Arquivo da tag: literatura

Branca de Neve agora em versão gótica

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Pra onde vão os brinquedos quebrados?

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Aqui, os livros viram arquitetura



Artista suíço cria instalações que complementam arquitetura de uma igreja com livros descartados. Tem colunas, vitrais e até uma porta em arco, preenchida com obras que parecem flutuar

Por Casa e Jardim Online



A feira anual de livros usados é um dos atrativos de um charmoso vilarejo chamado Romainmôtier, na Suíça. O evento, hospedado na antiga igreja da cidade, passou a se destacar ainda mais desde 2005, quando o artista local Jan Reymond passou a criar instalações com as obras que sobravam. Uma delas preenche um dos arcos da construção, que ainda guarda características do Império Romano, com livros que parecem suspensos no ar. Na verdade, eles estão presos por fios de náilon transparentes.



Outro exemplo dos trabalhos assinados por Reymond são as pilhas de publicações que imitam o formato de uma coluna de sustentação para as portas da igreja. Com o mesmo material, o artista também já simulou paredes inteiras, com direito a vitrais de mentirinha, formado por livros e negativos de fotos descartados. A feira acontece sempre no mês de setembro. Nas fotos, você confere algumas das instalações do artista, que também tem um ateliê onde os móveis são todos feitos de livros. As imagens foram divulgadas no Flickr do fotógrafo Tim Tom.

 

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Mercado editorial brasileiro cresce pouco e preço do livro diminui

 
Por Maria Fernanda Rodrigues

Novos números mostram valores irrisórios do e-book e crescimento do segmento de livros técnicos

Estimado em R$ 4,8 bilhões, o mercado editorial brasileiro está produzindo mais e imprimindo mais. Em termos de faturamento, no entanto, o crescimento de 2011 comparado ao de 2010 foi mínimo, de apenas 0,81% – já descontada a inflação e somadas as vendas das editoras para livrarias e leitor final e também para o Governo. Se excluídas dessa conta as expressivas compras do Governo, sobretudo o Federal, que sustentam muitas editoras, o que se registrou, no último ano, foi queda real de 3,27%. As informações são da pesquisa Produção e Vendas do Setor Editorial Brasileiro 2011, revelada nesta quarta-feira, 11, em São Paulo.

Feita pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe) por encomenda da Câmara Brasileira do Livro (CBL) e Sindicato Nacional de Editores (Snel), a pesquisa ouviu 178 editoras, uma amostra considerada por Leda Paulani, da Fipe, como suficiente estatisticamente. São cerca de 500 as editoras ativas no País.

Para Karine Pansa, presidente da CBL, 2011 foi um ano ruim para todos os setores da economia se comparado ao anterior. “Livro não é produto de primeira necessidade, como o arroz e o feijão, e vai ser o primeiro item a deixar de ser comprado.” Mas ela ressalta que o mercado está seguro. “Estamos vivendo um momento de estabilidade com tranquilidade por saber que o mercado está estruturado para se manter mesmo em momentos difíceis”, comenta Pansa.

E está sendo um momento difícil especialmente para o segmento de obras gerais, que registrou queda de 11,07% no faturamento – caindo de pouco mais de R$ 1 bilhão em 2010 para R$ 903 milhões em 2011. Essa queda tem sido contínua. Em 2010, o faturamento já tinha ficado 6,38% menor do que o do ano anterior.

Também ganhou-se menos dinheiro com os livros religiosos – R$ 464 milhões em 2011 contra R$ 494 milhões em 2010. Aqui, vale lembrar que a edição anterior da pesquisa mostrava que o setor era o que mais crescia. Se agora a queda é de 6%, em 2010 o crescimento foi de 24%.

Quem cresceu mesmo em 2011 foi o segmento de livros científicos, técnicos e profissionais (CTP). Ele faturou R$ 910 milhões contra os R$ 739 milhões de 2010. O aumento, de 23,10%, pode ser relacionado ao boom da educação superior, expresso no aumento de estudantes universitários e numa maior demanda por livros técnicos, apontou Leda.

Os didáticos ainda são responsáveis pela maior fatia deste mercado e o setor teve um crescimento de 7,87% em relação a 2010, quando o faturamento foi de R$ 1,1 bilhão. O setor fechou 2011 com R$ 1,18 bilhão.

Produção. Foram produzidos, no total, 58.192 títulos em 2011 – em 2010 o número era 54.754. Desse total, 20.405 foram feitos em primeira edição e 37.787 se referem a reimpressões; 4.686 são títulos traduzidos e 53.506 de autores brasileiros. Em exemplares produzidos, o número foi parecido: 492.579.094 (2010) e 499.796.286 (2011).

Outro dado que chama a atenção refere-se às tiragens das obras em primeira edição, que ficaram 33,39% menores em 2011, totalizando 90.112.709 exemplares impressos. A Fipe diz que uma mudança na nomenclatura da questão na pesquisa pode ter influenciado na conta, mas há outros fatores.

