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Carlos Giannazi: Já selecionei trechos do Privataria Tucana que vou ler para o Serra



Carlos Giannazi: Já selecionei trechos do Privataria Tucana que vou ler para o Serra

publicado em 15 de julho de 2012 às 21:58

por Luiz Carlos Azenha

Carlos Giannazi, candidato do PSOL à Prefeitura de São Paulo, pretende causar sensação nos debates apontando as contradições que envolvem seus adversários.

Professor, ele cumpriu dois mandatos de vereador e está no segundo mandato de deputado estadual, para o qual foi eleito em 2010 com cerca de 100 mil votos.

Por ter se dedicado especialmente às questões da educação pública, parece à vontade para debater com o candidato do PT, Fernando Haddad, ex-ministro da área nos governos Lula e Dilma, por seis anos.

“Ele [Haddad] se apresenta como um homem novo para um novo tempo, mas como ser novo com o Paulo Maluf, como ser novo com financiamento de campanha de empreiteiras, de construtoras, que tem provocado grande especulação imobiliária que o próprio PT critica”, diz.

Além disso, ele foca o que qualifica de “triste herança” deixada por Haddad dos tempos em que serviu como chefe de gabinete de João Sayad, secretário das Finanças no governo municipal petista de Marta Suplicy [2001-2005]. O candidato petista teria sido, segundo Giannazi, mentor intelectual do aumento de taxas e impostos, como a taxa do lixo, a taxa de luz, o ISS para pequenos profissionais liberais e a taxa de fiscalização que afetou pequenos comerciantes.

Gianazzi também critica Haddad pelo fato de que a educação pública “continua muito mal” depois da passagem do petista pelo Ministério da Educação.

Dentre outros pecados, Haddad teria dado continuidade a um processo de expansão da educação superior “precarizado”, envolvendo inclusive universidades privadas que, na avaliação de Gianazzi, prestam um péssimo serviço aos estudantes.

Mas, quando se trata do tucano José Serra, Giannazi diz que as contradições “são piores ainda”.

Ele acusa Serra de “destruir” o magistério estadual com a Lei 1093, que criou a quarentena dos professores contratados. Depois de um ano de contrato, a lei exige que eles passem pelo menos 200 dias afastados antes de voltar à sala de aula. A consequência disso, segundo Giannazi, é a falta de professores na rede, o que prejudica os estudantes. O candidato do PSOL quer perguntar a Serra se ele fará o mesmo com o magistério municipal, caso seja eleito.

Também pretende perguntar a Serra sobre “a farra dos pedágios”, a privatização da Nossa Caixa, os problemas no Metrô e na Fundação para o Desenvolvimento da Educação (FDE).

“Vou levar o livro da Privataria Tucana e vou ler trechos do livro que eu já selecionei, para que ele explique”, afirma o candidato.

Giannazi quer que Serra explique “o envolvimento da família dele” na abertura de contas bancárias em paraísos fiscais. “Ele vai ter de explicar, porque [o livro] tem cópias de documentos, de juntas comerciais, do Ministério Público, da Justiça. Até agora ele só falou que o livro é um lixo, mas não vou falar do livro, vou falar dos documentos”, declarou o candidato do PSOL.

Confira a entrevista no blog Via Mundo.

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Brasil de fato – Edição Especial Privataria Tucana




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Folha de S.Paulo: Crise expõe racha na Biblioteca Nacional

Leia a resenha que mexeu com os tucanos – “O jornalismo não morreu” do jornalista Celso de Castro Barbosa:
http://bloggeracaoeditorial.com/2012/01/30/o-jornalismo-nao-morreu/

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Carta Capital: O PSDB e a leveza do paquiderme

Fonte: Carta Capital
Por Gianni Carta – 02/04/2012


A cúpula do PSDB, ao lidar com jornalistas que criticam seus integrantes e legenda, age com a leveza de um paquiderme. Deixa pegadas por onde passa na sua tentativa de forçar repórteres a se retratarem – no caso de CartaCapital esforço vão. Foi o que fez Adriana Vasconcelos, coordenadora de Comunicação Social da Executiva Nacional do PSDB, em conversa telefônica na sexta-feira 30 com Gabriel Bonis, jornalista de CartaCapital.

