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O livro “O Arlequim da Pauliceia” é destaque no Memória paulistana, da Veja São Paulo

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Sobre o livro:

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 O Arlequim da Pauliceia
Autor: Aleilton Fonseca
Acabamento: Brochura
Formato: 18,5×23
Páginas: 298
Categoria: Poesia
ISBN:  9788581300993
Peso: 596gr
Preço: R$ 29,90
Sinopse:

ESQUEÇA O METRÔ E PEGUE O BONDE
Esqueça a pressa. Pegue o bonde e viaje lentamente pela São Paulo do início do século passado em companhia de Mário de Andrade e de fragmentos de sua poesia. Este livro, de autoria de Aleilton Fonseca, é um túnel do tempo, um passeio pelo centro velho de Sampa, lembrando, de certa forma, o filme Meia noite em Paris, em que Woody Allen promove o encontro do protagonista com grandes escritores e pintores da belle époque.
Textos e fotos se encaixam com perfeição para nos fazer voltar ao passado, mergulhando-nos na obra do modernista, que amou São Paulo como ninguém. Vista uma capa para se proteger da garoa que caía insistentemente sobre a cidade, tornando-a londrina e melancólica. E sinta como Mário de Andrade amou a maior megalópole do Brasil. Boa viagem. Você está em ótima companhia. “Prazer em conhecê-lo, meu caro Aleilton”, diria o modernista.

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Professoras escritoras: Marta Reis


Na semana passada publicamos a história da professora Erika Ribeiro, de Juazeiro (BA), que mantém um blog de poemas (veja o relato aqui).
Desta vez apresentamos a professora Marta Reis, de Betim (MG), contista premiada e que lançou em 2012 seu primeiro livro infantil, Uma viagem inesquecível.


Em relato que mistura história de vida e a formação como leitora e escritora, Marta fala da paixão pela literatura e pela profissão que abraçou, além das dificuldades de conseguir publicar um livro. Fala também da sua experiência de trabalho com a Olimpíada.
Veja na próxima semana o último relato da série, com o depoimento da professora que lançou livro com suas memórias depois de trabalhar com esse gênero na Olimpíada.

Tarefa de gente sonhadora
Marta Reis

Desde pequena gostei muito de histórias, tanto de ler, quanto de escrever. Eu morava em Martinho Campos, pequena cidade do interior de Minas e, naquela época, não tínhamos TV. Naquela casa antiga com quintal enorme, brinquei muito. Se a pobreza material era imensa, sobejava-nos afeto, amizade, brincadeiras. Naquele quintal, eu e os meninos da vizinhança vivemos mil aventuras: pique-esconde, passa-anel, boca-de-forno e tanta brincadeira gostosa que hoje virou folclore. Sem sombra de dúvida, foi uma infância rica, muito rica, apesar das dificuldades.

Meu pai cedo foi internado no hospício. Mal me lembro daqueles olhos azuis, tão azuis…! Eterna nuvem, turvando meu olhar… Sobrou para minha mãe toda responsabilidade de nos criar. Ela mal assinava o nome, mas sempre foi doçura em forma de gente. A pessoa mais solidária e generosa que já conheci. E com uma habilidade especial: excelente contadora de histórias. Sem a TV, em algumas noites ela nos contava deliciosas histórias à luz da lua, ou ao calor do fogão a lenha. Minha infância foi assim: histórias, brincadeiras, parque ou circo quando vinha à cidade… Minha mãe não tem muita consciência disto, mas foi ela que me fez a escritora e a professora que sou hoje. Porque só agora também me dou conta: aquele ambiente exalava poesia. Foi desde cedo que a poesia se infiltrou em meus poros… Apossou-se de mim.

Aos doze, treze anos de idade me mudei para Divinópolis e fui estudar na Escola Polivalente, onde Adélia Prado lecionava. Certo dia eu queria muito escrever; uma história me cutucava por dentro. Passei o dia todo com aquilo me martelando a cabeça. À noite, horário em que estudava, eu praticamente implorei à professora para dar uma redação. A professora disse-me que redação não estava em seu planejamento. Mas implorei tanto, tanto que ela deu a tal redação. E eu escrevi em prosa poética (nem sabia o que era isso na época) o texto: Deus. Então a professora organizou um concurso literário e meu texto foi vencedor. Eu ganhei medalha e um exemplar do livro Para Gostar de Ler. Ali estava a sementinha da escritora. Nesta mesma escola assisti a um evento do qual nunca me esqueci – Adélia Prado fez o lançamento de seu livro Bagagem. Aquilo foi um acontecimento de honra para todos nós. Eu era muito menina, mas ficaram marcas indeléveis para toda a vida.

Após cursar magistério no Ensino Médio, cursei Letras e antes de me formar, comecei a lecionar Língua Portuguesa e já leciono há mais de vinte anos. Especializei-me em Leitura e Literatura, Língua Portuguesa e Religião. Como professora, sempre priorizei a leitura e a escrita, fiz inúmeros projetos literários, reconhecidos e elogiados. E embora tenha recebido convites de alguns colégios particulares, foi na escola pública, com estudantes da periferia que encontrei minha identidade como professora. Hoje leciono nas redes públicas de Betim e Belo Horizonte, sempre procurando os melhores projetos para incentivar os educandos.