Para Karine Pansa, existe hoje a necessidade de ter mais e mais títulos em primeira edição para garantir maior espaço de exposição nas livrarias. Sonia Jardim, presidente do Snel, concorda: “Com a competição, a estratégia das editoras muda. Elas ampliam a oferta de lançamentos e diminuem a tiragem, e rezam para alguma coisa funcionar. Se funciona, você entra então na reimpressão.” Foram reimpressos 409.683.577 exemplares, 14,66% a mais do que no ano passado.

Venda. Dos R$ 4,8 bilhões que o mercado editorial fatura, R$ 3,4 bilhões são de venda para livrarias e outros canais de distribuição e R$ 1,3 bilhão para o Governo – e esse valor depende sempre dos programas de compra vigentes naquele ano.

As livrarias ainda são o lugar preferido dos brasileiros para comprar livros. Elas são responsáveis por 44% dos exemplares vendidos e por 60% do que se fatura com livro no País. Em termos de faturamento, aparecem na sequência distribuidores (20,5%), porta a porta (4,97%), escolas (2,8%), igrejas e templos (1,74%). Supermercado, banca de jornal e internet são alguns dos outros canais de venda.

O segmento de venda porta a porta, que tinha 16,6% do mercado em 2009 em número de exemplares comercializados, saltou para 21,6% em 2010 e fechou 2011 com 9,07%. A crise da Avon, responsável por boa parte dessas vendas, e o aumento da participação de igrejas e templos na venda de livros (4,03% em 2011 contra 1,47% em 2010) podem ter sido alguns dos fatores deste desempenho. O faturamento desse canal, apesar de menor que os outros, também teve um bom crescimento – de R$ 18 milhões em 2010 para R$ 60 milhões no ano passado.

Foram vendidos, em 2011, 469.468.841 exemplares – dos quais 283.984.382 para o mercado e 185.484.459 para o Governo.

Preço. O livro está ligeiramente mais barato e hoje custa, em média, R$ 12,15. Em 2010, o valor era R$ 12,94. O valor pago pelo governo, no entanto, ficou em R$ 7,48. Esses números não são comparáveis, já que por comprarem em quantidades altíssimas, os órgãos responsáveis por essas negociações fazem o preço. Por outro lado, esse valor mais baixo do livro para o consumidor final pode estar relacionado ao aumento da oferta de obras mais econômicas, como as em formato de bolso.

O preço do livro tem ficado mais barato a cada ano e o setor se preocupa. “A competição entre as editoras é alta e chega uma hora que isso tem que ter um limite. Olhamos com preocupação para o futuro. Quando vemos que o crescimento está abaixo da inflação e do PIB temos que estar atentos. Daqui a pouco vamos pagar para comprarem nossos livros e isso é impossível”, diz Sonia Jardim.

Digital. Pela primeira vez, a pesquisa da Fipe incluiu os e-books. “Estamos na fase de investimento. Como o número é pequeno, qualquer crescimento é geométrico, mas o número é inexpressivo”, comenta Sonia. Foram vendidos, no total, 5.235 itens digitais – de arquivos em PDF a aplicativos. O faturamento ficou em R$ 868 mil.

A chegada da Amazon também esteve em pauta na apresentação da pesquisa. “Esperamos que a Amazon venha aumentar o mercado, não acabar com nenhum elo da cadeia e nem assombrar nenhum editor. Esperamos, então, que ela venha complementar a oferta de títulos e aumentar a possibilidade de distribuição de uma maneira mais igualitária dentro do nosso país, já que não temos livrarias em todos os municípios”, comenta Karine Pansa.

“Olhamos com algum temor para o que aconteceu no mercado americano. A segunda maior cadeia de livrarias ter quebrado lá é uma preocupação. Esperamos que a entrada de um player desses, com um poder de fogo enorme, não venha dar uma chacoalhada no nosso mercado e que todos consigam conviver em paz e harmonia. Que a Amazon venha para fazer crescer o mercado, e não para desestabilizá-lo”, avalia Sonia Jardim.

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Volta às origens

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Um contato com a África, essa estranha


Fonte: Gazeta do Povo

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Jô Soares entrevista Natália Lage sobre a peça JT – Um conto de fadas punk


Assista a entrevista na íntegra:

Conheça um pouco mais da história conturbada de Laura Albert, a criação de JT Leroy e a polêmica que se formou no meio literário. http://wp.me/pC6mz-JJ

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

A África no palco


Fonte: http://www.gaz.com.br/gazetadosul/noticia/353412-a_africa_no_palco/edicao:2012-06-23.html

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Reencontro com Machados de Assis

Em 21 de junho de 1839, nascia um dos maiores escritores do mundo. E, para celebrar a data revisitamos os 10 melhores contos de Machado e num desafio criativo sem precedentes, 40 autores brasileiros contemporâneos reescreveram esses contos, à luz de hoje, recontando as histórias que Machado tornou eternas. Estão presentes no livro: Rinaldo de Fernandes, Lygia Fagundes Telles, Moacyr Scliar, Glauco Mattoso, Pedro Lyra, Fernando Bonassi, entre outros.