Vasconcelos ligou acelerada e a falar em tom alto para reclamar de artigo publicado pelo website do semanário intitulado “Resenha de A Privataria Tucana causa demissão de jornalistas da Revista de História da Biblioteca Nacional”. Em poucos termos, Bonis aprofundou uma nota do jornalista Elio Gaspari, no qual o colunista conta como uma resenha de autoria de Celso de Castro Barbosa favorável ao livro de Amaury Jr. sobre as falcatruas do PSDB deixou “possessos” os líderes da legenda. Em seguida, Barbosa e o editor-chefe da publicação, Luciano Figueiredo, foram demitidos.

A lógica de Vasconcelos, repetida em carta para a direção de CartaCapital após a escaramuça telefônica com Bonis, é a seguinte: o “jovem repórter” (ela cisma em associar sua juventude a uma suposta falta de experiência ao longo do texto) teria sugerido que o deputado Sérgio Guerra, presidente do PSDB, “pediu a cabeça” dos jornalistas. E, “segundo as regras da ética do bom jornalismo” o “jovem” deveria ter ouvido a direção nacional do PSDB antes de publicar sua matéria.

Pequeno e crucial detalhe: em momento algum Bonis sugere que Guerra teria, como enfatizou Vasconcelos, “pedido a cabeça” dos jornalistas da Revista de História. O jornalista simplesmente relata o que constava na mídia, e inclusive no website do PSDB.

A cúpula do PSDB não acha esquisito dois jornalistas serem demitidos após a legenda ter colocado pressão na Revista de História?

O PSDB, vale exprimir, considera a Revista de História como uma publicação governamental. E pelo fato de receber verba da Petrobrás deveria se manter isenta de questões políticas. Vasconcelos, de fato, defendeu essa tese no entrevero com Bonis. No entanto, a publicação é da Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional (Sabin,) que, embora seja uma sociedade sem fins lucrativos, cobra taxas de associação anuais a variar de um salário mínimo a mais de 20 mil reais. A Sociedade é composta inclusive por bancos como o Bradesco e o Itaú. Além disso, a Revista de História é vendida em bancas e por assinatura, logo tem fins comerciais.

Por meio de uma nota, o presidente da Sabin, Jean-Louis Lacerda Soares, afirmou que “não interfere no conteúdo editorial da revista”. E emendou: “A atribuição relacionada ao conteúdo é do Conselho Editorial”. Em suma, Barbosa tem o direito de opinar sobre A Privataria Tucana na Revista de História. Deveria.

A Petrobrás anuncia, aliás, em várias publicações e mesmo assim todas elas têm a liberdade de criticar o PSDB. Isso, claro, acontece pouco, para não dizer nunca, visto que a vasta maioria desses periódicos têm tangíveis pendores tucanos.

Por exemplo, Luciano Figueiredo, o editor-chefe da Revista de História, portou-se de forma nebulosa. Em entrevista para CartaCapital, Barbosa contou que Figueiredo “concordou com quase tudo que eu havia escrito”.

No entanto, tudo leva a crer que houve pressão para levá-lo a mudar de ideia. Guerra enviou uma carta de protesto a Figueiredo, e outra à ministra da Cultura, Anna de Hollanda. Consta que Gustavo Franco, ex-presidente do Banco Central no governo de FHC, teria sido um dos mais ativos mobilizadores na campanha contra a resenha de A Privataria Tucana.

Resultado: Figueiredo escreveu nota, assinada pelo presidente da Sabin, na qual diz que o texto do jornalista não havia sido revisado pelos editores da publicação e se desculpa com os possíveis ofendidos. Em seguida demitiu Barbosa, e, ironia das ironias, foi dispensado pela Sabin por “razões administrativas”.

Por sua vez, o PSDB reagiu na sexta através da seguinte nota: “A própria Revista de História da Biblioteca Nacional constatou um erro ao publicar o artigo”.

