

Órfão de pai aos quatro anos, Sauer teve o incentivo da mãe para deixar a Alemanha do pós-guerra, para não sofrer as agruras da fome e do desemprego. Com 21 anos e apenas 5 marcos no bolso, deu o primeiro passo fora da terra natal, passando a trabalhar em Portugal e, depois, na Venezuela, como funcionário da Bosch, até chegar ao Brasil em 1961, com 31 anos.  E já chegou com fama de visionário, assumindo a diretoria comercial da empresa.  Na sequência, assumiu a presidência da Volkswagen do Brasil, acompanhando o ritmo imposto por Juscelino Kubitscheck, que impulsionou o país através da industrialização.

À frente da Volkswagen, Sauer não se contentou apenas em dirigir os negócios internos. E se pôs a desbravar mercados em todos os continentes, fazendo aumentar o número de funcionários no país, além de criar empregos em mais de 100 outros países, sem contar os empregos indiretos.  Com sua postura de estadista, conseguiu superar todos os obstáculos das décadas de 1970/1980, como o furioso sindicalismo, as altíssimas taxas de inflação, a burocracia brasileira e a morosidade legislativa. Era visto como o administrador mais poderoso do Brasil, dialogando com funcionários, autoridades e políticos.

Na segunda crise do petróleo (meados da década de 1980), realizou a proeza de exportar 180 mil Passats para o Iraque em plena guerra com o Irã, numa operação gigantesca, envolvendo uma logística invejável. Os veículos eram trocados por petróleo e vendidos à Petrobrás. A seguir, Sauer abriu uma fábrica na China, hoje uma poderosa produtora de veículos. O homem Volkswagen traz vários cases bem-sucedidos e alguns que geraram muita polêmica. Sauer ousava tanto que a direção mundial da Volkswagen ficava meio atônita.

A sua biografia traz lições para todos os empresários e executivos, assim como para os jovens que pretendem brilhar em suas carreiras, seja ela qual for. Escrita pelas mãos da talentosa Maria Lúcia Doretto, biógrafa de outro grande empresário, Abraham Kasisnky, de quem esteve ao lado por 29 anos como secretária-executiva. O livro Abraham Kasinsky – um gênio movido a paixão também foi lançado pela Geração e é sucesso em vendas até hoje.

Incansável, aos 84 anos Sauer pilota um dos maiores projetos industriais do Brasil: a primeira fábrica de semicondutores do País, a CBS, ao lado de Eike Batista. Com visão humanista, é um defensor da ética nos negócios e o empenho da palavra como algo a zelar.  Em edição especial de 15 de dezembro de 1999, a revista Exame publicou artigo sob o título Empreendedores – os visionários que construíram o capitalismo no Brasil e no mundo neste século (20). Sauer figurava entre eles.

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Livro transp - hvw copyO homem Volkswagen – 50 anos de Brasil
Autor: Wolfgang Sauer
Gênero: Biografia
Formato: 15,5 x 23 cm
Págs: 528 + caderno de fotos
Peso: 0,658kg
ISBN:9788581300962
Preço: R$ 58,00
Sinopse:
O homem dos mil adjetivos

“Se não funcionar, a sua cabeça será cortada”. Wolfgang Sauer, que presidiu a Volkswagen do Brasil por 17 anos (1973-1990), ouviu esta ameaça diversas vezes. Apesar de gozar da confi ança da empresa, chegava a assustar a direção mundial com a sua ousadia, apresentando projetos quase impossíveis, vislumbrando mercados inimagináveis. De ousadia em ousadia, elevou à enésima potência a arte de ser empresário.
Nunca quis ser um burocrata, daqueles que fazem apenas o trivial. Ah se o Brasil tivesse mais homens como ele! Para Sauer, viver é fazer do impossível a arte do possível. Trabalhava como se fosse dono da empresa, sempre procurando ampliar os negócios e o número de empregos. Por isso, é o empresário que recebeu e ainda recebe o maior número de elogios: estadista, personalidade marcante, estrategista de primeira linha, firme sem ser autoritário, grande conciliador de conflitos, grande condutor de pessoas, simples e sincero, máquina de desmontar difi culdades,
visionário, pioneiro e tantos outros elogios de fazer inveja a qualquer mortal comum.
Falar bem de Sauer é redundância. Suas obras falam muito mais alto. Este livro é um guia enciclopédico para todo ser humano, principalmente para quem está à frente de qualquer empreendimento, seja pessoal ou empresarial. Sauer prova que o exemplo é o melhor professor do mundo. Como Midas, rei da Frígia, onde ele toca vira ouro. Mas com muito trabalho e competência. Dá até inveja.