Leia um dos contos presentes em “Capitu mandou flores”.

A Cartomante 
por Machado de Assis


Hamlet observa a Horácio que há mais cousas no céu e na terra do que sonha a nossa filosofia. Era a mesma explicação que dava a bela Rita ao moço Camilo, numa sexta-feira de Novembro de 1869, quando este ria dela, por ter ido na véspera consultar uma cartomante; a diferença é que o fazia por outras palavras.

— Ria, ria. Os homens são assim; não acreditam em nada. Pois saiba que fui, e que ela adivinhou o motivo da consulta, antes mesmo que eu lhe dissesse o que era. Apenas começou a botar as cartas, disse-me: “A senhora gosta de uma pessoa…” Confessei que sim, e então ela continuou a botar as cartas, combinou-as, e no fim declarou-me que eu tinha medo de que você me esquecesse, mas que não era verdade…

— Errou! Interrompeu Camilo, rindo.

— Não diga isso, Camilo. Se você soubesse como eu tenho andado, por sua causa. Você sabe; já lhe disse. Não ria de mim, não ria…

Camilo pegou-lhe nas mãos, e olhou para ela sério e fixo. Jurou que lhe queria muito, que os seus sustos pareciam de criança; em todo o caso, quando tivesse algum receio, a melhor cartomante era ele mesmo. Depois, repreendeu-a; disse-lhe que era imprudente andar por essas casas. Vilela podia sabê-lo, e depois…

— Qual saber! tive muita cautela, ao entrar na casa.

— Onde é a casa?

— Aqui perto, na rua da Guarda Velha; não passava ninguém nessa ocasião. Descansa; eu não sou maluca.

Camilo riu outra vez:

— Tu crês deveras nessas coisas? perguntou-lhe.

Foi então que ela, sem saber que traduzia Hamlet em vulgar, disse-lhe que havia muito cousa misteriosa e verdadeira neste mundo. Se ele não acreditava, paciência; mas o certo é que a cartomante adivinhara tudo. Que mais? A prova é que ela agora estava tranqüila e satisfeita.

Cuido que ele ia falar, mas reprimiu-se, Não queria arrancar-lhe as ilusões. Também ele, em criança, e ainda depois, foi supersticioso, teve um arsenal inteiro de crendices, que a mãe lhe incutiu e que aos vinte anos desapareceram. No dia em que deixou cair toda essa vegetação parasita, e ficou só o tronco da religião, ele, como tivesse recebido da mãe ambos os ensinos, envolveu-os na mesma dúvida, e logo depois em uma só negação total. Camilo não acreditava em nada. Por quê? Não poderia dizê-lo, não possuía um só argumento; limitava-se a negar tudo. E digo mal, porque negar é ainda afirmar, e ele não formulava a incredulidade; diante do mistério, contentou-se em levantar os ombros, e foi andando.

Separaram-se contentes, ele ainda mais que ela. Rita estava certa de ser amada; Camilo, não só o estava, mas via-a estremecer e arriscar-se por ele, correr às cartomantes, e, por mais que a repreendesse, não podia deixar de sentir-se lisonjeado. A casa do encontro era na antiga rua dos Barbonos, onde morava uma comprovinciana de Rita. Esta desceu pela rua das Mangueiras, na direção de Botafogo, onde residia; Camilo desceu pela da Guarda velha, olhando de passagem para a casa da cartomante.

Vilela, Camilo e Rita, três nomes, uma aventura, e nenhuma explicação das origens. Vamos a ela. Os dois primeiros eram amigos de infância. Vilela seguiu a carreira de magistrado. Camilo entrou no funcionalismo, contra a vontade do pai, que queria vê-lo médico; mas o pai morreu, e Camilo preferiu não ser nada, até que a mãe lhe arranjou um emprego público. No princípio de 1869, voltou Vilela da província, onde casara com uma dama formosa e tonta; abandonou a magistratura e veio abrir banca de advogado. Camilo arranjou-lhe casa para os lados de Botafogo, e foi a bordo recebê-lo.

— É o senhor? exclamou Rita, estendendo-lhe a mão. Não imagina como meu marido é seu amigo; falava sempre do senhor.

Camilo e Vilela olharam-se com ternura. Eram amigos deveras. Depois, Camilo confessou de si para si que a mulher do Vilela não desmentia as cartas do marido. Realmente, era graciosa e viva nos gestos, olhos cálidos, boca fina e interrogativa. Era um pouco mais velha que ambos: contava trinta anos, Vilela vinte e nove e Camilo vente e seis. Entretanto, o porte grave de Vilela fazia-o parecer mais velho que a mulher, enquanto Camilo era um ingênuo na vida moral e prática. Faltava-lhe tanto a ação do tempo, como os óculos de cristal, que a natureza põe no berço de alguns para adiantar os anos. Nem experiência, nem intuição.