Por acreditar no Projeto Olimpíada de Língua Portuguesa, participei das edições de 2008, 2010 e agora, em 2012. Em 2008 participei com o gênero Poema, em 2010 e agora em 2012 com Memórias. São fantásticos o material e as oficinas. Tudo muito bem organizado, possibilitando que o professor realize um trabalho lúdico e dinâmico. Meu gosto pela leitura e escrita facilita meu trabalho e muito. Se eu amo ler e escrever, então consigo realizar alguns trabalhos de leitura e escrita que contagiam os aprendizes. A gente só pode tocar o outro quando fazemos aquilo de que gostamos. Enquanto vou ganhando meu espaço e reconhecimento como escritora, também incentivo meus alunos a gostar de ler e de escrever. E eles se surpreendem quando veem livros meus na biblioteca. E dizem: “nossa, a professora é escritora mesmo!”. Para eles escritor está lá longe, numa realidade distante.

É difícil ser escritor neste país onde se lê tão pouco. Publicar é um sonho, é mesmo muito difícil! Mesmo assim insisto. Comecei a publicar meus textos em 2009 em coletâneas com autores de todo país e alguns do exterior. Como contista recebi menção honrosa em 2009, 2010 e 2011 no disputado concurso da editora Guemanisse (RJ). E em 2010 recebi menção honrosa também no concurso internacional de contos curtos do Projeto Mulheres Emergentes. Hoje tenho dezesseis publicações em diversos projetos literários que circulam no Brasil e no exterior. Em 2012 lancei meu primeiro livro infantil, solo, pela Geração Editorial que foi ilustrado pela Thaís Linhares – uma das melhores ilustradoras do Brasil. O livro se chama Uma Viagem Inesquecível e nasceu de minha busca constante: o que posso fazer para mostrar ao pequeno leitor a importância da leitura? E a resposta foi este livro. E minha emoção maior é quando os pais relatam que seus filhos se encantaram com Pedro e Flora, personagens da história. O livro conta de um menino egoísta e ranzinza que vivia preso numa bolha escura – seu mundo interior. E ele se liberta quando Flora, uma linda menina negra aproxima-se de Pedro e começa a ler um livro para ele. Em contato com o livro, Pedro então se liberta daquela bolha e, encantado, vive com sua amiga uma aventura inesquecível, por mundos reais e imaginários. A linguagem é poética, lúdica e por isso seduz as crianças, despertando-lhes a imaginação. Nesse livro abordo temáticas como: amizade, incentivo à leitura, valorização da diversidade etnicorracial, dentre outros.

Ainda em 2012 lançarei em Portugal um e-book com meus contos premiados e outros inéditos, pela editora EMOOBY. Estou terminando a revisão. Chamar-se-á: Memórias de Sombras e Ipês. É que o ipê amarelo é a flor símbolo do Brasil. Por enquanto, escrevo poemas, contos, histórias infantis. Mas no futuro, ainda pretendo escrever alguns romances. Creio que tenho facilidade com a escrita literária. Escrever, para mim, é tão necessário assim como respirar. Sigo assim, ensinando e escrevendo. Sou uma sonhadora, sem dúvida, na árdua tarefa de formar um país cujos estudantes tenham domínio da leitura e da escrita. Porque ter este domínio é construir uma identidade que amplia horizontes e permite que se tenha nas mãos as rédeas da própria história.

Fonte: Olimpíada de Língua Portuguesa

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Hasta Siempre

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Poesia Mineirinha

A vida até a última gotaPor Jorge Ferreira

Da minha vida, digo eu
Pra começar:
Não tenho temor à morte,
Doloroso é perder a vida
E os gozos que ela me dá.

Me vejo menino com as suas façanhas.
Um cheiro impregnado no ar
Bicho, gente grande sem maquiagem.
Colerinha, canarinho, pintassilgo,
Meu pai, minha mãe e tio Mirinho.

Quando jovem tomei para mim
O destino humano.
Com meu pendor libertário
Quis salvar o mundo,
Ainda que ele não quisesse.

Virei um homem de causas,
De ensinança.
Furando o couro da realidade.
Tudo que diz respeito ao humano
Vida, criação, natureza,
Ausência do meu irmão,
Povo brasileiro.
Fez parte de minha ação.

Com o tempo, feito cobra
Adquiri outras peles.
Em cada uma delas
Me exerci sempre,
Igual a mim.

Não me arrependo.
Se me fosse dado
Outra vida a viver
Faria o mesmo retrilhar.

Voltaria com vagareza,
A passos contados.
Esporeando o tempo
Mão por mão,
Humanizar‑me‑ia ainda mais.

Sempre tive meus olhos,
E sentimentos
Para o profundo.
Mirei mais para o oceano
Que para a ilha.
Afinal, não vivemos
Para servir?

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Lançamento do livro Rio adentro em São Paulo

A poesia costuma “vitimar” pessoas que veem e sentem coisas que os mortais comuns não percebem. Rio Adentro está repleto de momentos saudosos, de passagens da infância, de amigos, parentes, e até dos que já se foram. Mas as saudades do autor saltam desta obra remoçadas, cheias de vida, de vigor, para nos ensinar que lembrar é mais do que reviver – é refazer os momentos. Jorge, também autor de Fazimento, seu primeiro livro de poesia, diz que pretende sorver até a última gota de vida e que sempre teve os olhos e sentimentos voltados para o profundo. “Mirei mais para o oceano que para a ilha”, diz em um de seus versos.

Rio Adentro
Autor: Jorge Ferreira
Formato: 16 x 23 cm.
Páginas: 90
Categoria: Poesia
ISBN: 978-85-8130-011-5
Código de barras: 978-85-8130-011-5
Preço: R$ 30,00

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O amor em 101 frases inesquecíveis

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Lançamento do livro Rio Adentro em Belo Horizonte

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