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Release: Gandhi – Ambição Nua

O HOMEM POR TRÁS DO MAHATMA

Geração lança a polêmica biografia que desnuda a vida e obra do grande líder espiritual e político do século XX,Gandhi

Principais pontos do livro:
– A mudança radical da sua imagem de dândi londrino para a de um sábio seminu;
– O modo impiedoso como sacrificou a sua família em nome de seus princípios;
– O controle rigoroso que exercia sobre a vida sexual de seus seguidores;
– Sua escolha por uma guerracivil na Índia em vez de aceitar uma paz mediada pelos britânicos;
– Suas experiênciassexuais com as esposas deseus seguidores e com as suas sobrinhas-netas;
– Sua inconsistência — a verdade era o que ele dizia que era.

A Geração Editorial tem o privilégio de lançar o livro Gandhi: ambição nua, do consagrado biógrafo e historiador inglês Jad Adams. Em seu livro, Adams explora todos os âmbitos da vida de Gandhi, focando na vida política, social, espiritual, familiar e sexual do líder indiano. Em seu livro, Adams afirma que a busca pela santidade não está imune a falhas. Tudo isso utilizando material inédito, tornado disponível apenas recentemente, incluindo o relato mais explícito já feito dos experimentos sexuais do Mahatma com as esposas dos seus seguidores e com as suas sobrinhas-netas adolescentes. Uma narração primorosa, elegante e concisa sobre um dos principais personagens do século XX.

Grande líderpolítico e espiritualdo movimentode independência da Índia, pioneiro da resistência não violentaconseguida através do estímulo dadesobediênciacivil em massa, reverenciadona Índia como”pai danação”, Mohandas K.Gandhiinspirou movimentosde direitos civise de liberdade políticaao redor do mundo. Sua figura ficou conhecida como um líder político e espiritual, com ações que marcaram a humanidade e se tornaram exemplos para gerações.

Sua mensagem de paz e amor, seus atos revolucionários pacifistas e sua ideologia são propagados no mundo até os dias atuais. Mas, por trás dos holofotes, quem de fato foi o grande líder indiano? No ponto de vista público ele era um santo, mas quando analisado no âmbito privado pode ser classificado com verdadeiro tirano.

Esta nova e controversa biografia revela o homem por trás do Mahatma e expõea ambição ardente de Gandhi, sem incorrer na apologia das demais obras sobre o libertador da Índia, mas também sem questionar a santidade pessoal do grande apóstolo da não violência. Jad Adams nos mostra as múltiplas facetas de Gandhi: sua surpreendente autodeterminação; o empenho incansável com que recriou sua própria imagem, de um dândi londrino a um sábio seminu; o modo impiedoso e até cruel com que sacrificou a sua família em nome dos seus princípios; e o seu papel na tragédia sangrenta da partição da Índia.

 Ao delinear a carreira de Gandhi, o autor explora as muitas contradições deste homem extremamente complexo: um pacifista obstinado, mas cujo tratamento dispensado à sua esposa e filhos chegava aos limiares da crueldade; um abnegado asceta que pregava as virtudes da castidade no casamento e, no entanto, vivenciava um alto grau de contato íntimo feminino; um político radical cuja resistência ao racismo e apreciação dos valores de todas as religiões demonstram uma tendência moderna, mas cuja visão da Índia era a de uma pequena nação quase medieval, sustentada pela agricultura, fiação e tecelagem.

Gandhi – Ambição nua apresenta as realizações, a filosofia e o legado — tanto político quanto espiritual — de um homem cuja vida realmente mudou o mundo.

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Gandhi – Ambição nua
Autor:
Jad Adams
Tradutor: Fulvio Lubisco
Gênero:  Biografia
Formato: 15,3 x 23 cm
Págs: 464
ISBN: 9788581300672
Preço: R$ 39,90
Sinopse:
Ao delinear a carreira de Gandhi, o historiador inglês Jad Adams aborda as muitas contradições desse homem complexo: um convicto pacifista cujo tratamento da sua esposa e filhos beirava a crueldade; um asceta abnegado que pregava as virtudes da castidade no casamento, mas experimentou um grau elevado de contato físico intimo com mulheres; um político radical cuja resistência ao racismo e reconhecimento do valor de todas as religiões soa extremamente moderno, porem cuja visão da Índia era a de um vilarejo medieval.