Uniram-se os três. Convivência trouxe intimidade. Pouco depois morreu a mãe de Camilo, e nesse desastre, que o foi, os dois mostraram-se grandes amigos dele. Vilela cuidou do enterro, dos sufrágios e do inventário; Rita tratou especialmente do coração, e ninguém o faria melhor.

Como daí chegaram ao amor, não o soube ele nunca. A verdade é que gostava de passar as horas ao lado dela; era a sua enfermeira moral, quase uma irmã, mas principalmente era mulher e bonita. Odor di femina: eis o que ele aspirava nela, e em volta dela, para incorporá-lo em si próprio. Liam os mesmos livros, iam juntos a teatros e passeios. Camilo ensinou-lhe as damas e o xadrez e jogavam às noites; — ela mal, — ele, para lhe ser agradável, pouco menos mal. Até aí as cousas. Agora a ação da pessoa, os olhos teimosos de Rita, que procuravam muita vez os dele, que os consultavam antes de o fazer ao marido, as mãos frias, as atitudes insólitas. Um dia, fazendo ele anos, recebeu de Vilela uma rica bengala de presente, e de Rita apenas um cartão com um vulgar cumprimento a lápis, e foi então que ele pôde ler no próprio coração; não conseguia arrancar os olhos do bilhetinho. Palavras vulgares; mas há vulgaridades sublimes, ou, pelo menos, deleitosas. A velha caleça de praça, em que pela primeira vez passeaste com a mulher amada, fechadinhos ambos, vale o carro de Apolo. Assim é o homem, assim são as cousas que o cercam.

Camilo quis sinceramente fugir, mas já não pôde. Rita como uma serpente, foi-se acercando dele, envolveu-o todo, fez-lhe estalar os ossos num espasmo, e pingou-lhe o veneno na boca. Ele ficou atordoado e subjugado. Vexame, sustos, remorsos, desejos, tudo sentiu de mistura; mas a batalha foi curta e a vitória delirante. Adeus, escrúpulos! Não tardou que o sapato se acomodasse ao pé, e aí foram ambos, estrada fora, braços dados, pisando folgadamente por cima de ervas e pedregulhos, sem padecer nada mais que algumas saudades, quando estavam ausentes um do outro. A confiança e estima de Vilela continuavam a ser as mesmas.

Um dia, porém, recebeu Camilo uma carta anônima, que lhe chamava imoral e pérfido, e dizia que a aventura era sabida de todos. Camilo teve medo, e, para desviar as suspeitas, começou a rarear as visitas à casa de Vilela. Este notou-lhe as ausências. Camilo respondeu que o motivo era uma paixão frívola de rapaz. Candura gerou astúcia. As ausências prolongaram-se, e as visitas cessaram inteiramente. Pode ser que entrasse também nisso um pouco de amor-próprio, uma intenção de diminuir os obséquios do marido, para tornar menos dura a aleivosia do ato.

Foi por esse tempo que Rita, desconfiada e medrosa, correu à cartomante para consultá-la sobre a verdadeira causa do procedimento de Camilo. Vimos que a cartomante restituiu-lhe a confiança, e que o rapaz repreendeu-a por ter feito o que fez. Correram ainda algumas semanas. Camilo recebeu mais duas ou três cartas anônimas, tão apaixonadas, que não podiam ser advertência da virtude, mas despeito de algum pretendente; tal foi a opinião de Rita, que, por outras palavras mal compostas, formulou este pensamento: — a virtude é preguiçosa e avara, não gasta tempo nem papel; só o interesse é ativo e pródigo.

Nem por isso Camilo ficou mais sossegado; temia que o anônimo fosse ter com Vilela, e a catástrofe viria então sem remédio. Rita concordou que era possível.

— Bem, disse ela; eu levo os sobrescritos para comparar a letra com a das cartas que lá aparecerem; se alguma for igual, guardo-a e rasgo-a…

Nenhuma apareceu; mas daí a algum tempo Vilela começou a mostrar-se sombrio, falando pouco, como desconfiado. Rita deu-se pressa em dizê-lo ao outro, e sobre isso deliberaram. A opinião dela é que Camilo devia tornar à casa deles, tatear o marido, e pode ser até que lhe ouvisse a confidência de algum negócio particular. Camilo divergia; aparecer depois de tantos meses era confirmar a suspeita ou denúncia. Mais valia acautelarem-se, sacrificando-se por algumas semanas. Combinaram os meios de se corresponderem, em caso de necessidade, e separaram-se com lágrimas.