Mas que erro cometeu Barbosa?

Vasconcelos teve a bondade de nos presentear com uma nota redigida, em 28 de março, por Sérgio Guerra. O deputado nega interferência nas demissões. E escreve: “O PSDB tem todo o direito de protestar contra a resenha do livro “A Privataria Tucana” pela “Revista História”, da Sociedade de Amigos da Biblioteca Nacional. Terá também todo o direito de ir à Justiça”.

E Barbosa não tem direito de protestar contra os protestos tucanos?

Pressão por parte da legenda houve. Na conversa telefônica com Bonis, de fato, Vasconcelos não negou que o PSDB fez pressão, embora não tenha pedido cabeças. Houve as cartas para Figueiredo e para a ministra Anna de Hollanda.

E houve o telefonema para Bonis.

Vasconcelos diz na carta (mais uma) endereçada para CartaCapital que o jornalista da revista ficou “irritado”. Foi Bonis, aliás, quem a incentivou a enviar a carta. Este que escreve estava ao lado de Bonis durante a contenda telefônica. Ele é um jornalista calmo, prolífico e um dos mais talentosos que temos. Continuou calmo, mas foi duro quando a coordenadora tucana começou a repetir, ininterruptamente e aos berros, que ele não havia falado com o Guerra. Bonis então disse que se a coordenadora não o deixasse se exprimir seria obrigado a desligar.

Vasconcelos continuou a gritar que ele não tinha procurado Guerra e desligou o telefone na cara do jornalista. Disse que vai “estudar a possibilidade de um processo”.

http://www.cartacapital.com.br/politica/o-psdb-e-a-leveza-do-paquiderme/

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Informe JB – Jornalista é demitido por comentar a “Privataria Tucana”

Clique aqui e confira a resenha.

Fonte: Jornal do Brasil – http://www.jb.com.br/informe-jb/noticias/2012/03/29/jornalista-e-demitido-por-comentar-a-privataria-tucana/

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Privataria tucana é debatida no país


Por: Redação da Rede Brasil Atual

Com criação prevista para a segunda quinzena de março, a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara para apurar irregularidades ocorridas durante os processos de privatizações do governo Fernando Henrique Cardoso terá como subsídio os debates realizados pela sociedade desde que foi lançado, em dezembro, um livro contando os bastidores destas operações.

“A privataria tucana”, do jornalista Amaury Ribeiro Jr., será discutido em novo evento, desta vez em Osasco, na região metropolitana de São Paulo. Rompendo o cerco criado pela mídia tradicional em torno do trabalho, os debates têm dado vazão às impressões da sociedade em torno do assunto. E ajudado a ampliar a rede de conhecimento sobre a investigação.

A mesa que coordenará os debates terá, além de Ribeiro Jr., o coordenador da macro-região do PT em Osasco, Valdir Pereira Roque, além de Aparecido Luiz da Silva (o Cidão), secretário de Comunicação do PT no estado de São Paulo, do jornalista e blogueiro Altamiro Borges, Claudio Motta Jr. (jornalista da Rede Identidade) e do diretor-geral da Rede Brasil Atual, Paulo Salvador.

O livro-reportagem de Ribeiro Jr. mostra uma rede de lavagem de dinheiro e de pagamento de propinas envolvendo figuras do alto escalão do PSDB e personagens próximos ao então ex-ministro do Planejamento, José Serra, ex-governador de São Paulo e agora pré-candidato à prefeitura da capital paulista. Entre os mais vendidos dos últimos meses, o livro motivou o deputado Protógenes Queiroz (PCdoB-SP) a apresentar o pedido de criação de CPI para dar sequência à apuração.

Serviço:
Quarta-feira, 21 de março, às 19h.
Debate sobre “A Privataria Tucana”, com o autor, jornalista Amaury Ribeiro Jr.
Subsede Regional do Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região
Rua Presidente Castelo Branco, 150,
Centro – Osasco – SP

Mais informações: Blog do Miro

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Lançamento da Privataria Tucana em Osasco

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