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As memórias fantásticas de um jornalista, no Diário do Nordeste

 

Leia o artigo sobre o livro “Lá sou amigo do rei”, do jornalista Carlos Marques, no Caderno Ler, publicado pelo Diário do Nordeste.



Fonte: Diário do Nordeste

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“Lá sou amigo do rei” é destaque na coluna de Cláudio Humberto

 

O lançamento de “Lá sou amigo do rei”, do jornalista Carlos Marques, é destaque na programação deste sábado, 18/08, da 22ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo. Um dos mais respeitados colunistas do Brasil apontou o  livro como “um dos melhores lançamentos editoriais do ano”.

 

Confira na íntegra:



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Lá sou amigo do rei
Autor
: Carlos Marques
Gênero: Biografia
Formato: 15,6 x 23 cm
Págs: 264 + cad. de fotos
Peso: 573g
ISBN: 9788581300214
R$ 39,90
Sinopse:

As fantásticas histórias de um repórter aventureiro, que enfrentou a ditadura militar, foi torturado no Brasil e na Argentina, clandestino em Paris, amigo de celebridades como Salvador Dalí, Jean Genet, Pelé, Khrisnamurti e João Paulo II, cineasta, músico, especialista em discos voadores, apóstolo predestinado do Santo Daime, embaixador da Unesco por acidente, e voltou ao país como partiu: quase anônimo e sem um tostão.

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Lançamento: Lá sou amigo do rei, de Carlos Marques


MEMÓRIAS DE UM FORREST GUMP ÀS AVESSAS

Geração lança as memórias do repórter Carlos Marques, que vivenciou alguns dos acontecimentos, e conheceu algumas das personalidades, mais marcantes do século XX

Você já ouviu falar em Carlos Marques? Pois você não é o único: quase ninguém ouviu falar dele. E, no entanto, ele esteve envolvido com alguns dos acontecimentos mais marcantes do século XX, no Brasil e no mundo, e foi amigo de celebridades como Salvador Dalí, Jean Genet, Pelé, Fidel Castro, Khrisnamurti, João Paulo II e Dilma Rousseff, entre muitas outras.

A vida de Carlos Marques lembra muito a de um personagem de romance picaresco. Depois de uma infância paupérrima em Jaboatão dos Guararapes, PE, onde brincava com os ossinhos dos irmãos mortos enterrados no jardim, Carlos torna-se repórter graças à influência do poeta Ascenso Ferreira, envolve-se com movimentos sociais e acaba discípulo do educador Paulo Freire. Quando sobrevém o Golpe de 64, Carlos é preso e torturado por causa de sua associação com Freire; posteriormente é obrigado a fugir do Brasil e exilar-se em Paris. De repórter da revista Manchete tornou-se cineasta, com um filme premiado no Festival de Veneza, e compositor. Este volume traz como brinde um CD com 17 das composições desse homem polivalente. Além de difundir o Santo Daime entre a classe artística brasileira, Carlos teve ainda fama de especialista em discos voadores, foi prisioneiro político também na Argentina e chegou a embaixador da Unesco por mero acidente. No entanto, ao contrário de Forrest Gump, um idiota que ficou milionário e famoso, Carlos Marques, um sujeito muito esperto, voltou ao país como partiu: desconhecido e sem um tostão.

“E aos que perguntarem se é verdade tudo o que contei, darei a resposta de Marco Polo, quando questionado se todas as coisas extraordinárias e maravilhosas escritas no seu livro As viagens ocorreram mesmo: ‘Eu não contei nem a metade de tudo o que vi’.”  Carlos Marques

O livro acompanha um CD com 17 músicas compostas por Carlos Marques, com voz de Veronique e arranjos e violões de Luiz de Aquino. Créditos de Discos Arlequim / Genesis Music.