No dia seguinte, estando na repartição, recebeu Camilo este bilhete de Vilela: “Vem já, já, à nossa casa; preciso falar-te sem demora.” Era mais de meio-dia. Camilo saiu logo; na rua, advertiu que teria sido mais natural chamá-lo ao escritório; por que em casa? Tudo indicava matéria especial, e a letra, fosse realidade ou ilusão, afigurou-se-lhe trêmula. Ele combinou todas essas cousas com a notícia da véspera.

— Vem já, já, à nossa casa; preciso falar-te sem demora, — repetia ele com os olhos no papel.

Imaginariamente, viu a ponta da orelha de um drama, Rita subjugada e lacrimosa, Vilela indignado, pegando na pena e escrevendo o bilhete, certo de que ele acudiria, e esperando-o para matá-lo. Camilo estremeceu, tinha medo: depois sorriu amarelo, e em todo caso repugnava-lhe a idéia de recuar, e foi andando. De caminho, lembrou-se de ir a casa; podia achar algum recado de Rita, que lhe explicasse tudo. Não achou nada, nem ninguém. Voltou à rua, e a idéia de estarem descobertos parecia-lhe cada vez mais verossímil; era natural uma denúncia anônima, até da própria pessoa que o ameaçara antes; podia ser que Vilela conhecesse agora tudo. A mesma suspensão das suas visitas, sem motivo aparente, apenas com um pretexto fútil, viria confirmar o resto.

Camilo ia andando inquieto e nervoso. Não relia o bilhete, mas as palavras estavam decoradas, diante dos olhos, fixas; ou então, — o que era ainda peior, — eram-lhe murmuradas ao ouvido, com a própria voz de Vilela. “Vem já, já à nossa casa; preciso falar-te sem demora.” Ditas, assim, pela voz do outro, tinham um tom de mistério e ameaça. Vem, já, já, para quê? Era perto de uma hora da tarde. A comoção crescia de minuto a minuto. Tanto imaginou o que se iria passar, que chegou a crê-lo e vê-lo. Positivamente, tinha medo. Entrou a cogitar em ir armado, considerando que, se nada houvesse, nada perdia, e a precaução era útil. Logo depois rejeitava a idéa, vexado de si mesmo, e seguia, picando o passo, na direção do largo da Carioca, para entrar num tílburi. Chegou, entrou e mandou seguir a trote largo.

— Quanto antes, melhor, pensou ele; não posso estar assim…

Mas o mesmo trote do cavalo veio agravar-lhe a comoção. O tempo voava, e ele não tardaria a entestar com o perigo. Quase no fim da rua da Guarda Velha, o tílburi teve de parar; a rua estava atravancada com uma carroça, que caíra. Camilo, em si mesmo, estimou o obstáculo, e esperou. No fim de cinco minutos, reparou que ao lado, à esquerda, ao pé do tílburi, ficava a casa da cartomante, a quem Rita consultara uma vez, e nunca ele desejou tanto crer na lição das cartas. Olhou, viu as janelas fechadas, quando todas as outras estavam abertas e pejadas de curiosos do incidente da rua. Dir-se-ia a morada do indiferente Destino.

Camilo reclinou-se no tílburi, para não ver nada. A agitação dele era grande, extraordinária, e do fundo das camadas morais emergiam alguns fantasmas de outro tempo, as velhas crenças, as superstições antigas. O cocheiro propôs-lhe voltar a primeira travessa, e ir por outro caminho; ele respondeu que não, que esperasse. E inclinava-se para fitar a casa… Depois fez um gesto incrédulo: era a idéia de ouvir a cartomante, que lhe passava ao longe, muito longe, com vastas asas cinzentas; desapareceu, reapareceu, e tornou a esvair-se no cérebro; mas daí a pouco moveu outra vez as asas, mais perto, fazendo uns giros concêntricos… Na rua, gritavam os homens, safando a carroça:

— Anda! agora! empurra! vá! vá!

Daí a pouco estaria removido o obstáculo. Camilo fechava os olhos, pensava em outras cousas; mas a voz do marido sussurrava-lhe às orelhas as palavras da carta: “Vem já, já…” E ele via as contorções do drama e tremia. A casa olhava para ele. As pernas queriam descer e entrar… Camilo achou-se diante de um longo véu opaco… pensou rapidamente no inexplicável de tantas cousas. A voz da mãe repetia-lhe uma porção de casos extraordinários; e a mesma frase do príncipe de Dinamarca reboava-lhe dentro: “Há mais cousas no céu e na terra do que sonha a filosofia…” Que perdia ele, se…?

Deu por si na calçada, ao pé da porta; disse ao cocheiro que esperasse, e rápido enfiou pelo corredor, e subiu a escada. A luz era pouca, os degraus comidos dos pés, o corrimão pegajoso; mas ele não viu nem sentiu nada. Trepou e bateu. Não aparecendo ninguém, teve idéia de descer; mas era tarde, a curiosidade fustigava-lhe o sangue, as fontes latejavam-lhe; ele tornou a bater uma, duas, três pancadas. Veio uma mulher; era a cartomante. Camilo disse que ia consultá-la, ela fê-lo entrar. Dali subiram ao sótão, por uma escada ainda pior que a primeira e mais escura. Em cima, havia uma salinha, mal alumiada por uma janela, que dava para os telhados do fundo. Velhos trastes, paredes sombrias, um ar de pobreza, que antes aumentava do que destruía o prestígio.