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Lá sou amigo do rei
Autor: Carlos Marques
Gênero: Biografia
Formato: 15,6 x 23 cm
Págs: 264 + cad. de fotos
Peso: 573g
ISBN: 9788581300214
R$ 39,90
Sinopse:

As fantásticas histórias de um repórter aventureiro, que enfrentou a ditadura militar, foi torturado no Brasil e na Argentina, clandestino em Paris, amigo de celebridades como Salvador Dalí, Jean Genet, Pelé, Khrisnamurti e João Paulo II, cineasta, músico, especialista em discos voadores, apóstolo predestinado do Santo Daime, embaixador da Unesco por acidente, e voltou ao país como partiu: quase anônimo e sem um tostão.

Alguém muito importante, não direi quem, disse a Carlos que este seu livro devia ser adotado no Itamaraty, para que os diplomatas pudessem exercer com mais competência as suas funções. Eu digo mais: este livro tem que ser lido por qualquer um e por todos, pois trata-se de uma extraordinária lição de vida. A história de alguém que, por muito amar a vida, viveu-a plenamente, sem se dar conta do que fazia — história, simplesmente. E que história!  LUIZ FERNANDO EMEDIATO

Clara, para mim, era a sua qualidade de repórter-furão. Ele poderia ter sido um desses repórteres que fazem o folclore do gênero. Difratava-se, porém, que nem bolinha de mercúrio, garantido pela talentosa vocação de factotum, que reconhece como sua.  MUNIZ SODRÉ

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O sol que revela o mundo

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Vida de celebridades é retratada em livros e filmes

http://www.correiodopovo.com.br/ArteAgenda/?Noticia=436750

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Autor da biografia de Hitler, segunda-feira 21/05, no Programa do Jô

Sobre o livro:

Hitler: Retrato de uma tirania
Autor: Fernando Jorge
Formato: 15,5 x 22,5 cm.
Páginas: 328
ISBN: 978-85-61501-70-9
Código de barras: 978-85-61501-70-9
Sinopse:
O Artífice da Destruição: Nesta biografia equilibrada e imparcial de Adolf Hitler. Fernando Jorge, consagrado biógrafo de Aleijadinho, Santos Drumont e Paulo Setúbal, reconstitui a trajetória do Füher em toda a sua dimensão monstruosa e também humana, desde a pobreza na sua Áustria natal, a tentativa frustrada de se tornar pintor, seu relacionamento como o pangermanismo e o antissemitismo da época, até sua ascensão ao poder supremo na Alemanha, causando a Segunda Guerra Mundial, cujo saldo foi de milhões de mortos e uma destruição sem recendentes que só teve fim com o suicídio dele numa casamata sob as ruínas de Berlim. Buscando nas deformidades do caráter do ditador a verdadeira origem da selvageria nazista, o autor nos deleita com a beleza de sua prosa e com a abrangência de sua erudição, tintas multicoloridas com que pintou  este retrato fidedigno e irretocável da pior tirania da História.

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Biografia de Getúlio Vargas, em livro de Richard Bourne

Por Andre Araujo –

A Esfinge dos Pampas

GETULIO VARGAS – A ESFINGE DOS PAMPAS,  por  Richard Bourne – Geração Editorial – Abril de 2012 – 313 paginas – Bourne é um respeitado professor da Universidade de Londres, especialista em temas latino-americanos e já fez uma biografia de Lula. Este novo  lançamento é uma visão moderna, abrangente  e  interpretativa do grande estadista brasileiro do Seculo XX., um personagem que marca definitivamente o Brasil moderno.

Não existem muitas  biografias  escritas sobre Getulio Vargas. Um historiador estrangeiro tem o olhar de fora que muitas vezes os naturais do Pais não conseguem ter e pode exercitar a historia comparativa e inserida em um campo global, o Brasil como parte da História mundial.

Não há espaço aqui para uma analise de todo o livro mas a obra trata em dois capítulos de um dos episódios mais intrigantes e menos conhecidas da biografia de Vargas. Trata-se da queda do ditador em outubro de 1945, pouco mais de um mês antes das eleições gerais marcadas para 2 de dezembro do mesmo ano. Porque Vargas foi derrubado pelas Forças Armadas, de forma até certo ponto humilhante, ele sendo um ditador de longo período, o mais poderoso na historia moderna do Brasil? Como explicar sua saída pela porta dos fundos do Poder?

….