A cartomante fê-lo sentar diante da mesa, e sentou-se do lado oposto, com as costas para a janela, de maneira que a pouca luz de fora batia em cheio no rosto de Camilo. Abriu uma gaveta e tirou um baralho de cartas compridas e enxovalhadas. Enquanto as baralhava, rapidamente, olhava para ele, não de rosto, mas por baixo dos olhos. Era uma mulher de quarenta anos, italiana, morena e magra, com grandes olhos sonsos e agudos. Voltou três cartas sobre a mesa, e disse-lhe:

— Vejamos primeiro o que é que o traz aqui. O senhor tem um grande susto…

Camilo, maravilhado, fez um gesto afirmativo.

— E quer saber, continuou ela, se lhe acontecerá alguma coisa ou não…

— A mim e a ela, explicou vivamente ele.

A cartomante não sorriu; disse-lhe só que esperasse. Rápido pegou outra vez as cartas e baralhou-as, com os longos dedos finos, de unhas descuradas; baralhou-as bem, transpôs os maços, uma, duas, três vezes; depois começou a estendê-las. Camilo tinha os olhos nela, curioso e ansioso.

— As cartas dizem-me…

Camilo inclinou-se para beber uma a uma as palavras. Então ela declarou-lhe que não tivesse medo de nada. Nada aconteceria nem a um nem a outro; ele, o terceiro, ignorava tudo. Não obstante, era indispensável mais cautela; ferviam invejas e despeitos. Falou-lhe do amor que os ligava, da beleza de Rita… Camilo estava deslumbrado. A cartomante acabou, recolheu as cartas e fechou-as na gaveta.

— A senhora restituiu-me a paz ao espírito, disse ele estendendo a mão por cima da mesa e apertando a da cartomante.

Esta levantou-se, rindo.

— Vá, disse ela; vá, ragazzo innamorato…

E de pé, com o dedo indicador, tocou-lhe na testa. Camilo estremeceu, como se fosse mão da própria sibila, e levantou-se também. A cartomante foi à cômoda, sobre a qual estava um prato com passas, tirou um cacho destas, começou a despencá-las e comê-las, mostrando duas fileiras de dentes que desmentiam as unhas. Nessa mesma ação comum, a mulher tinha um ar particular. Camilo, ansioso por sair, não sabia como pagasse; ignorava o preço.

— Passas custam dinheiro, disse ele afinal, tirando a carteira. Quantas quer mandar buscar?

— Pergunte ao seu coração, respondeu ela.

Camilo tirou uma nota de dez mil-réis, e deu-lha. Os olhos da cartomante fuzilaram. O preço usual era dois mil-réis.

— Vejo bem que o senhor gosta muito dela… E faz bem; ela gosta muito do senhor. Vá, vá tranqüilo. Olhe a escada, é escura; ponha o chapéu…

A cartomante tinha já guardado a nota na algibeira, e descia com ele, falando, com um leve sotaque. Camilo despediu-se dela embaixo, e desceu a escada que levava à rua, enquanto a cartomante alegre com a paga, tornava acima, cantarolando uma barcarola. Camilo achou o tílburi esperando; a rua estava livre. Entrou e seguiu a trote largo.

Tudo lhe parecia agora melhor, as outras cousas traziam outro aspecto, o céu estava límpido e as caras joviais. Chegou a rir dos seus receios, que chamou pueris; recordou os termos da carta de Vilela e reconheceu que eram íntimos e familiares. Onde é que ele lhe descobrira a ameaça? Advertiu também que eram urgentes, e que fizera mal em demorar-se tanto; podia ser algum negócio grave e gravíssimo.

— Vamos, vamos depressa, repetia ele ao cocheiro.

E consigo, para explicar a demora ao amigo, engenhou qualquer cousa; parece que formou também o plano de aproveitar o incidente para tornar à antiga assiduidade… De volta com os planos, reboavam-lhe na alma as palavras da cartomante. Em verdade, ela adivinhara o objeto da consulta, o estado dele, a existência de um terceiro; por que não adivinharia o resto? O presente que se ignora vale o futuro. Era assim, lentas e contínuas, que as velhas crenças do rapaz iam tornando ao de cima, e o mistério empolgava-o com as unhas de ferro. Às vezes queria rir, e ria de si mesmo, algo vexado; mas a mulher, as cartas, as palavras secas e afirmativas, a exortação: — Vá, vá, ragazzo innamorato; e no fim, ao longe, a barcarola da despedida, lenta e graciosa, tais eram os elementos recentes, que formavam, com os antigos, uma fé nova e vivaz.