Bourne compõe um enredo de coerente credibilidade e vai  desde as causas visíveis e imediatas para chegar às razões profundas e menos conhecidas. Os pontos centrais  dessa observação de longo alcance e formulada a partir das grandes variáveis da realidade:

1. Vargas de fato nunca controlou, como um ditador, as Forças Armadas. Contou  com a colaboração do Exercito para implantar o Estado Novo em 1937, mas  o mesmo Exercito foi  lento em defende-lo da  perigosa  investida integralista em 1938, uma atitude que não passou despercebida a Vargas e sempre foi um mistério histórico.

2.  Com a esmagadora vitoria dos aliados em Maio de 1945 o vento mudou no mundo, o Brasil apoiou e colaborou com o campo anglo-americano  mas o Estado Novo era uma clonagem do Estado fascista de Mussolini e apesar de apoiado pelos militares, a conta do Estado Novo seria paga integralmente pelo ditador, para que as Forças Armadas livrassem  sua  responsabilidade  perante a nova ordem mundial, baseada na Carta das Nações Unidas e na legitimação da Democracia no mundo ocidental como a forma de governo aceitável para os grandes países.

3. Quando marcou as eleições gerais, para Presidente e depois para Governadores para a mesma  data, 2 de dezembro, antecipando  a de governadores  que anteriormente estavam  marcadas para Maio de 1946, havia cada vez maior desconfiança nas Forças Armadas que Vargas repetiria o golpe de 1937, quando também marcou  eleições e depois  as  cancelou.   Essas desconfianças aumentaram muito de grau quando Vargas nomeou seu irmão Beijo Vargas, de má reputação e perfil nitidamente autoritário, para Chefe de Policia.  A nomeação de Beijo funcionou como gatilho para os que acreditavam em um novo golpe. Os generais exigiram que Vargas tornasse sem efeito a nomeação de Beijo, o que foi considerado por Vargas como sua deposição.

4. O homem chave para a deposição de Vargas foi o General Gois Monteiro, Ministro da Guerra que substituiu o General Dutra, em campanha para a Presidencia da Republica.

Gois tinha grande ascendência sobre a cúpula do Exercito, foi companheiro de Getulio e também peça chave da Revolução de 30 e do esmagamento da revolta paulista em 1932. Os dois candidatos à Presidencia eram militares, o Brigadeiro Eduardo Gomes e Dutra, o que diminuía consideravelmente a margem de manobra de Vargas para  um eventual cancelamento das eleições.

Mas havia um fator externo importante para o qual Bourne chama nossa atenção. Enquanto se desenrolavam os acontecimentos no Brasil, na Argentina o ex-Secretario do Trabalho, Coronel Juan Domingo Peron, deposto do cargo e preso pelos militares, era libertado por um movimento de massas, recolocado no cargo e tornava-se o político mais forte da Argentina.    Esse episodio influenciou os dois lados no Brasil, Vargas pensou em um movimento de massas para permanecer no poder e os militares desconfiavam que Vargas poderia tentar isso, repetindo o golpe branco argentino.

Outro fator importante foi a influencia das ideias democráticas captada pelos oficiais brasileiros que participaram da campanha da Italia a  partir do convívio com os generais americanos aos quais estavam subordinados. Os soldados brasileiros estavam lutando na Italia contra um Estado  parecido com o que Vargas montou e chefiava no Brasil, o que parecia uma contradição e influenciou a oficialidade que retornaria  pouco antes das eleições.

A analise de Bourne é bem mais complexa e nuançada  do que aqui relatei.  O ponto mais importante entre todos e que esta muito bem delineado é que Vargas não tinha e nunca teve o real comando das Forças Armadas, a relação era de aliança e não de subordinação, desfeita a aliança termina o poder de Vargas e ele se retira da cena sem resistência, exilando-se em São Borja  de onde não deveria sair.

Quem comunica a Vargas no Catete que sua missão terminou e que deveria sair de cena foi o General  Cordeiro de Farias, que teria um papel também marcante nos acontecimentos de 1964.

O livro tem excelentes fotos, inclusive uma que nunca tinha visto antes, de Ernesto Geisel ao lado de Vargas no Catete e outra foto impactante de Vargas com o General Gois Monteiro, imponente em trajes civis , foto de 1938.

Uma biografia imperdível, ousada e moderna, que traça um perfil pessoal de Vargas.

Um enredo para conhecer melhor essa fascinante personalidade que explica muito o Brasil de hoje.

Por Luis Nassif – http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/biografia-de-getulio-vargas-em-livro-de-richard-bourne

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