A verdade é que o coração ia alegre e impaciente, pensando nas horas felizes de outrora e nas que haviam de vir. Ao passar pela Glória, Camilo olhou para o mar, estendeu os olhos para fora, até onde a água e o céu dão um abraço infinito, e teve assim uma sensação do futuro, longo, longo, interminável.

Daí a pouco chegou à casa de Vilela. Apeou-se, empurrou a porta de ferro do jardim e entrou. A casa estava silenciosa. Subiu os seis degraus de pedra, e mal teve tempo de bater, a porta abriu-se, e apareceu-lhe Vilela.

— Desculpa, não pude vir mais cedo; que há?

Vilela não lhe respondeu; tinha as feições decompostas; fez-lhe sinal, e foram para uma saleta interior. Entrando, Camilo não pôde sufocar um grito de terror: — ao fundo sobre o canapé, estava Rita morta e ensangüentada. Vilela pegou-o pela gola, e, com dois tiros de revólver, estirou-o morto no chão.

Mais informações sobre o livro aqui.

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized

Amigos, escritores e editor lembram histórias de Roberto Drummond

Fonte: Ana Clara Brant – EM Cultura

A importância da obra do romancista e contista para a modernização da literatura brasileira

Ele era o marido de Beatriz e o pai de Ana; o colega de literatura e de amizade de Carlos Herculano Lopes e de Luiz Vilela; o companheiro de viagens e de feiras de livros de Ignácio de Loyola Brandão; um dos principais nomes da Geração Editorial, de Luiz Fernando Emediato; o homem que “sugeriu, aos sussurros, em tom conspiratório”, que Fernando Morais escrevesse a biografia de Olga Benário e também é tema de documentário do diretor Breno Milagres. Roberto Drummond é lembrado com carinho pelos amigos, escritores e familiares, que destacam, principalmente, sua paixão pela profissão e o orgulho que sentia de sua obra.

“Além de ser um grande escritor, Roberto era muito empolgado e acreditava na literatura que fazia. Isso era algo fantástico em sua personalidade. Ele fazia questão de promover seus livros; não tinha vergonha de se mostrar. Quando lançava, saía caminhando com os livros debaixo do braço, mostrando para todo mundo. Quando saiu O cheiro de Deus, o Roberto dormiu com o livro debaixo do travesseiro, tamanho o orgulho”, lembra o jornalista e escritor Carlos Herculano Lopes, que foi seu colega no Estado de Minas. Em 2005, Herculano organizou um livro reunindo as melhores crônicas de Roberto Drummond e conta que o autor de A morte de DJ em Paris sempre o incentivou a escrever e uma de suas principais características era a generosidade. “O Roberto sempre me deu força e me apresentou a vários escritores. Quando podia, ajudava a divulgar quem estava começando e tinha um coração muito aberto. Ficamos muito próximos ao longo da vida e nos tornamos confidentes. A gente saía quase todos os dias, tomava um chope na Savassi ou no Maletta. O Roberto se tornou uma espécie de guru para mim”, frisa Carlos Herculano.

O publisher, jornalista e escritor Luiz Fernando Emediato, da Geração Editorial, que detém os diretos de boa parte da obra de Roberto – a Objetiva é a responsável por três títulos (O cheiro de Deus, Os mortos não dançam valsa e A morte de DJ em Paris) –, também ressalta o fato de que o autor era um divulgador cuidadoso do próprio trabalho e mesmo não tendo saído de Minas Gerais, como boa parte dos colegas conterrâneos, como Guimarães Rosa, Fernando Sabino, Rubem Fonseca e Carlos Drummond de Andrade, conseguiu se sobressair. “Ele sabia se vender. E mesmo ficando fora do eixo Rio-São Paulo, porque não queria sair de Minas, encontrou um jeito de sua obra se destacar e inventou moda”, pontua. Emediato o conheceu, em 1971, quando os dois venceram o maior prêmio literário brasileiro da época, o Concurso de Contos do Paraná, sendo que Roberto ganhou na categoria principal e Emediato na de revelação.

O editor conta que os dois mantinham uma relação de amizade, às vezes meio conflitante, já que Roberto Drummond não acatava muito bem as críticas, mas que no fim o mineiro acabou sendo um dos principais autores de sua recém-criada editora. “Ele inventou uma literatura pop, que na verdade era uma literatura de boa qualidade. Roberto era um bom marqueteiro de si mesmo e conquistou mais o mercado do que a crítica. Ele demorou a ter uma aceitação da crítica. Hilda Furacão o projetou nacionalmente, dando muita popularidade, e foi traduzido para vários idiomas, assim como outras obras suas. Certa vez, escrevi críticas pouco elogiosas sobre seus livros e ele não aceitou muito bem, ainda mais vindo de um amigo. O fato de eu não ter compreendido a genialidade dos seus livros pode ter sido uma deficiência minha, mas depois voltamos às boas e ele preteriu uma importante editora para fechar comigo na Geração Editorial, que estava começando”, recorda.

Moderno
Amigo de longa data e contemporâneo de geração, o escritor paulista Ignácio de Loyola Brandão acredita que Roberto Drummond modernizou a literatura trazendo uma linguagem mais atualizada e urbana e distanciada de tudo que era regionalista. “Para alguns é a chamada literatura pop, mas não gosto dessa expressão. Ele foi um dos primeiros que conseguiram se aproximar do leitor mais jovem. Roberto era megalomaníaco e vivia essa megalomania com muito prazer. Costumava dizer que sempre tinha milhares de exemplares vendidos, contratos fabulosos. Ele flutuava dentro desse sonho e eu achava isso de uma pureza e de uma ingenuidade muito bonita. Era um cara muito inteligente, evoluído, mas tinha essa coisa provinciana dentro dele, assim como eu, que ainda carrego muita coisa da minha Araraquara”, confessa Ignácio.
Outro que privou por muito tempo da intimidade do escritor é o colega Luiz Vilela, a quem Roberto homenageou em uma crônica intitulada “A quem devo Hilda Furacão”, relatando os percalços e riscos que se passa na hora de escrever um “romance de fôlego”. O texto dizia: “Sou um devedor de meu amigo e excelente escritor Luiz Vilela. Porque, se não fosse ele, lá de seu refúgio em Ituiutaba, num telefonema providencial, eu teria simplesmente destruído, ou condenado ao esquecimento, a versão de Hilda Furacão, que vem agradando gente tão competente…”.

“ Roberto era um grande amigo e um colega de literatura. Nessa crônica está presente a nossa amizade e esse caso interessante em que ele acatou a minha sugestão de continuar a escrever o livro, mesmo com as dificuldades”, recorda Vilela.

Memórias de Bela B

Casada com Roberto Drummond por mais de 40 anos, a viúva Beatriz pretende mandar celebrar uma missa em intenção do marido, que ela conheceu ainda menina, quando viviam em Santana dos Ferros, hoje Ferros, Região Central de Minas. “A cidade era muito pequena e todo mundo se conhecia. Eu tinha 13 anos e fui atrás dele em um campinho de futebol onde ele assistia a um jogo, para pedi-lo em namoro. O Roberto achou ótimo e aceitou”, lembra Tiz, como era carinhosamente chamada pelo marido. Os dois se casaram em fevereiro de 1960, em Belo Horizonte, e tiveram uma filha, Ana Beatriz. A viúva conta que foi uma das principais incentivadoras da literatura de Roberto, apesar de suas famílias torcerem o nariz. Ela elege Hilda Furacão, em que é inclusive personagem, como a obra preferida dentre as publicações do marido. “No livro, ele me chama de Bela B, mas ele nunca me chamou assim. Eu era realmente uma moça muito linda, maravilhosa, igual na minissérie mesmo. Passei um aperto quando ela foi exibida na TV, porque todo mundo queria saber sobre a Hilda Furacão, se ela realmente existiu, onde morava. Dizia que sim. Parece que era aquilo mesmo”, desconversa rindo Beatriz.

Ela revela que Roberto Drummond nunca permitiu que a família lesse seus escritos antes de serem publicados, mas quando os lançava era uma festa. “Ele gostava muito do que fazia. Sinto falta da companhia dele, das nossas viagens, dos passeios. Não participava muito dessas saídas pelos bares com os amigos, apesar de eu gostar de beber. Até hoje tomo uma latinha de cerveja todo dia para relaxar. Mas era muito companheiro e a gente sempre caminhava aqui pelas livrarias, pela Savassi, que é um lugar que o Roberto sempre amou”, acrescenta. Em 2003, foi inaugurada uma estátua de bronze de Roberto Drummond, de autoria do artista plástico Léo Santana, na Praça Diogo de Vasconcelos, na Savassi.

Documentário No fim do ano, o cineasta mineiro Breno Milagres vai lançar o documentário RD manda lembranças, painel da obra e da vida de Roberto Drummond. Além de depoimentos do próprio homenageado, de amigos, escritores, jornalistas e jogadores de futebol, haverá atores interpretando as crônicas e os contos de Roberto, além de textos de autores amigos e imagens cedidas pela família. “A gente era muito amigo, quase vizinho. O mais importante deste trabalho foi o carinho que todo mundo demonstra pelo Roberto. É impressionante. Ele escrevia de um jeito que era dele e sempre terá lugar de destaque na literatura mineira e brasileira”, enfatiza Breno, que chegou a levar para as telas e para a TV outras obras de Roberto, como Quando fui morto em Cuba, O estripador da Rua G e o conto “O demônio do meio-dia”.

Link: http://www.divirta-se.uai.com.br/html/sessao_7/2012/06/17/ficha_agitos/id_sessao=7&id_noticia=54410/ficha_agitos.shtml

Deixe um comentário

Arquivado em Uncategorized